segunda-feira, 20 de junho de 2022

Basta de impunidade e de assassinatos no campo de Rondônia

Reunidos em Conselho Estadual da Comissão Pastoral da Terra Regional Rondônia (CPT RO), junto com representantes da Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR), da Organização Vida e Juventude, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Rondônia (Fetagro), assim como diversas associações de pequenos agricultores, no dia 17 de junho de 2022, em Porto Velho, durante a apresentação do Caderno de Conflitos de 2021, nos chegou a triste notícia do crime que vitimou Wesley Flávio da Silva, de 37 anos, casado, pai do um casal de filhos, e presidente da Associação Nova Esperança, em Campo Novo de Rondônia.

Este grupo de 280 famílias de posseiros reivindica uma área grilada pelo ex-senador Ernandes Amorim, uma terra pública da União que já tinha sido expropriada pelo Incra para criação do Projeto de Assentamento Alta Floresta. 

Unindo nossas vozes àqueles que repudiam as mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips em toda a Amazônia, nos deparamos em Rondônia com mais uma morte que se soma à de Ari Uru Eu Au Au em 2020, numa região próxima. Mais uma morte, entre as quatro já registradas neste ano de 2022, depois das 11 de 2021, que fez de Rondônia o estado do Brasil com mais mortes no campo.

Todos estes registros de camponesas e camponeses mortos em conflitos no campo de Rondônia permanecem sem esclarecimentos, sem apuração rigorosa dos fatos, sem punição dos autores e muito menos dos mandantes. Com o agravante que, das 11 mortes registradas no ano passado, oito  foram atribuídas à atuação das forças policiais. 

Em contraste com outros atos atribuídos aos grupos de pequenos agricultores, nos quais rapidamente são acusados os supostos autores. Alguns recebem um trato totalmente diferente em unidades de conservação, reservas extrativistas e terras indígenas, em lugares como Cujubim ou o Parque de Guajará Mirim, diante das infrações de madeireiros, grileiros e garimpeiros.

Wesley já tinha recebido ameaças e mudado do município de Governador Teixeira para o de Campo Novo de Rondônia. Porque os crimes de ameaças não são investigados e punidos antes que o pior aconteça? Com isto, a morte da liderança da Associação Nova Esperança pode somar-se a esta triste estatística de impunidade dos crimes no campo em Rondônia, que apenas estimula o crescimento de um espiral de violência e abona aqueles que não acreditam mais na capacidade do sistema de justiça do Estado para reduzir os conflitos e atender as famílias mais vulneráveis.

Viemos somar nossas vozes em solidariedade, especialmente à família de Wesley, aos posseiros da Associação Nova Esperança e a todas as defensoras e defensores de direitos humanos ameaçadas e perseguidas em todo o país, especialmente na Amazônia. 

Exigimos que este crime seja investigado e esclarecido com a maior rapidez possível, assim como seus autores e mandantes punidos. Da mesma forma para os crimes cometidos no campo contra todos aqueles homens e mulheres que nos deixaram de forma prematura pela violência, sendo necessária uma Força Tarefa que investigue de forma imparcial todas as mortes de camponesas e camponeses registradas em Rondônia nos últimos anos.

Wesley da Silva, presente!

Porto Velho, 19 de junho de 2022.

Conselho Regional da Comissão Pastoral da Terra de Rondônia (CPT RO)

Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR)

Organização Vida e Juventude

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) 

Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Rondônia (Fetagro)

MORTE NO CAMPO - Liderança camponesa é assassinada em Rondônia

Wesley Flávio da Silva

Wesley Flávio da Silva, presidente da associação rural Nova Esperança, foi assassinado na última sexta-feira, 17 de junho, por volta das 9h da manhã, dentro do Projeto de Assentamento Nova Floresta, no município de Campo Novo de Rondônia, localizado a 322 km de Porto Velho (RO).

