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Candeias do Jamari: atoleiros tomam conta das estradas dos assentamentos

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Desesperadas, as famílias agricultoras vivem calamidade pública em relação as estradas vicinais que dá acesso ao assentamento Jequitibá e Flor do Amazonas, ambos, localizados no município do Candeias do Jamari em Rondônia. Em 2016,  foram assentadas 42 famílias na linha 21 do Projeto de Assentamento Florestal - PAF Jequitibá. Os assentados tem vividos horrores, além do INCRA não ter garantido a abertura de estradas até os seus respectivos lotes, a linha 35 que dá acesso a linha 21, se tornou totalmente inviável a locomoção, podendo passar apenas veículos traçados, que não é o caso das famílias, sendo que  muitas vezes nem estes consegue se deslocar. Chamamos a atenção das autoridades para esse descaso e abandono. Estudantes, na sua maioria crianças e adolescentes, tem que fazer 50km todos os dias, dentro dos ônibus escolares super sucateados, para puderem ter acesso a escola que fica localizada na Vila Samuel. Essa situação já se faz necessário uma inte...

VITÓRIA DO POVO CONTRA A GRILAGEM DE TERRAS PÚBLICAS!

VITÓRIA DO POVO CONTRA A GRILAGEM DE TERRAS PÚBLICAS! É com satisfação que a CPT repassa a notícia de que um grande latifúndio em Rondônia será revertido ao patrimônio público da União e, consequentemente, deverá ser encaminhado ao INCRA para a promoção de assentamento da Reforma Agrária.             Trata-se da área conhecida como Fazenda Bom Futuro, em Seringueiras/RO, que tinha como grileiro o Sr. AUGUSTO NASCIMENTO TULHA.             Em 2016, após aguerrida ocupação da fazenda por trabalhadores rurais, houve intensa mobilização do Estado e da Polícia Militar para promover o despejo dos trabalhadores, mesmo com ação judicial intentada pelo INCRA na Justiça Federal visando reconhecer a propriedade da UNIÃO.             A sentença foi favorável ao INCRA e, no dia 11 de abril de 2018, em julgamento...

Nota de repúdio à prisão do Padre José Amaro

A Comissão Pastoral da Terra - Regional Rondônia, se junta à CPT Nacional na denúncia das caluniosas acusações contra o Padre Amaro e a CPT em Anapu - Pará.  Repudiamos a ação deliberada de difamação e criminalização das comunidades na luta pela terra e de seus apoiadores/as, a exemplo de  Rondônia, onde existem muitos lutadores/as presos/as injustamente por defender a distribuição justa da terra. A CPT não medirá esforços para comprovar a inocência do Padre Amaro e revelar os reais mecanismos de intimidação continuada por parte de poderosos contra o povo e sua luta e não se calará.  Conclamamos a todos/as os/as companheiros em Rondônia e no Brasil a não termos medo de continuar assumindo o projeto de Jesus e sua opção preferencial pelos pobres. Nesse tempo de Páscoa caminhamos juntos/as nos caminhos da Cruz na esperança da Ressurreição.   CPT - RO  

CPT-RO, lança Atlas de conflitos na Amazônia

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Nesta próxima quarta-feira (06), a Comissão Pastoral da Terra em Rondônia apresentará o Atlas de Conflitos da Amazônia, construído pelos agentes e comissões nos estados da Amazônia legal. Essa região tem destaque no aumento da violência no campo no Brasil nos últimos anos, em 2016, foram registrados 61 assassinatos por conflitos no campo no país, sendo que 48 destes assassinatos ocorreram na Amazônia Legal. Neste ano de 2017, já foram registrados 64 assassinatos em conflitos no campo, até o momento, sendo 49 nessa região. Em Rondônia, foram 21 assassinatos por violência no campo e já somam 16 casos em 2017. É o segundo estado da amazônia com o maior número de conflitos no campo e com maior número de famílias envolvidas, num total de 191 conflitos e 17.099 famílias. A partir de um alinhamento técnico com o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da CPT, e com a assessoria do geógrafo e professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes-MG), Gustavo Fer...

Em Rondônia: trabalhadores sem terra são espancados e presos pela Polícia Militar

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Em menos de quinze dias, o Estado de Rondônia, através de sua Polícia,  efetiva atos de violências por duas vezes às mesmas famílias, respectivamente, nos dias 14 e 25 de novembro de 2017.   Os trabalhadores e trabalhadoras, vítimas da violência pertencem ao Acampamento Boa Sorte, os mesmos sofreram despejos no dia 14 de novembro, numa reintegração de posse, de uma área destinada à reforma agrária e colocados num ginásio de esportes na cidade de Candeias do Jamari. http://www.newsrondonia.com.br/noticias/290+familias+sao+despejadas+do+assentamento+flor+do+amazonas+e+deixadas+em+ginasio+no+candeias/100985 As famílias ficaram por dez dias no ginásio, depois conseguiram um comodato com um agricultor do Assentamento Flor do Amazonas numa região próxima ao antigo acampamento. Como se não bastasse, o despejo, enquanto montavam o novo acampamento no sábado, 25/11, as famílias foram surpreendidas, primeiramente pela Polícia Ambiental e em seguida pela Polícia Militar...

Região Norte de Minas Gerais,Barragem de Jequitaí

Barragem de Jequitaí destrói a vida dos atingidos e engana população!! Isso vem ocorrendo através do Governo Federal e do Governo Mineiro/SEAPA. Localizado na Região Norte de Minas Gerais, o Projeto Jequitaí compreende uma barragem de 10 mil has e um perímetro irrigado de 35 mil has. A CODEVASF pretende implantar o projeto no Rio Jequitaí, afluente do São Francisco na região Alta/Média do Rio. Este tipo de projeto já foi implantado na região, no período da ditadura militar: Jaíba e Gorutuba. Ambos carregam problemas sócio-ambientais à décadas. A crise da água e o desrespeito aos direitos dos pequenos compõem a tragédia. O Rio São Francisco está numa situação de penúria e a Barragem do Bico da Pedra, que abastece o projeto Gorutuba, está novamente com a cota abaixo do nível permitido para a irrigação. O projeto também traz falsas verdades: regularização do Rio Jequitaí; abastecimento da cidade de Montes Claros; progresso pra região (pode trazer “progresso” para as empreit...

Boaventura de Sousa Santos

            Do pronunciamento de Boaventura de Sousa Santos, dia 8 de novembro de 2017, após ser agraciado com o título de doutor “honoris causa” da UFRGS. Vivemos realmente um tempo muito incerto. Fundamentalmente porque é um momento de desimaginação do social. Estamos a desimaginar o social e desimaginar o social é ter um pensamento antissocial do social. É por exemplo, usar uma ideia de responsabilidade coletiva e substituí-la pela ideia de culpa. É trocar a ideia de solidariedade pela ideia de individualismo; a ideia de cooperação pela ideia da competitividade ou de empreendedorismo. Palavras que são chave do discurso hegemônico que corre por aí. Isso é algo hoje que destrói de fato o cimento da sociedade, porque praticamente torna a sociedade irrelevante para a qualidade de vida das pessoas, para a dignidade da vida coletiva.  Principalmente, porque se uma classe social não têm qualidade de vida a culpa é dela ou do destino. É por isso q...