sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Preso suspeito de envolvimento na morte de Adelino Ramos

Luis Vicente "Machado". foto divulgação.
Foi preso o dia 14 de agosto de 2104 o madeireiro e perigoso pistoleiro, tido como chefe de quadrilha, tido como envolvido em tráfico clandestino de madeira no PAF Curuqueté (município de Lábrea, sul do Amazonas), Luis Vicente, ou Luiz Machado, como é mais conhecido na região, acusado de participar no homicídio de Luiz Ney de Lima o dia 21 de Junho de 2104, em Vista Alegre do Abunã.
Suspeito de envolvimento na morte de Adelino Ramos
Luiz Machado era irmão do falecido Ozias Vicente, que foi preso acusado da morte de ser o matador de Adelino Ramos, o "Dinho", conhecida liderança sem-terra do Movimento Camponês de Corumbiara. Em relação ao assassinato do líder camponês já tinham sido presos e 08 de junho de 2011 como suspeitos Zaqueu Jesus de Souza, Pedro Jesus de Souza, Marcos Antônio Rangel, Odair Pinheiro Cunha e Jobe Vicente, Luiz Machado conseguiu fugir da ordem de busca e captura, os dois irmãos do suspeito de cometer o assassinato.
Posteriormente todos foram soltos, inclusive o suposto autor material do homicídio, Ozias Vicente, que posteriormente foi assassinado, vítima de queima de arquivo, em Vista Alegre de Abuná, o dia 15 de janeiro de 2012. O processo de investigação do homicídio de Adelino Ramos foi arquivado pouco depois. Luiz Vicente Machado, após a morte do irmão Ozias, passou a ameaçar as lideranças e todos os moradores do PAF Curuqueté (Lábrea, AM), onde Adelino era presidente antes de morrer. O novo presidente da Associação do PAF Curuqueté foi ameaçado de morte, recebeu proteção do programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, porém após sofrer contínua perseguição de Luiz Machado, foi obrigado a desistir de ser assentado no PAF Curuqueté e se refugiar longe da mesma área.

Detido por novo homicídio 
Segundo informações recentes o dia 15/8/14, no dia 21 de julho do corrente ano o senhor Luiz Ney de Lima foi vítima de homicídio em Vista Alegre do Abunã. Segundo apurou a polícia de Extrema, várias pessoas estariam envolvidas no referido homicídio. Na sexta-feira (25/07), apenas quatro dias após o crime, a Polícia Civil com apoio da Polícia Militar prendeu Weslei Santos, Ademilson Duarte e Gleisson Ramos, suspeitos da morte de Luiz Ney. No dia 14/08/2014 a Polícia Civil de Extrema/RO cumpriu mandado de prisão de Luis Vicente, conhecido como Luis Machado, considerado elemento de alta periculosidade. 
Segundo a informação apurou-se, que Luis Vicente é suspeito de ser integrante de uma quadrilha de pistoleiros que atuam naquela região, e existem fortes indícios de que o mesmo esteja envolvido com outros homicídios. 

A Polícia Federal já tentou prendê-lo durante uma operação ocorrida em 2011, mas não obteve êxito. Na época, a Operação Dinízia da Polícia Federal prendeu, além do irmão do deputado Lebrão, o patrão de Ozias Vicente Machado, (irmão de Luis Vicente Machado), o acusado de ter assassinado em Vista Alegre do Abunã, o líder-sem terra Adelino Ramos, o Dinho, que vinha denunciando a extração ilegal de madeira na região.

Segundo as informações, a foto de Luis Vicente está sendo divulgada por interesse público visando esclarecer outros supostos crimes. Qualquer informação poderá ser passada ao número 197 (Disque-Denúncia da Polícia Civil).

Grilagem de terras e extração ilegal de madeira no Sul do Amazonas.
Luis Machado seria um dos cabeças de uma quadrilha que terroriza a região de Vista Alegre do Abuná, junto com outros conhecidos pistoleiros,  como o "Zé do Brejo", (atuante em São Francisco e São Domingos do Guaporé) acusado de ter queimado 80 barracos se sem terra no atual PA Flor da Amazônia, em Candéias do Jamari. "Márcio de Tal", tido como suspeito do desaparecimento do agricultor Dácio, de Extrema em 2010.

Oito madeireiros foram presos ontem em operação da Polícia Federal em 08 de junho de 2011em Vista Alegre do Abuná, Porto Velho. Entre eles o irmão do Deputado José Eurípedes Clemente, o Lebrão; e também José Genário Macedo, o patrão de Ozéias Vicente, o matador do Dinho; todos eles acusados de manter um esquema de retirada clandestina de madeira. A maioria dos madeireiros tinham se estabelecido em Vista Alegre do Abuná após ter acabado com a madeira em São Francisco e São Domingos do Guaporé, na região da BR 429 de Rondônia.
A Polícia Federal em Rondônia prendeu na época o irmão do deputado estadual José Eurípedes Clemende, o Lebrão, do PTN. O empresário Pedro Amarildo Clemente foi preso juntamente com mais sete madeireiros, acusados de grilagem de terras da União na região da Ponta do Abunã (Vista Alegre, Extrema, Nova Califórnia) e Lábrea (AM). 
Entre os presos em um presídio estadual de Porto Velho, estava José Genário Macedo, conhecido como "Ceará Popó", que seria patrão do suspeito da morte do líder camponês Adelino Ramos (Dinho).


Associação Ruralista do Jequitibá
Na época o delegado federal Cezar Luiz Busto de Souza, superintendente regional da Polícia Federal, disse que a PF desarticulou, nequela operação, uma organização criminosa que funcionava com o nome de Associação Ruralista do Ramal Jequitibá, inclusive cobrando pedágios para circulação de veículos na região, ameaçando policiais federais, desmatando, extraindo madeira ilegalmente e ocupando terras da União como se fossem dos membros do “condomínio criminoso”.
A Polícia Federal apurou que o esquema criminoso envolvendo o irmão do deputado Lebrão e o patrão do suposto pistoleiro Ozias Vicente , além de mais seis grandes madeireiros da região, já havia retirado dois mil caminhões com 25 metros cúbicos de madeira cada um, ou 45 mil metros cúbicos, devastando uma área de 1.500 hectares, o equivalente a 1.500 campos de futebol – terra arrasada pela “associação”. Pela circulação de cada caminhão ,o “condomínio” cobrava R$ 30 de pedágio.

