Manifesto critica aumento de desmatamento na Amazônia


Mapa do desmatamento de agosto 2011 - IMAZON.
A área da Flona de Bom Futuro e Bandeirantes, das mais desmatadas de Rondônia.
 Kátia Brasil desde Manaus. Dezenove ONG`s (organizações não governamentais) ligadas a questões sócio-ambientais divulgaram nesta quinta-feira (22) documento criticando o aumento do desmatamento no Amazonas. A taxa de desmatamento na Amazônia Legal aumentou 59% em fevereiro, conforme o sistema de alerta do Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia).
O Estado que mais desmatou foi Mato Grosso (65%), seguido de Rondônia (12%), Amazonas (10%) --que ficou na frente do Pará (7%), região tradicional de conflitos sócio-ambientais.
No documento, organizações, entre elas, Comissão Pastoral da Terra, Coiab (Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), GTA (Grupo de Trabalho Amazônico) e IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), alertam para o cenário negativo na conservação da biodiversidade regional e pedem mudanças no processo de regularização fundiária.
Dizem que, para conter os desmatamentos, os governos federal e estadual precisam criar novas unidades de conservação e reconhecer as terras indígenas que estão "desprotegidas e sujeitas à ocupação irregular".
"A necessidade da manutenção do combate ao desmatamento é corroborada pelas organizações, acompanhada da promoção da melhoria de vida das populações tradicionais, e não apenas mitigá-las com programas e projetos de alcance pontual como o Programa Bolsa Floresta", diz o documento.
O Programa Bolsa Floresta foi criado em 2007 pelo ex-governador e senador Eduardo Braga (PMDB). Famílias que moram dentro das unidades de conservação estaduais recebem R$ 50 mensais como forma de compensação para não desmatar as reservas estaduais.

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