Segundo informações divulgadas, Wesley morreu após ser baleado pelas costas por uma pessoa que chegou numa moto vermelha na sede da associação Nova Esperança. Testemunhas disseram que o atirador chegou a apertar a mão da vítima e, depois de conversarem por um momento, efetuou o disparo. Wesley faleceu no local, antes da chegada do socorro médico.

Wesley Silva tinha 37 anos, era casado, pai de um casal de filhos menores de idade, e já foi secretário de obras do município vizinho de Governador Teixeira, onde foi realizado o velório. A liderança rural e sua família haviam se mudado de Governador Teixeira para Campo Novos após receber uma série de ameaças de fazendeiros locais. 

Até o momento nenhum suspeito foi apontado como autor ou mandante do crime e considera-se que a motivação do assassinato esteja relacionada à um conflito agrário.

Área de conflito agrário com graves situações de violência

A Associação Nova Esperança reivindica uma terra pública ocupada por mais de 280 famílias desde 2018. Um antigo seringal desapropriado em 1989, no qual foi criado nos anos 90 o projeto de Assentamento Nova Floresta, mas que teve a maior parte da área sem a efetivação do assentamento após ser grilada pela Fazenda Marechal Rondon, do ex-senador, deputado federal, prefeito e por último, vereador de Ariquemes, Ernandes Amorim.

Amorim é um conhecido e controverso político local, vinculado ao garimpo, que já sofreu prisão e diversos processos e condenações por agressões e por corrupção, sendo acusado também de desmatamento ilegal.

O local de conflito, situado entre os municípios de Governador Teixeira e Campo Novo, já foi palco de tensão após acusações de desaparecimento de dois caseiros e do ataque de um grupo de pistoleiros aos posseiros da área que, segundo informações locais, foi realizado por uma milícia de doze homens, comandada por um ex-policial de Buritis conhecido como “Zeca Urubu”, em 18 de julho de 2020. 

Na época diversos vídeos e fotografias, que foram divulgados nas redes sociais de Rondônia, denunciaram diversas pessoas que foram espancadas e vários carros danificados a balas. Deixaram, ainda, uma lista com ameaças de morte a seis pessoas do acampamento.

Fonte: CPT-RO e CPT NACIONAL

quarta-feira, 15 de junho de 2022

LANÇAMENTO EM RONDÔNIA DO CADERNO DE CONFLITOS NO CAMPO CPT 2021


A Comissão Pastoral da Terra do Regional Rondônia, convida a sociedade rondoniense a participar do lançamento do Caderno de Conflitos no Campo Brasil 2021 no dia 17 de junho de 2022, às 09 horas, que ocorrerá de forma presencial no Auditório da Cúria Arquidiocesana, Rua Carlos Gomes n. 964, Bairro: Centro, que contará com a presença e participação de movimentos sociais, de trabalhadores e trabalhadoras que sofreram essas violações, de membro da comunidade científica, de autoridades públicas, órgãos da justiça e membro nacional do programa de proteção a defensores.

Desde o ano de 1985 a Comissão Pastoral da Terra, realiza o lançamento do Caderno de Conflitos no Campo Brasil. Movida por seu caráter pastoral direcionado a estimular o protagonismo dos povos e comunidades da terra e das águas, por meio de sua presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, ao prestar um serviço educativo e transformador à causa dos camponeses e demais trabalhadores do campo, a fim de fortalecer suas organizações e lutas em defesa de seus direitos de luta pela terra e seus modos de vidas.

Este material que se encontra em sua 37ª edição, infelizmente, mais uma vez faz um raio x dos conflitos agrários ocorridos no espaço agrário brasileiro. Em que mais uma vez a Amazônia chora o sangue de seus defensores, e escancara a necropolítica imposta pelo neoliberalismo guiado pela gestão do governo Bolsonaro que sempre esteve empenhado em criminalizar a luta pela terra.