Segundo o delegado, foram apreendidas provas robustas contra os integrantes da suposta quadrilha, que e atuaria na região desde 2009. O delegado federal disse pairar a suspeita de que a “associação” mantinha o esquema criminoso na base da força, da ameaça e até do uso de pistoleiros. Olheiros da quadrilha eram mantidos em alerta em toda a região de Vista Alegre do Abunã, portando rádios e telefones clandestinos, não autorizados pela Anatel, para alertar os criminosos da presença de policiais ou de fiscais ambientais. 
Apesar da operação da Polícia Federal infiltrada na região todo indica que o esquema tem continuado funcionando na região. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Doze casas queimadas em Candeias do Jamari, Rondônia.


Casa de madeira incediada na Linha 25 de Candéias do Jamari, em Rondônia. foto posseiros
Vinte e cinco famílias de posseiros foram despejados e doze deles tiveram suas casas queimadas na Linha 25 no município de Candéias do Jamari, em Rondônia. Os fatos aconteceram durante uma reintegração de posse ordenada pela 2ª Vara Cível de Porto Velho.

A reintegração aconteceu dentro de área que pertence ao Projeto de Assentamento Sustentável Jequitibá, atingindo um grupo de moradores que tem documento de posse emitida por Eustáquio Chaves Godinho, auxiliar da Super Intendência do INCRA em 13 de Fevereiro de 2003.
A reintegração de posse, segundo documento do próprio oficial de justiça, Jadiel da Silva Almeida, foi solicitada por Jandiro Balduino, Ledson Crispim Amaro, Wilton Crispim Amaro, Gidevaldo José da Silva e Sebastião Flávio Batista. 
Segundo os posseiros numerosos bens foram roubados, entre eles motoserra e outros equipamentos. Segundo o oficila de justiça diversos pertences retirados das moradias foram recolhidos por Wilton Crispim Amaro, sem que nenhum deles fosse entregue aos seus proprietários. O próprio oficila de justiça elenca ferramentas agrícolas como facões, enxadas, boca de lobo, mosquiteiros, panelas, cercas, lonasde plástico, roupas, e fogão. O Sr. Jânio Pereira Basílio recolheu carrinho de mão, lona, colchão, cadeiras de plástico, facas, martelo, garrafa de madeira, cômodas de madeira e vasilhames de plástico. 
Restos de outra casas incendiada na Linha 25 do
PAD Jequitibá. foto posseiros
As casas de madeira e de palha foram arrombadas e destruídas pelos Sr. Sebastião Flávio Rodrigues e Wilton Crispim Amaro, segundo consta na própria certidão do oficial de justiça, que cita a reintegração de 09 lotes e destruição de 6 casas dos posseiros. Segundo os posseiros, o total de casas destruídas foi de 12 casas queimadas. 
Em uma das casas dos posseiros, ocupada pelo sr. Benedito Jordão dos Santos, não foi realizada reintegração por falta dos equipamentos necessários para retirada da casa de madeira com diversos móveis no seu interior, cerca de 15 cabeças de gado, além de criação de porcos e galinhas.
Casa incediada. Foto posseiros.
Em reunião com o superintendente do INCRA, foi decidida a realização de uma vistoria no local, que foi realizada esta semana. Segundo os posseiros, o advogado do grupo pretende pleitear o reconhecimento da justiça federal como autoridade competente na área, por se tratar de terra pública federal sob posse do INCRA. 
Casas com sinais da destruição após a reintegração de posse. foto posseiros
Restos da destruição criminal das casas dos posseiros. foto posseiros.
Poço danificado. foto posseiros.
Segundo os posseiros no local há famílias com crianças. Apesar do qual o MP não foi consultado, nem pelo fato de tratar-se de conflito agrário, como deveria ter sido atendido pela justiça estadual. Também não foi comunicada a reintegração para a Ouvidoria Agrária do Incra de Rondônia. 
Servidores do INCRA realizando vistoria.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Como você tem coragem, Dilma?

Como você tem coragem, Presidenta Dilma, de vir gravar propaganda eleitoral nas Usinas do Madeira de Rondônia? 

Dilma em visita as enchentes de Porto Velho em março de 2014. foto rondoniavivo
A Sra. irá visitar as centenas de famílias refugiadas em tendas de lona, após terem as casas alagadas e destruídas pelo rio Madeira? Os ribeirinhos do Baixo Madeira que não sabem onde refazer suas casas?

O desastre das enchentes sofridas este ano confirmou que a construção das duas grandes hidrelétricas (Jirau e Santo Antônio) foram sem o necessário rigor e seriedade social e ambiental. Que o governo continua empurrando "goela abaixo" da Amazônia e dos seus povos tradicionais, com teimosia em Belo Monte e em outros tantos projetos (Tapajós, Teles Pieres, ...). Numa região tratada como colônia, explorada sem dor com apoio do governo federal. 

Este ano em Porto Velho vimos os resultados da irresponsabilidade: O bairro tradicional do Triângulo desabando literalmente dentro do rio, afundando junto com os trilhos da centenária Ferrovia Madeira Mamoré.

A região de Abuná e Guajará Mirim isolados, o estado do Acre inteiro isolado por causa das usinas. Após as águas dos reservatórios subir 1,5 m. acima do previsto na estrada BR-364. Os engenheiros erraram feio!

Terão indenização as centenas de famílias atingidas fora do previsto, com as casas alagadas, inclusive casas das famílias que já tinham sido "remanejados" em novas casas de placas em Jaci Paraná.

E ainda considera investimento para Rondônia os bilhões do PAC destinados a geração e transmissão de energia elétrica para as indústrias exportadores electrointensivas de São Paulo?

Com centenas de espécies de peixes migratórios barrados, impedidos de subir o rio e desovar nas bacias dos rios Guaporé, Mamoré, Beni e Madre de Dios?

Falando que tudo foi apenas um "fenômeno natural", após a construção de suas usinas patrolando por cima todas as precauções ambientais necessárias?

Sem falar do aumento de dengue, acidentes de transito, aumento de prostituição, de tráfico e uso drogas e de delinquência?

Criação de assentamentos improdutivos e sem reserva legal, como o Reassentamento Santa Rita. Assentados não realocados, como os de Joana d' Arc, apesar de meses de protestos e mobilizações. Centenas de desempregados em novas ocupações, pedindo um pedaço de terra para sobreviver.

Após os indígenas não serem consultados e a Funai reconhecer que existem indígenas isolados, sim, na margem esquerda atingida pela usina de Jirau... apenas depois da construção da mesma!

