terça-feira, 7 de junho de 2011

Em Rondônia pistoleiros andam soltos


O Nelinho, vereador assassinado
em Corumbiara, crimem que continua impune.

Na maioria da áreas de conflito agrário, pistoleiros e matadores de aluguel andam soltos e são conhecidos do povo, que teme falar e enfrentar os poderosos por medo de morrer. Muitos deles estão relacionados com o tráfico de drogas e de armas, grilagem de terras e extração clandestina de madeira. A impunidade dos assassinos e mandantes facilita a continuïdade da atuação dos criminosos. Veja uma relação de alguns dos mais conhecidos pistoleiros da região.  
Em Vilhena e região do Cone Sul onde lideranças do sindicato e associações de agricultores da região tem recebido ameaças não faz muito tempo, estaria funcionando faz anos um esquema de assassinos,relacionada com diversas mortes e ameaças, entre eles do veredor Nelinho, do sindicato de trabalhadores rurais de Corumbiara, assassinado pouco tempoo depois do massacre de Corumbiara. O crime continua impune. Um dos mais famosos pistoleiros da região morava até faz pouco tempo numa casa próxima a sede do sindicato.

Tem pessoas fugidas de Buritis, ameaçados pelo grupo comandado por Kaleb, antigo gerente da fazenda de Dilson Cadalto, que foi acusado por membros da Liga dos Camponeses Pobres da morte e tortura de duas lideranças da organização a finais de 2009. Depoimentos de moradores do lugar dizem que Buritis existe um jovem matador que cobra apenas 50 reais por morte, conhecido pelo apelido de Jararaca. Juiz de Buritis que tentou desvendar o esquema ja teria sido ameaçado e forçado a sair da cidade anos atrás.

Enquanto no distrito próximo de Jacinópolis, já dentro do município de Nova Mamoré, um dos chefes da pistoletagem seria conhecido pelo apelido de Pit Bull. O local seria estratégico corredor de motos roubadas para a Bolívia e de importação de armas e tráfico de cocaina.

Também em Nova Mamoré, na mesma rota da BR 421, no distrito de Nova Dimensão,  são falados um assassino fugido da Bahia, conhecido por Lô, e outro que teria cumplido condena por ter matado anos atrás o próprio cunhado, conhecido como Gaúcho. Moradores dizem a polícia estar desmoralizada, pois tempos atrás teriam apreendido armamentos de alguns deles e recebido ordens de devolver as armas apreendidas. Pela proximidade com a Bolívia, histórias de tráfico de armas pesadas em Nova Mamoré são corriqueiras.

Nesta região tem tido mortes sem resolver, relacionadas pelo povo com um antigo delegado da polícia civil da cidade, de nome Filadelfo, em briga por terra. O mesmo agora estaria com terras, envolvido na atuação de fazendeiros da área do Flor do Amazonas, no município de Candéias, próxima a Porto Velho. Esta é uma zona de conflito onde existem suspeitas de diversas pessoas envolvidas em pistoletagem.

Neste mesmo assentamento, que foi objeto de incêndio em junho de 2007, teria sido identificado como incendiârio do acampamento de sem terras, um dos mais antigos pistoleiros conhecidos de Rondônia, apelidado de Zé do Brejo. Nenhum dos três identificados foi preso. O Zé do Brejo, depois de atuar em São Francisco do Guaporé, nos anos noventa, teria mudado pra a a cidade vizinha de São Domingos do Guaporé, e de lá para Vista Alegre do Abuná, lugar onde foi assassinado o Dinho agora. O lugar deles em São Francisco já teria sido ocupado por outros profissionais da violência.

Já em Costa Marques, fazendeiro conhecido como Vanderlei, teria sido preso (e depois solto) por duas mortes acontecidas dentro da Reserva Extrativista do Rio Cautário, onde tem uma fazenda clandestina. Algumas das testemunhas hoje estão escondidas em refúgio ignorado por causa dele.  Já o nome do mesmo estaria relacionado com tráfico e extração clandestina de madeira,  enquanto dois procuradores da república que visitavam a área reivindicada pelos indígenas cojubim, teriam sido objeto de uma tocaia derrubando diversos paus na estrada.

Em Rondônia, cada região tem seu historial de pistoletagem e de impunidade, alguns relacionados com altos cargos politicos da região, que precisa terminar. Está na hora de parar de falar baixo e prestar nossos depoimentos para as autoridades para acabar com esta situação de violência, ameaças e impunidade. Se você conhece alguns, não duvide de deixar nos comentário deste blog seus depoimentos e informações de forma anônima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos suas opiniões e informações.