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Mensagem-Homenagem aos povos indígenas no dia 19 de abril de 2009

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Povos indígenas, Procurem O caminho, o seu caminho! Pegam o terçado, Abram a picada! Vão com cuidado, A cada passo, Abram o olho! Na mata do branco, Armadilha, Tem em todo canto; Se olharem o presente, Não é como antigamente, Cadê a floresta do passado, E o pajé para curar o doente? Não percam a esperança! Muito do que mudou Ainda está vivo. A direção Está gravada No fundo do seu coração. Filhos da natureza, Livres como o vento, Encantadores Como pássaros Que pela manhã Pousam no quintal E voam sem dar sinal, Tenham certeza, Sua cultura milenar Não é uma “vela” Que pode apagar! Debaixo das cinzas, Escondidas no chão, As sementes de seus valores Já vem brotando; A cada amanhecer, O sereno as faz crescer. Acordem, povos! Estiquem os seus arcos! Retomem as suas terras e sua dignidade! Busquem união e solidariedade! Abrem a trilha da partilha E da reciprocidade, Novo caminho para a sociedade, Esperança para a humanidade. CIMI-Guajará-Mirim

XXI ASSEMBLÉIA GERAL DA CPT

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CARTA FINAL DA XXI ASSEMBLÉIA GERAL DA CPT A CPT nos caminhos da terra Há mais de 30 anos a Comissão Pastoral da Terra percorre os caminhos do campo brasileiro. Nossa missão é a fidelidade ao Deus dos pobres e aos pobres da terra. Como dizia D. Hélder Câmara, “mudamos sempre para sermos sempre os mesmos”. Diante de todas as crises que se abatem sobre a humanidade e o planeta no qual vivemos, reafirmamos nossa missão. Como em nenhuma outra época é necessário reafirmar o compromisso com a Terra e com aqueles que a cultivam com carinho. Nessa XXI Assembléia em que assumimos o compromisso interno de nos reavaliarmos com sinceridade e fraternidade, reafirmamos o trabalho de base, pisando onde o povo pisa, bebendo de sua água, comendo de seu pão, comungando suas dores, participando de suas alegrias. Reafirmamos nossa aliança com todos que lutam para permanecer na terra ou para conquistar a terra que nunca tiveram. A reforma agrária, a limitação da propriedade da terra, a demarcação de terri...

Ameças de morte em São Francisco do Guaporé

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Diante da campanha de intimidação com ameaçãs de morte que se espalham pela cidade de São Francisco do Guaporé RO, acho melhor publicar e o que está acontecendo e registrar as ameaças de morte que estamos sofrendo o líder indígena Tanadí Miquelém e eu mesmo, Pe. Josep Iborra Plans, zezinho. Motivo: A proposta de demarcação das terras indígenas do povo indígena miquelém. Os indígenas miquelenos são um povo ressurgido. Eles se autodenominavam "Huanyam" e moravam na beira do Rio São Miguel, afluente do Guaporé, aqui em Rondônia. A presença deles está testemunhada por diversos relatos de começo do século XX: Do cientista americano J. D.. Haseman , do antropólogo sueco Erland Nordenskiöld e do primeiro bispo de Guajará Mirim, Dom Xavier Rey, en 1932, quando subindo pelo río San Miguel escreve em seu diário: "Ao meiodia passamos e paramos em Prainha e na entrada da noite em Porto Murtinho, primeiras malocas de índios mansos com alguns civilizados". Com ajuda do CIMI de Gu...

NOTA DE ESCLARECIMENTO

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Entre os dias 10 e 14/03 aconteceu em Porto Velho uma mobilização dos atingidos e ameaçados pelas barragens de Samuel e pelo Complexo Madeira.O MAB-Movimento dos Atingidos por Barragens,que junto com o MST-Movimento dos Sem Terra e o MPA- e o Movimento dos Pequenos Agricultores, formam a Via Campesina, agendaram essa mobilização tendo em vista o dia internacional de luta contra as barragens, justamente o dia 14 de março. No dia 13 foi agendado junto ao INCRA uma reunião para discutidas pendências de regularização das áreas ribeirinhas que vem se arrastando há muito tempo. Durante estes dias de formação e mobilização vieram para Porto Velho seis companheiros (as) bolivianos(as), sendo uma mãe de família e um pai de família, dirigentes camponeses e quatro estudantes. São lideranças que atuam no movimento popular e nas comunidades de Pando, província boliviana limítrofe ao nosso Estado. A Polícia Federal foi informada, por quais fontes não sabemos, dessa visita e passou a registrar todo o...

CARTA AO PRESIDENTE LULA

Porto Velho, RO, 12 de março de 2009. O POVO RIBEIRINHO DO MADEIRA PEDE SOCORRO! ESTIMADO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, Nós, povo Ribeirinho do Madeira, moradores descendentes de migrantes nordestinos, que para cá vieram desde início do século XX, em busca de melhorias da qualidade de vida na floresta amazônica, longe das secas e da fome que dizimaram muitos de nossos parentes, hoje nos deparamos mais uma vez, Senhor Presidente, com a violação dos direitos fundamentais da pessoa humana. Ao longo de décadas, nossos antepassados lutaram contra todas as doenças, o isolamento e a ausência total do Estado Brasileiro. Foi muito difícil construir uma vida nestas condições, entretanto, com nossa capacidade de resistência, aprendemos com os povos nativos, de geração a geração, que a natureza que nos envolve nos protege e nos dá tudo! Assim, os bisavós, avós e pais nos ensinaram a viver uma vida em abundância, mesmo nas dificuldades... Mas, Senhor Presidente da República, o progresso foi...

O bagre no colo do Presidente

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Um dia antes que o presidente Lula venha a Porto Velho visitar as Hidrelétricas do Madeira, eu queria lembrar para o Senhor Presidente que até agora nada foi feito a favor dos ribeirinhos que moram acima das citadas barragens. As hidrelétricas já estão sendo construídas e nenhuma medida de compensação tem sido anunciada para os moradores ribeirinhos da bacia superior do Madeira, entre eles os do Rio Guaporé, que estão ameaçados de ver aumentar as alagações de suas casas e de ver desaparecer algumas das espécies principais de peixes como o surubim, o tambaqui, o dourado... O bagre continua no seu colo, Sr Presidente. Até agora já se perderam mais de 11 toneladas de peixes na construção de Santo Antônio. Alguma medida para repor foi tomada? Alguma medida vai compensar todos os ribeirinhos que perderam esta riqueza vital para eles? Vai continuar também assim, depois que constatar que as escadinhas para subir os peixes e superar o obstáculo das barragens são totalmente insuficientes? E as ...

Insensatez na Região Amazônica

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De: Omiglei da Silva Em agosto de 2003, a companhia elétrica estatal brasileira Furnas e o conglomerado privado da construção Odebrecht apresentaram, em um seminário no Rio de Janeiro organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um projeto para um complexo hidrelétrico e uma hidrovia industrial no Rio Madeira, o principal afluente do Rio Amazonas. Quase imediatamente, o Complexo Madeira foi promovido como o único projeto energético considerado “essencial” para evitar racionamentos de eletricidade no Brasil durante os próximos dez anos – assumindo, portanto, o papel que, até então, havia sido destinado à represa de Belo Monte, no Rio Xingu. Por mais de uma década, a Eletronorte, companhia estatal de eletricidade, tentou forçar a construção de Belo Monte driblando as disputas técnicas e legais e a forte oposição dos grupos ambientalistas e de direitos humanos. Para justificar a opção por essas mega – hidrelétricas, o governo e o setor privado utilizam a e...