Empresas do PAC na lista suja do trabalho escravo, com a Força Nacional reprimindo as reivindicações sindicais dos operários, e 11 deles desaparecidos após serem detidos pela polícia.

Com obras de compensação invisíveis e a infraestrutura de Porto Velho, como os viadutos da BR 364, começadas e inacabadas por quatro anos.

E ainda pretende, Presidenta Dilma, apresentar as Usinas do Madeira como grande trunfo do seu governo?

Josep Iborra Plans 
é agente da Comissão Pastoral da Terra e da Equipe da Articulação da Amazônia da CPT.

domingo, 17 de agosto de 2014

Assentamento "14 de Agosto" celebra 22 anos de luta

Na luta de classes todas as armas são boas, 

Pedras, noites, poemas... Paulo Leminski 


Horta sem veneno do Coletivo do 14 de Agosto. foto Alcione Sousa
As 57 famílias camponesas do Movimento Sem Terra (MST) do Assentamento 14 de Agosto, de Jaru, Rondônia, estão celebrando 22 de luta o dia 23 de agosto, na agrovila, km 2,5 a partir das 18:00 hs, com celebração, em seguida jantar, moda de viola e baile. 


esta não é só uma vitória de 57 famílias, nem apenas do mst, mas de toda a classe trabalhadora.


Lagoa no Assentamento 14 de agosto. foto Alcione Sousa

sábado, 16 de agosto de 2014

Seminário Estadual ATER e compra de alimentos de agricultores familiares.

CONVITE
As organizações Unicafes, Cresol Rondônia e FETAGRO convidam para o Seminário Estadual de ATER, a ser realizado nos dias 20 e 21 de agosto, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ji-Paraná/Rondônia. A temática sobre assistência técnica é assunto que vem sendo tratado nos diversos espaços de defesa e representação das organizações da agricultura familiar, com o objetivo de melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais, por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de produção, de mecanismo de acesso a tecnologias, recursos, serviços e renda, de forma sustentável. E, para reforçar esse propósito, o trará debates e análises sobre as potencialidades, desafios, perspectivas e concepção de ATER para a agricultura familiar em Rondônia.


PAA: Ampliado limite de compra de alimentos de agricultores familiares
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aumentou o valor de repasse feito aos agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nas modalidades de Compra com Doação Simultânea e Compra Institucional. A partir de agora, os agricultores poderão vender individualmente até R$ 6,5 mil por ano.
Em operações realizadas por meio de organizações econômicas (cooperativas ou associações), o limite da modalidade Compra com Doação Simultânea passou para R$ 8 mil. Já o limite de acesso anual por agricultor familiar da modalidade Compra Institucional passou para R$ 20 mil por órgão executor. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (13).
Também foi criada a modalidade Aquisição de Sementes, inclusive crioulas. Dessa forma, os agricultores familiares poderão vender até R$ 16 mil em sementes por ano e cada organização econômica fornecedora terá o limite de R$ 6 milhões.
Outro ponto importante do decreto é que o acesso dos agricultores familiares às modalidades do programa não será cumulativo, permitindo ao agricultor comercializar até o limite anual de cada modalidade. No caso da modalidade Doação Simultânea, o agricultor deverá optar por uma das unidades executoras (Conab ou Estado ou Município).
As outras modalidades – Compra Direta, Apoio à Formação de Estoques e Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite – permanecem com os limites atuais de R$ 8 mil.
Fonte: MDS / FETAGRO

“Vinde e vede”: a vida pela fé!

Através da Assunção de Nossa Senhora ao céu compreendemos o imenso valor da vida humana, destinada a participar da vida eterna de Deus; a dignidade do corpo humano e ainda do corpo das realizações históricas e da matéria em geral; a grandeza que ganham os pobres e as mulheres à luz d’Aquela que foi exaltada, por ter sido precisamente pobre e mulher. E, por fim, a força particular que tem para as lutas sociais a esperança cristã enquanto confirmada pela Assunção da Virgem.
Representates da Igreja da Amazônia em Santarém. foto cpt ro
Palavra de Dom Moacyr Grechi – Arcebispo Emérito de Porto Velho
Matéria 433 - Edição de Domingo – 17/08/2014

“Vinde e vede”: a vida pela fé!

Celebramos neste domingo a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a seguidora imediata de Jesus na Glória, a “primeira depois do Único” em seu Reino.

Na liturgia, o apóstolo Paulo fala da ressurreição de Cristo e da destruição total da morte (1Cor 15,20-27) ajudando-nos a entender o sentido da trágica morte do candidato à presidência da república, Eduardo Campos, e seus companheiros de campanha. Acreditamos na imortalidade da vida, por isso oramos: seja feita, Senhor a vossa vontade, assim na terra como céu!

Os 124 mártires da Coreia, beatificados neste sábado (16/08), pelo Papa Francisco, deram a sua vida pela fé: foram torturados e mortos em odium fidei em 1791, nos primeiros tempos da introdução do cristianismo na Coréia. Assim, veneramos também os 103 mártires, canonizados em 1984 por João Paulo II.

A leitura do Apocalipse descreve a Igreja que foi perseguida e massacrada pelos romanos no 1º século até à vitória final de Cristo (Ap 11,19;12,1-10).

Nesta leitura, a Mulher representa a Igreja, novo Israel, o que sugere o número das 12 estrelas e o destruidor não tem a última palavra. Na pessoa de Maria a nova humanidade já é acolhida junto de Deus: Ó Deus que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória!

O Evangelho da Visitação (Lc 1,39-56) apresenta Maria, a missionária que faz parte de nossa caminhada. Através docanto do Magnificat, o clamor dos pobres e o apelo de uma mãe que intercede pelo seu povo. Maria viveu sua peregrinação de fé como mãe de Cristo e dos discípulos, permaneceu ao pé da cruz em comunhão profunda, para entrar no mistério da Aliança (DAp 266).

Através da Assunção de Nossa Senhora ao céu compreendemos o imenso valor da vida humana, destinada a participar da vida eterna de Deus; a dignidade do corpo humano e ainda do corpo das realizações históricas e da matéria em geral; a grandeza que ganham os pobres e as mulheres à luz d’Aquela que foi exaltada, por ter sido precisamente pobre e mulher. E, por fim, a força particular que tem para as lutas sociais a esperança cristã enquanto confirmada pela Assunção da Virgem.

