terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sem teto de Porto Velho despejados

Mãe com criança fica sem o seu lar.
Morador ve impotente o trator destruir moradia.
Com os estertores finais dum governo estadual rejeitado pelas urnas, agora o governador João Cahulla está ordenando as forças policiais contra a população ordenando cumprir todo tipo de ordens de despejo.
A bola da vez foram oitenta famílias do Bairro Renascer, remanescentes do Airto Senna, na zona Leste de Porto Velho, Rondônia. 
Cumprindo ordens dos juízes José Jorge Ribeiro da Luz e José Gonçalves da Silva Filho, sob pedido de Teresa Hiromi Iguchi Sato, Augusto César Maia Pyles e Fertisolo Comercial de Máquinas e Equipamentos Ltda., empresa que comercializa em Porto Velho os tratores New Holland. Semanas atrás um dos gerentes da Fertisolo foi preso por porte ilegal de armas e formação de quadrilha, quando intimidava as famílias.
Sem aviso prévio, os moradores sem teto que não estavam presentes na área no momento do despejo viram destruir o seu lar e a maioria dos materiais de construção surrupiados pelos carregadores de caminhões chamados pelos pretensos donos.


Veja as fotografias do despejo.



 Segundo o IBGE, pela construção das usinas do Madeira, a população de Porto Velho creceu mais de 13%, aumentando mais de cento e vinte mil habitantes. Levando a cidade a uma explosão demográfica e a uma grave problemática de especulação imobiliária e carência de moradia, que se abate especialmente acima das famílias mais pobres. Segundo informações recebidas, a Prefeitura de Porto Velho tinha tentado negociar á área em qüestão, porém foi obrigada a desistir da compra pois o valor pedido estava muito acima do valor de mercado. Os moradores também não tiveram oportunidade de assitência jurídica, uma vez que quando ficaram sabendo do processo já tinha vencido o período de defesa. Com o qual mais uma vez a função social da terra, consagrado pela Constituição brasileira, é negligida, e a justiça colocada ao serviço apenas das elites. E o desenvolvimento do PAC em qüestão.



O povo revoltado com a operação.



Cranças tentam tirar as táboas da casa de madeira.

De longe, o dono da Fertisolo acompanha o despejo.

Policiais sob comando do governo estadual.




Oficiais de justiça dirigiram a operação de derrube e despejo.

A população revoltada com a justiça

Acompanhando o despejo, a japonesa.

Oficial de justiça mandado a reintegração.

Não estava sobrando quuase mais nada.











Trator utilizado para destruir as moradias pertence à Fertisolo
 



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