Com o desmantelamento dos órgãos e instituições públicas voltados a questão socioambiental e agrária brasileira, que culminou com um dos resultados sendo a não desapropriação de terras, e com isso consequentemente, no aumento dos conflitos no campo. Dessa maneira, foiregistrado um aumento da violência em 418 territórios, sendo destes 23% territórios indígenas, 23% territórios quilombolas e 14% em territórios de posseiros.

Em relação ao percentual de aumento da violência foi registrado 94% de ampliação em relação ao ano anterior (2020). O número de assassinatos orquestrados por fazendeiros, grileiros e empresários rurais, quase chegou ao patamar de 30% no ano de 2021.

Ao verticalizarmos as informações em relação aos estados da Amazônia, o estado de Rondônia novamente, lamentavelmente, foi protagonista com maior número de assassinatos em decorrência de conflitos no campo, dos 35 assassinatos registrados em todos país, 11 ocorreram em Rondônia, sendo que, 3 vítimas estão vinculadas ao massacre ocorrido no ano de 2021 na região de Nova Mutum, distrito do município de Porto Velho, capital do Estado.


Este é o cenário que as dinâmicas agrárias brasileiras movidas pela bancada ruralista atrelada a economia da destruição que leva morte a camponeses e camponesas, povos indígenas e comunidades quilombolas.

Aguardamos a presença da comunidade científica amazônida-rondoniense, parceiros, movimentos e organizações sociais que ao longo dos anos tem contribuído com o fortalecimento da rede de apoio ao povo do campo, das águas e florestas. Assim como membros da mídia regional, visto que promovem um imenso papel na luta contra a violência no campo e ao combate a disseminação da criminalização da luta pela terra em Rondônia.

Fonte: CPT-RO


terça-feira, 7 de junho de 2022

IGREJA DA AMAZÔNIA: FAZER MEMÓRIA DOS 50 ANOS DOS PRIMEIRO ENCONTRO DE BISPOS DA AMAZÔNIA EM SANTARÉM (PA)

De 6 a 9 de junho de 2022, no Seminário São Pio X, mesmo local em que se reuniu a Igreja da Amazônia 50 anos atrás, quase 100 participantes, bispos, presbíteros, religiosos e religiosas, leigos e leigas da Igreja da região e de outros locais do Brasil e da América Latina, querem atualizar à luz do caminho percorrido, especialmente das orientações surgidas no Sínodo para a Amazônia, o legado de Santarém, que teve como fundamento a concretização de uma Igreja encarnada e inculturada.

O encontro quer ser um momento de espiritualidade, destacando a acolhida de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da Amazônia, que se deslocará desde Belém para estar presente em um momento singular da vida da Igreja da região, como é a comemoração dos 50 anos do documento de Santarém. A presença de Nossa Senhora de Nazaré quer ser também um reconhecimento à religiosidade popular na Amazônia, sustento secular da fé do povo do bioma amazônico.

Também será celebrada uma Eucaristia de Ação de Graças pelos 50 anos do Documento e os frutos recolhidos ao longo do caminho. Junto com isso, em outra celebração, serão lembrados os mártires da Amazônia, homens e mulheres que movidos pelo Evangelho entregaram sua vida em defesa da casa comum e dos povos que habitam a região amazônica.

Um encontro que acontece 50 anos depois daquele em que “a Igreja na Amazônia assumiu como missão, encarnação na realidade e evangelização libertadora, missão que ainda continua necessária e urgente”, segundo Dom Mário Antônio da Silva. O arcebispo de Cuiabá afirma que é por isso que “50 anos depois fazemos memória e assumimos novos compromisso”. O segundo vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), faz ver que “é preciso revisitar e permanecer vinculados ao espírito que gerou o Documento de Santarém como processo missionário”.

O encontro está tendo como ponto de partida uma análise de conjuntura sociopolítica e eclesial, algo de fundamental importância diante da atual realidade, condicionada pelos ataques à floresta e aos povos que nela habitam, pelo clima político cada vez mais conturbado em razão das eleições que acontecem neste ano de 2022, e pela realidade eclesial, fortemente marcada pela pandemia, mas esperançada diante deste tempo sinodal que está vivendo.