Dos 124 mártires coreanos beatificados pelo papa Francisco em sua visita à Coreia (14-18/8), o testemunho de que, “a partir das sementes lançadas pelos mártires”, uma colheita abundante de graça foi colhida naquela terra. Em seu encontro com os bispos, disse: “os senhores são os descendentes dos mártires, herdeiros do seu heroico testemunho de Fé em Cristo. Além disso, são herdeiros de uma tradição extraordinária, que teve início e cresceu amplamente graças à fidelidade, a perseverança e o trabalho de gerações de leigos. É muito significativo o fato de que a história da Igreja na Coreia tenha começado com um encontro direto com a Palavra de Deus”.

A Coreia do Sul é um país com grande crescimento do catolicismo em toda a Ásia, cerca 70% durante a última década. A Igreja católica coreana se caracteriza pelo fato de ter sido fundada e estabelecida apenas por leigos. Surgiu no início de 1600, a partir dos contatos anuais das delegações coreanas que visitavam Pequim, na China, nação que sempre foi uma referência no Extremo Oriente para troca de cultura.

“É necessário partir de uma consideração sobre o papel dos leigos na vida da Igreja; os leigos foram os verdadeiros protagonistas da história da Igreja na Coreia”, confirmou Dom Lazzaro You Heung-sik, Bispo de Daejeon.

O papa, além da beatificação dos 124 mártires coreanos, encontrou-se com a juventude asiática, e tratou sobre um dos temas sociais emergentes: a perseguição anticristã neste início de séc. XXI.

A Ásia é uma das regiões onde a violência é mais aguda. A perseguição anticristã mais cruel das últimas duas décadas irrompeu na Índia, em 2008, quando radicais hindus armados de facão fizeram uma ação em Orissa, matando cerca de 500 cristãos e milhares de feridos. Os mártires coreanos beatificados foram mortos entre 1791 e 1888. “Há mais mártires hoje do que nos primeiros dias da Igreja”, afirmou o papa. “Muitos de nossos irmãos e irmãs dão testemunho de Cristo, sendo perseguidos por isso”.

Neste mês vocacional o 3º domingo é dedicado à vocação à vida religiosa.

Os consagrados são chamados à prática dos conselhos evangélicos (PC 1), fielmente os observam, entregando-se de maneira particular ao Senhor, seguindo a Cristo que, virgem e pobre (Mt 8,20; Lc 9,58), redimiu e santificou os homens pela obediência até à morte de Cruz (Fl 2,8).

O ano de 2015 será dedicado à Vida Consagrada. A abertura acontece neste ano, dia 30 de novembro, 1º domingo do Advento, e no encerramento já está programada a Semana mundial da vida consagrada na unidade (24/01-2/2/ 2016).

Para o papa Francisco, a radicalidade é pedida a todos os cristãos, mas os religiosos são chamados a seguir o Senhor de uma forma especial. “Eles são homens e mulheres que podem acordar o mundo; a vida consagrada é uma profecia”.

Na festa de Santo Inácio de Loyola, aprofundou o significado de ser um religioso jesuíta: Cristo é a nossa vida! À centralidade de Cristo corresponde também a centralidade da Igreja: são dois focos que não se podem separar: não posso seguir Cristo, a não ser na Igreja e com a Igreja. Nós, jesuítas, não estamos no centro, estamos ao serviço de Cristo e da Igreja. Devemos ser homens radicados e fundados na Igreja: assim nos quer Jesus. Não pode haver caminhos paralelos nem isolados. Sim, caminhos de investigação, caminhos criativos, sim, isto é importante: ir rumo às periferias, às numerosas periferias. Por isso a criatividade é necessária, mas sempre em comunidade, na Igreja, com esta pertença que nos infunde a coragem para ir em frente. Servir Cristo é amar esta Igreja concreta, e servi-la com generosidade e espírito de obediência.

A Carta Circular “Alegrai-vos”, dirigida aos religiosos pela Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, pede que dentro das limitações humanas, nas preocupações do dia a dia, os consagrados e as consagradas vivam a fidelidade e se convertam em testemunho luminoso, anúncio eficaz, companhia e proximidade para com as mulheres e homens do nosso tempo que procuram a Igreja como casa paterna.

Aos jovens que se preparam para a vida religiosa, o papa fala que representam a primavera da vocação, o período da descoberta, do discernimento, da formação. E ao tratar da missão, afirma que “as pessoas têm necessidade que testemunhemos a misericórdia, a ternura do Senhor, que aquece o coração, desperta a esperança, atrai para o bem”. Somente “a Cruz, sempre a Cruz com Cristo que garante a fecundidade da nossa missão”(Gl 6, 15). A missão é graça. E se o apóstolo é fruto da oração, nesta encontrará a luz e a força da sua ação. De contrário, a nossa missão não será fecunda; mais, apaga-se no próprio momento em que se interrompe a ligação com a fonte, com o Senhor. “A evangelização faz-se de joelhos”.

A Igreja da Amazonia surgiu no contexto do reordenamento da grande região amazônica com a criação das dioceses e prelazias sob os cuidados das várias congregações ainda presentes entre nós.

A dimensão missionária foi e continua sendo o eixo evangelizador de nossas Igrejas, porém carregadas das particularidades trazidas pelas ordens e congregações religiosas.

Neste contexto, nossas comunidades eclesiais foram gestando uma caminhada pastoral, com algumas características em comum, que expressam a vitalidade dos diversos carismas da Vida Religiosa aqui presente.

Frente aos novos desafios, as Congregações continuam assumindo a evangelização das pequenas comunidades eclesiais e as pastorais onde não há padres suficientes. São presença junto aos ribeirinhos e nas lutas pela terra. São referencias em todas as instancias pastorais e ajudam na formação das lideranças. Muitos testemunham com a própria vida, numa doação constante ao povo sofrido e amado da Amazônia.

“A vocação é para amar e servir” é o tema do Encontro Anual Vocacional da Arquidiocese de Porto Velho. E o convite que chega até nós é dirigido a todos os jovens, religiosos, famílias, vocacionados, catequistas e catequizandos.

Palestras e celebrações, musica e exposição vocacional fazem parte do encontro que vai acontecer na Quadra da Paróquia São Cristóvão no dia 31 de Agosto das 14h às 19h30min. Participe!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Curso para enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em Porto Velho


CURSO DE CAPACITAÇÃO DE MULTIPLICADORES PARA O ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE PESSOAS – PORTO VELHO, RO – DE 4 A 7 DE SETEMBRO DE 201


Porto Velho, 8 de agosto de 14

A Rede Um Grito pela Vida em Porto Velho, em parceria com a Comissão Pastoral da Terra e a Pastoral do Migrante organiza o primeiro curso para a formação de multiplicadores para o enfrentamento ao tráfico de pessoas na Região Noroeste do Brasil.
O curso está sendo avaliado pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), para que sejareconhecido como curso de extensão universitária, já com parecer favorável da reitora da UNIR.
Objetivo do curso é apresentar aos participantes a conjuntura nacional referente o “Tráfico de Pessoas em suas diferentes modalidades” visando à compreensão crítica da realidade regional e ao mesmo tempo, fornecer metodologias e elementos para a identificação de situações concretas de pessoas em situação de risco e encaminhamento, bem como acompanhamento das famílias afetadas e reintegração social.
O curso será realizado em Porto Velho, do dia 4 até o dia 7 de setembro de 2014, na casa de encontro “Betânia”, Rua Beira Sul, 7746 – Bairro Três Marias.
O curso é residencial, sem ônus para os/as participantes. O número de vagas é limitado.
Serão priorizados integrantes da Rede Um Grito pela Vida, da Comissão Pastoral da Terra, Pastoral do Migrante e pessoas que já atuam nesta área o, que por motivos profissionais ou pastorais, estejam interessados em se comprometerem com esta causa.
Encaminhar as inscrições até o dia 20 de agosto de 2014, enviando as seguintes informações: Nome Completo, número de CPF e RG, endereço completo e contato telefônico e e-mail.
Para maiores informações contatar a Rede Um Grito pela Vida ou a Comissão Pastoral da Terra – RO 
 A coordenação Ir. Gabriella Bottani


Novo convite da EFA do Cone Sul para o 12 de setembro.

Na área da futura EFA foi realizado um plantio em dezembro de 2013. foto aefacs
Cerejeiras, 14 de agosto de 2014. 

No dia 25 de julho comemoramos o Dia do Trabalhador Rural, data que constitui em um marco importante na luta pela terra e por outras bandeiras de luta para o campo no País. Entre essas bandeiras, está a educação do Campo, essencial para assegurar a cidadania, a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável desse campo. 

Devido o tempo de chuva não foi possível realizar o ATO comemorativo na luta pela construção da Escola Família Agrícola Cone Sul Manoel Ribeiro no dia 25 de julho 2014. 

Temos a honra de convidá-lo (a) para participar no 12 de setembro de 2014 as 09:00 horas, local: Km 2, ao lado do aeroporto, saída para Corumbiara, município de Cerejeiras, Rondônia. Sua presença é de grande importância para nós. 

Desde já externamos votos de estima e agradecimento.Atenciosamente.

DIONISIO MARTINS DE OLIVEIRA - Presidente da AEFACS 
AEFARO – ASSOCIAÇÃO DAS ESCOLAS FAMÍLIA AGRÍCOLA DE RONDÔNIA 
AEFACS – ASSOCIAÇÃO ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA CONE SUL 
Rua Nova Zelândia, Nº 2.008 CEP:76997-000 Cerejeiras –RO.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Movimento de Pequenos Agricultores reúne mulheres camponesas em Rondônia.



Camponesas do MPA RO em encontro em Alta Floresta do Oeste/RO. foto Lenir 

Encontro de Camponesas do MPA/RO
As camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA de Rondônia reuniram-se nos dias 11 a 13 de agosto de 2014, no Centro Comunitário Católico de Alta Floresta do Oeste/RO, contando com a presença de mais de 100 camponesas, vindas de aproximadamente 20 cidades do Estado de Rondônia. 
O encontro foi momento de estudo, partilha de experiências, troca de sementes, troca de saberes e aprendizagens, permitindo através do trabalho coletivo construir novos conhecimentos para serem utilizados pelas camponesas em suas propriedades. 
As atividades iniciaram no dia 11 com almoço, reflexão e debate sobre a diversificação da produção e planejamento da propriedade, onde cada camponesa pode identificar as diversidades de produção existentes em suas propriedades e mostrar o seu sonho de propriedade, identificando a necessidade de sair do monocultivo e produzir para a família alimentar com qualidade. Na partilha coletiva dos sonhos, as camponesas reafirmaram o desejo de morar no campo com produção diversificada, com tecnologia aplicada ao campo, com casa, energia, transporte e educação de qualidade para seus filhos e filhas. 
No segundo dia foi retomado o planejamento da propriedade, estudos em grupo sobre os empecilhos para a produção camponesa, assim como foi realizado a troca de experiências sobre produção e diversidade, também foi o espaço para reafirmar que o Agrotóxico é inimigo do camponês, identificando as empresas que produzem agrotóxicos e a importância de se produzir de forma limpa e manter as sementes crioulas e seus cuidados como conhecimento camponês a ser partilhado e transmitido por todas as gerações. 
Por ser dia 12 de agosto, as camponesas fizeram durante a noite uma homenagem a Margarida Alves, camponesa, sindicalista paraibana, assassinada em 12 de agosto de 1983, a homenagem chamada de “Noite das Margaridas” - lembrou sua trajetória e reafirmou o espaço da mulher na luta camponesa e a necessidade da libertação do julgo da opressão. Por causa de Margarida Alves, o dia 12 de agosto é considerado o Dia de Luta contra a violência da mulher camponesa. 



Camponesas do MPA RO em encontro em Alta Floresta do Oeste/RO. foto Lenir 

No dia 13 de agosto, iniciou-se as atividades com uma marcha com panfletagem no centro da cidade de Alta Floresta do Oeste/RO, terminando a mesma em frente ao Ministério Público, onde as camponesas entregaram uma carta reivindicatória ao Promotor de Justiça, apontando a necessidade de intervenção do órgão para que se efetive os direitos das camponesas conquistados depois de muitas lutas e que vem, cotidianamente, sendo violados, entre eles, o acesso à educação no campo e para o campo. 
Após a manifestação, as camponesas retornaram ao Centro Comunitário e foi realizado oficinas de enxertia; massagem; montagem de bomba carneiro; confecção de papel a partir da palha de bananeira; agroecologia – defensivos agrícolas naturais; acesso ao crédito. As oficinas foram espaço de troca de saberes e aprendizagens significativas para as camponesas utilizarem em seu cotidiano. 
Durante todo o encontro houve troca de sementes, venda de produtos artesanais e comidas preparadas pelas camponesas, havendo troca de técnicas e partilha de histórias sobre os cuidados e cultivos com a terra.