Nosso companheiro da CPT-RO, o agente de pastoral Josep Iborra Plans, que está participando do encontro, teceu uma bela reflexão acerca deste momento tão importante.

 

Já em Santarém

Já em Santarém para o encontro da Igreja da Amazônia dos 50 anos do falado e tão desconhecido Documento de Santarém de 1972. Que mudou os rumos da Igreja amazônica aplicando a linha do Concílio e de Medellín.

Nos ajudou a nascer como Comissão Pastoral da Terra para o Brasil. Inspirado pelo patrício catalão amazonizado, Dom  Pedro Casaldáliga,  participei em Manaus do encontro dos 25 anos de Santarém, em 1997, que me ajudou a definir o tema do trabalho de teologia moral: A Igreja diante da devastação amazônica.

Onde sofre a natureza também sofre o povo. Aqui os mais prejudicados são os indígenas e comunidades tradicionais. Agredidos, ameaçados e abandonados não apenas dos governos, mas muitas vezes até das Igrejas, voltadas para a urgência do atendimento dos milhares recém chegados das frentes de colonização.

Isto me aproximou da prioridade do trabalho com os ribeirinhos do Rio Guaporé, que foram reconhecidos como quilombolas e hoje lutam pelos seus direitos territoriais.

E a CPT, a pastoral da terra, além dos pequenos agricultores injustiçados e a procura de seu pedaço de chão, também está mais a apoiar aos seringueiros, ribeirinhos e comunidades tradicionais em toda a Amazônia.

Hoje a caminho de Santarém pensava no desafio da Igreja da Amazônia, após a Laudato Si e do entusiasmo do Sínodo. Que precedeu novos ventos sinodais da Igreja Católica em todo o mundo. Dos avanços e de tantos retrocessos. Hoje a Igreja de Francisco volta a ser uma referência de libertação. Contrastando com a política de destruição do estado ao serviço dos grandes interesses econômicos.

Pensava em como a CPT poderia contribuir, uma pastoral de fronteira, nascida das linhas eclesiais do Documento de Santarém, que sempre está com um pé dentro da Igreja, e outro fora (as vezes até os dois pés mais fora do que dentro) porém sempre junto com as  lutas e resistências dos povos da terra, das águas e das florestas...

Pensava em como a CPT é vista por esta nova leva de bispos e padres, leigos e religiosas, muitos dos primeiros já escolhidos pelo perfil do Papa Francisco.

E ao final, diante de tantos desafios, depois deste dia querido da Festa do Divino, temos que pensar no que o Espírito vai nos pedir.

Josep Iborra Plans 

Santarém, 05 de junho de 2022

Fonte: CNBB e Terra de Rondônia

Segundo Encontro da Juventude Campo e Cidade de Rondônia

Foto: Leuziene Lopes

No 2° encontro da Juventude Campo e Cidade realizado pela Comissão Pastoral da Terra - RO em parceria com os movimentos sociais de Luta pela Vida e Soberania Alimentar, ocorrido entre os dias 3 e 5 de junho de 2022, no município de Ouro Preto do Oeste, em que destacou-se a questão acerca da Organização em Unidade como um dos pontos mais debatidos do encontro.

Percebido como momento de formação, além de diversas trocas de experiências entre jovens de várias regiões do estado de Rondônia (Cone Sul, Centro, Zona da Mata, Vale do Jamari, Vale do Guaporé e Madeira Mamoré) com o objetivo de representar suas comunidades, assim como suas bandeiras de lutas dos mais diversos contextos sociais.