Camponesas do MPA RO em encontro em Alta Floresta do Oeste/RO. foto Lenir 

Encerrou o encontro com as camponesas reafirmando o compromisso de produzir com diversidade no campo, de lutar por políticas públicas que atendam as necessidades do campesinato e da importância das mulheres estarem organizadas e trocando saberes, experiências e conhecimentos como forma de resistência ao modelo do agronegócio. 
“Mulher conscientizada, semente germinada, sociedade transformada” - com essa palavra de ordem, as camponesas do MPA mostram sua força e a decisão de continuarem lutando contra o agronegócio que envenena a terra e expulsam os filhos e filhas de camponesas do campo. 
(Lenir Correia Coelho – Assessora Jurídica da CPT/RO)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Seringueiro indígena morre em Rondônia trabalhando em manejo florestal

Seringueiro indígena morreu em manejo florestal de madeira em Machadinho do Oeste.

No último dia 06 de agosto ( quarta- feira), o seringueiro extrativista Raimundo Nonato Brasil, mais conhecido como( índio) foi mais uma vítima de acidentes de trabalho que envolvem a extração de madeira por madeireiras na região de Machadinho do Oeste em Rondônia. 
Índio morava e trabalhava na Reserva Extrativista Castanheira dentro da comarca de Machadinho do Oeste, desde o ano de 2005 vivia com sua família na região. Oriundo da região de Jarú bem no centro do Estado de Rondônia, sempre trabalhou e exerceu a única profissão herdada de seus pais, a profissão de (seringueiro-extrativista), nascido no seringal São Sebastião, descende de uma família indígena legítima da extinta tribo “Boca Negra”, cujo os últimos integrantes em torno de três indivíduos ainda encontram-se na região de Machadinho do Oeste e cidades adjacentes. 
A região de Machadinho do Oeste, é uma região que ficou bastante marcada por morte de vários seringueiros e por conflitos agrários desde o início de sua formação. A comarca com forte presença de poderosos fazendeiros e madeireiros vem sendo considerada uma das regiões que mais se desmatou nos últimos anos segundo (IMAZON). 
Raimundo Nonato Brasil.
Existem nessa parte de Rondônia 17 Reservas Extrativistas de propriedade do Governo Estadual, sendo que na maioria delas, é realizado o Manejo Florestal por madeireiras contratadas pelo governo. A esmagadora parte do lucro proveniente da exploração da atividade madeireira dentro das reservas fica nas mãos das empresas madeireiras, o que sobra do restante é rateado entre ( associações, cooperativas, SEDAM e seringueiros), contudo, a situação da condição de vida dos seringueiros não mudou muito. Não tendo eles direito a propriedade, sem direitos trabalhistas e sem a profissão regulamentada vão repetindo o mesmo destino relegados aos soldados da borracha. 
Em muitas regiões falta ainda energia elétrica, a exemplo onde residia a família do seringueiro extrativista índio, falta apoio e assistência técnica as famílias das reservas, sem contar com a falta de estradas e a infinita política desonesta dos atravessadores que tomam parte da renda das famílias locais. Assim sem fonte de renda, sem a implementação de projetos de geração de emprego e renda à altura das necessidades básicas dos extrativistas, os mesmos se vêem obrigados a participarem do manejo para garantir a própria sobrevivência. Em uma dessas rotinas diárias da atividade da exploração de madeira na Reserva Castanheira, índio perdeu sua vida, vítima de um acidente de trabalho, foi quando um tronco de madeira por decorrência da atividade no local despencou de uma árvore indo de encontro à sua cabeça. 
O custo dessa valorosa vida que agora se perdeu com certeza não será indenizado, pois histórias semelhantes em um passado não muito distante jamais foram reparadas. Todas as famílias que trabalham e moram nas Reservas Extrativistas realizam importantes atividades como empregados, públicos, e não recebem por isso nenhum salário ou gratificação. Sem a presença fiscalizadora, zeladora e sacrificante dos seringueiros nas reservas, com certeza o que hoje é floresta, seria provavelmente pasto. Índio era um desses seringueiros, conhecido pelo vigor de seu trabalho, por sua sinceridade nas palavras e pelo número de amizades que conseguiu construir. Índio partiu já deixando saudades, mais também deixou plantada uma semente de um modo de vida, que só os que realmente vivem na floresta como extrativista podem entender, “que é existir sem precisar de muita coisa para viver” 
Fonte: SINDSBOR

Acampamento de Theobroma aguarda vistoria do INCRA

Reunião de famílias acampadas em Theobroma em 11 de agosto de 2014 foto cptro
Acampamento Fortaleza, de 70 famílias de sem terra, situasdo na Linha 45 km. 35 de Theobroma, Rondônia, reivindicam a realização de vistoria do na Fazenda Seringal. Em audiência pública da Ouvidoria Agrária Nacional, o chefe de gabinete da superintendência do INCRA de Rondônia, Dr. Valdomiro Bastos se comprometeu a realizar em 40 dias a referida vistoria a fins de expropiação das fazenda para reforma agrária. Cumprida quase a metade do prazo a referida vistoria ainda não aconteceu. O grupo tem sofrida já duas reintegrações de posse e no referido local tem sofrido  ameaças e acoso de pistoleiros. Duas lideranças denunciaram terem recebido notícias de ameaças de morte.
No local onde o acampamento está situado, um pedaço de terra cedida por um assentado do PA Vale Encantado, as famílias tem numerosas hortas, recolhem açaí para alimantação e realizam trabalho artesanal de fabricação de vassouras de cipó para geração de renda. Ainda, cadastrados no programa de Reforma Agrária, recebem cestas básicas para subsistência.
Enquanto aguardam as providências para expropiação da fazenda citada,  segundo as famílias, sem nenhum mandato judicial as famílias sofreram a queima de suas casas por obra de agentes policias do Grupo de Operações Especiais da Polícia Militar. Numerosas casas ainda mostram as marcas do incêndio criminoso.
Ainda, alguns membros do acampamento foram presos enquanto armados faziam a guarda do acampamento e foram vítimas de diversos abusos na dentenção, e foram condenados na justiça.
No local da fazenda Seringal os sem terra tem denunciado extração clandestina de madeira. Durante uma das reintegrações de posse três pistoleiros foram detidos fortemente armados. 
Até o momento não se tem notícia de punição, nem do incêndio criminoso do acampamento, nem dos abusos policiais sofridos pelos detidos, nem dos pistoleiros detidos, nem da comprovada presença de pistoleiros no local.

domingo, 10 de agosto de 2014

Missão dos pais e família!

Como cultivar a esperança? Esperamos mudar de vida, transformar condições de existência que julgamos desumanas. Buscamos a libertação para viver uma vida mais digna e humana. Na bíblia encontramos uma história de libertação e de um poder eficaz para ser livres. Esse poder é Cristo Ressuscitado.

Palavra de Dom Moacyr Grechi – Arcebispo Emérito de Porto Velho
Matéria 432 - Edição de Domingo – 10/08/2014

Missão dos pais e família!

Dia dos Pais e abertura da Semana Nacional da Família: nossa saudação a todos os pais, cujas vidas estão alicerçadas no encontro permanente com Cristo, cujas famílias são o santuário da vida de nossas comunidades eclesiais, santuário que acolhe, vive, celebra e anuncia a Palavra de Deus. Hoje, oramos: “dai-nos, ó Pai, um coração de filhos”.

Estimados pais, vocês nos revelam o amor de Deus por nós. Na família vocês vivem a grandeza de sua missão. Sim, “a paternidade é uma altíssima vocação”. E essa vocação tem como pauta a responsabilidade (CNBB/doc 79,73).

A missão de pai é realizadora e abençoada por Deus. Educar é uma graça que o Senhor lhes dá e esta deve ser acolhida com gratidão.

Na Semana da Família somos convocados a transformar nossas famílias marcadas pelo medo, solidão ou desencanto em lares de fé, morada do amor e da esperança.

A família, “primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade” e “obra predileta de Deus em seu projeto de amor”, é vocacionada para o amor e à comunhão. Ela não é criação humana, nem do Estado, nem da Igreja. É constitutivamente ligada à natureza do homem e da mulher, para o bem e a felicidade pessoal, da sociedade e da Igreja (FC 36; CNBB/doc 79,45).

Na liturgia deste domingo, diante de desafios e ventos contrários, percebemos que não estamos sozinhos na caminhada. Cristo pede que não tenhamos medo e façamos uma experiência de fé: Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mt 14,22-33).

Sem uma fé firme, com raízes profundas, não tem como vivermos bem a nossa vocação, pois a vocação é o exercício da fé. Deus vem sempre ao nosso encontro, em nosso auxilio. A iniciativa vem de cima, reflete Pe. Libânio. Tudo começa com o primeiro toque de Deus. J. Alfaro, nas pegadas de Santo Tomás, usa a bela expressão que a fé se inicia no coração humano por meio da “atração da Verdade primeira”.

A fé é entrega radical a Deus. O cristão reconhece em Jesus o Filho, o enviado, o mensageiro escatológico de Deus. E por isso crê nele. Para tal, encontra mil sinais de credibilidade e razoabilidade por meio do testemunho dos discípulos e da Tradição de dois mil anos de fé cristã.

A atual agenda do mundo é de medo e guerras, violência, terrorismo e poder, tragédias naturais e provocadas, e aí nos perguntamos o que ainda pode nos acontecer?

Quando não existe fé, as pessoas se agarram a qualquer coisa fora de Deus, para se sentirem seguras. A fé, certeza do amor de Deus é mais forte que qualquer medo que alguém ou alguma coisa nos possa incutir. O amor de Deus por toda humanidade já existe antes da “fundação do mundo”, independentemente dele. Existe desde a eternidade: é o amor entre o Pai e o Filho, no qual fomos assumidos. O amor por nós já existe, mas nós não sabíamos, isto é, não tínhamos fé. Como não sabíamos, estávamos dominados pelo temor e medo pela nossa vida. O temor só pode ser superado pela certeza da fé, que nos foi dada pelo batismo. As pessoas sem fé são amadas como todas as outras. Elas, de fato, vivem uma ilusão. Acham que não são amadas e, contudo são amadas. A ilusão, a falta de fé as faz sofrer, pelo temor por sua vida. A falta de fé é a causa de todas as confusões, incertezas, angústias, desordens e desigualdade social no mundo.

Nesta semana, pela comunhão do Espírito Santo, que vence a solidão, somos convocados a renovar a comunidade familiar, a transformá-la em casa de comunhão, fonte de solidariedade, morada da esperança, caminho de santidade.

A solidão é uma das experiências humanas mais universais: é a experiência da fraqueza original. Hoje, ela é uma das fontes mais universais de sofrimento. Psiquiatras e psicólogos explicam que ela é a causa de muitos suicídios, do alcoolismo, do uso de drogas, depressão e de muitos sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça, estomago, coluna e outros. Por que muitas reuniões e festas nos deixam vazios e tristes? Apesar de uma cultura que fala muito em família, companheirismo, comunidade como ideais pelos quais lutar, muitos jovens, adultos, idosos estão hoje cada vez mais expostos à doença contagiosa da solidão. As raízes da solidão são profundas e dificilmente são atingidas pela propaganda otimista e o companheirismo social. Alimenta-se da suspeita de que não há ninguém que se importe, que dê amor sem condições, que não existe lugar onde possamos ser vulneráveis sem ser usados. Muitos tentam abafar sua dor física, mental abafar sua dor física, mental ou emocional procurando ocupar-se bastante, olhar TV, ler, ouvir musica, para anestesiar-se e não sofrer.

Em nosso interior, o coração é um lar no qual Deus veio para estar conosco. Devemos saber vigiar e orar, não ter medo de olhar para dentro de nosso interior. Mais importante do que qualquer ação particular ou de qualquer palavra de aconselhamento é a simples presença de alguém que se interessa por nós. Quando alguém nos diz no meio de uma crise... “Eu não sei o que dizer ou o que fazer, mas quero que compreendas que estou ao teu lado, que não te deixarei sozinho”, então temos um amigo com quem podemos contar, um amigo em quem encontramos conforto. O que realmente importa é que em momentos de dor e sofrimento alguém esteja ao nosso lado. É na presença despretensiosa e “inútil”, um ao lado do outro que sentimos mais conforto. Estar com alguém é compartilhar a vulnerabilidade com esse alguém é entrar com ele ou com ela na experiência da franqueza.

Deus, entrando em nossa humanidade pela encarnação, comprometeu-se a viver em solidariedade conosco, a compartilhar conosco as alegrias e as dores, a nos defender e a sofrer conosco tudo. O Emanuel é o Deus da intimidade, nosso refugio, fortaleza, sabedoria, nosso pastor. Jesus realizou curas, porém o mais importante era o que ele demonstrava: a compaixão. Deus é Pai e esta é uma forma de revelar o abismo de ternura imensa, inexaurível e insondável de Deus. Ele se comove com nossa fragilidade e participa de nossas lutas humanas.