Foto: Leuziene Lopes


O encontro tinha como principal objetivo fortalecer debates importantes sobre questões climáticas, vida e dignidade da juventude na Amazônia, e a defesa dos territórios. Sendo estes percebidos como lugar de afirmação e identidade, com base na sua ancestralidade, e, sobretudo, criar em conjunto uma proposta de vida à juventude a partir da iniciativa popular e participativa pensando na sua inclusão social e econômica, construindo dessa forma, um espaço justo e de igualdade que possam transformar o contexto de violência e exclusão social, em espaços democráticos e inclusivos  desses jovens.

Momentos de escuta e debate sobre a vida e o rumo da juventude foram estratégias usadas no diálogo, a fim de consolidar uma aliança entre as Juventudes da Amazônia, respeitando a sua pluralidade.

Ao final do encontro construiu-se, coletivamente A Carta Compromisso, indicando os anseios e desejos da juventude na busca de um futuro melhor para os jovens e toda sociedade brasileira. 

A juventude não é só o futuro ela é o presente✊🏼✊🏿✊🏾

 

CARTA COMPROMISSO 

Ouro Preto do Oeste, 05 de junho de 2022 

Nós, juventudes da Amazônia do campo e da cidade, representantes da Comissão Pastoral da Terra, Pastoral da Juventude, Cáritas Brasileira Articulação Noroeste, Levante Popular da Juventude, Movimento Atingidos por Barragens, Movimento Sem Terra, Movimento Politize, Movimentos dos Pequenos Agricultores FETAGRO, Via Campesina, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Jovens de Assentamentos, etnia Kujubim, etnia Paiter Suruí, etnia Puruborá, etnia Kassupá e etnia Guarasugwe nos reunimos entre os dias 03 a 05 de junho do corrente ano no rancho coqueiral na cidade de Ouro Preto do Oeste em razão do 2º Encontro da Juventude campo e cidade de RO.

O encontro teve como tema: “Juventudes do campo e cidade em defesa da vida, do clima e suas comunidades” e lema: “A juventude não é só o futuro, ela é o presente!”. Isso possibilitou analisarmos a conjuntura sociopolítica que os/as jovens se encontram inseridos, planejar e sonhar novos rumos e projetos para mudar a realidade atual a partir da ótica e dos interesses das juventudes.

A partir de uma metodologia construtiva e participativa foi possível a partilha das seguintes realidades que assolam a vida das juventudes: Conservadorismo, Desemprego, Subemprego, Migração, Destruição do Bioma Amazônico, caos na Saúde e Educação, criminalização dos Movimentos Sociais, aumento da Mortalidade, Êxodo Rural, extermínio da Juventude Negra e dos Povos Indígenas, aumento expressivo de Feminicídio, violência LGBTQIA+, desestruturação dos Conselhos de Direito e algumas políticas públicas especificas, entre outras mazelas.

Assim essa mesma juventude amazônida, após identificar aquilo que aflige e agride sua vida e seu território direta e indiretamente, se propõe a: construir uma sociedade do Bem-Viver, ocupar os espaços de direito e decisão para realizar incidência, combater as fakes news (notícias falsas), valorizar e defender o território que está inserido, aprofundar os conhecimentos sociopolíticos, participar da vida política em nível municipal e estadual, propiciar mais espaços de formação, mapear e somar com os demais movimentos sociais, realizar intercâmbio cidade e campo, e fortalecer a identidade a partir da ancestralidade que resgata com nossa história amazônica.

Por fim, através do trabalho de base e unidade acreditamos ser capazes de transformar esse presente, defender a vida, as comunidades e combater a injustiça climática. Nesse dia que celebramos o Dia do Meio Ambiente afirmamos através de Chico Mendes que “Ecologia sem luta de classes é jardinagem”.

“Se é pra ir pra luta eu vou. Se é pra tá presente eu tô. Pois na vida da gente o que vale o amor”

Juventudes do 2º Encontro Campo e Cidade de RO


Galeria de fotos do 2º encontro da Juventude do Campo e da Cidade de Rondônia







Créditos das imagens: Leuziene Lopes


Fonte: CPT-RO