Como cultivar a esperança? Esperamos mudar de vida, transformar condições de existência que julgamos desumanas. Buscamos a libertação para viver uma vida mais digna e humana. Na bíblia encontramos uma história de libertação e de um poder eficaz para ser livres. Esse poder é Cristo Ressuscitado. Esperar é voltar-se para o futuro, não se resignar às insuficiências do agora. A esperança é um desespero superado e é sempre coletiva enquanto o isolamento induz ao desespero. Já a alegria precisa ser partilhada, não existe alegria estritamente individual. A esperança, portanto, se liga à solidariedade.

É dessa fonte interior de solidariedade que brota a vida e comunhão familiar. O bem comum da família é um espaço entre os membros que a compõem, uma comunhão vital, um laço. É um elemento além e acima das pessoas livres e responsáveis que a compõem. O bem comum da família diz que ela não é propriedade de ninguém, mas o resultado do esforço e colaboração de todos.

Aprendemos neste domingo que no projeto de Deus, ninguém é esquecido. Todos, pessoalmente, somos chamados à santidade. O amor conjugal sadio e nobre precisa crescer no mesmo ritmo que o amor de Deus. A comunhão familiar requer de todos e de cada um, pronta e generosa disponibilidade à compreensão, à tolerância, ao perdão, à reconciliação. Na família, pais e filhos aprendam a cobrir com o manto da misericórdia as fragilidades de uns e de outros: perdoar sempre e começar de novo. Na prática de seus relacionamentos, pais e esposos alcançam maior êxito na educação de seus filhos e na convivência, quando aprendem a se perdoar e a se reconciliar mutuamente (CNBB/Reg.S4/Congr.ECC).

Queridos pais e mães, este é um tempo de graça para a família cristã; tempo em que as relações se renovam e se transformam: da casa do medo à morada da fé, da solidão à casa da comunhão e esperança; da esperança à solidariedade.

Da solidariedade à construção de uma sociedade fraterna e justa.

À Sagrada Família de Nazaré, pedimos: Fazei com que nossas famílias sejam lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas Igrejas domésticas. Que nas famílias nunca haja violência, fechamento ou divisão, que os que foram feridos ou escandalizados sejam consolados e curados (Oração pelo Sínodo da Família 5-9/10/2014).

sábado, 9 de agosto de 2014

Incra e MPF visitam acampamentos de Rondônia.

Missão Canaã: Incra e MPF visitam acampamentos e buscam prioridade aos processos
Agricultores do A. canaá 1 em mobilização realizada em Jaru. RO. 19/03/12 foto cpt ro
A superintendência regional do Incra/RO, a procuradoria jurídica do órgão e o Ministério Público Federal (MPF) visitaram seis acampamentos de trabalhadores rurais sem terra durante essa semana, nos municípios de Ariquemes e Theobroma, numa ação denominada “Missão Canaã”.

Sefundo o MPF RO as visitas procuravam identificar a realidade social dos acampados e foram realizadas entre 4 e 6 de agosto de 2014. Os acampamentos são ocupações antigas, onde há cerca de 325 famílias acampadas. O Incra já ajuizou ações de reversão do patrimônio (retomada de terras) das propriedades rurais onde os trabalhadores rurais sem-terra estão acampados. Essas ações ainda tramitam na Justiça, sem sentença definitiva. O procurador da República Raphael Bevilaqua disse que é importante que o MPF acompanhe estas situações de perto, pois os conflitos fundiários em Rondônia necessitam de atuação firme do poder público. A finalidade foi conhecer a realidade social, expor aos acampados a situação judicial das áreas e atuar em parceria para buscar prioridade nos processos dos imóveis rurais junto ao Poder Judiciário.

Segundo o Incra foram visitados os acampamentos Getúlio Vargas, Antônio Conselheiro 3, Lamarca 1 e 2, Canaã 1 e Raio de Sol, todos em áreas de Contrato de Alienação de Terras Públicas (CATP). O superintendente do Incra/RO explicou que essa modalidade do contrato vem gerando grande parte dos conflitos de terra em Rondônia. “O CATP foi muito utilizado durante a colonização do estado quando o governo federal cedia a terra na condição do beneficiário cumprir um projeto agropecuário e pagar as parcelas do título, o que em muitos casos não foi cumprido na integridade, além do abandono das áreas que acabaram sendo reocupadas”, explicou.
Nos acampamentos vivem atualmente 372 famílias, tendo o mais antigo, Getúlio Vargas, 18 anos de existência. “Ali crianças nasceram e já estão até se casando. Essa situação não pode esperar. Temos que unir forças para dar dignidade a essas famílias, pois com a criação oficial dos assentamentos elas poderão ter acesso às políticas públicas de habitação rural, crédito, assistência técnica e infraestrutura”, afirmou o superintendente.
A iniciativa teve o apoio da Ouvidoria Agrária Nacional. Participaram o procurador da República Raphael Luis Pereira Bevilaqua, da Procuradoria Regional dos Direito do Cidadão, a chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao Incra/RO, Evelyn Yumi Fujimoto, o ouvidor agrário regional Erasmo Tenório da Silva, a chefe da Divisão de Obtenção de Terras do Incra/RO, Maria Amália Ferreira, e o perito federal agrário Raimundo Paiva.
“As ações relativas a essas áreas estão em fase recursal, então nosso empenho no momento é no sentido de intermediar, buscar prioridades e soluções junto à Procuradoria Federal Especializada, em Brasília, e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)”, esclareceu a procuradora. Segundo Evelyn Fujimoto, a participação do MPF foi positiva tanto em prol de uma atuação conjunta quanto para que aspectos dos acampamentos, além da questão fundiária, fossem observados, como energia, escolaridade das crianças e cidadania.

Fonte: MPF / INCRA RO

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Continuam as ameaças e a violência contra assentados em Vilhena

Violência e ameaças continuam impunes na área rural de Vilhena. Em datas recentes mais uma vez um assentado foi ameaçado de morte e teve a sua casa em construção destruída.no projeto de assentamento Águas Claras, lote 56, linha 135, setor 12, gleba Corumbiara, no município de Vilhena.
Seria mais um incidente provocado pelo mesmo grupo que faz anos é denunciado no assentamento, entre eles Glimar Souza Barbosa e seu filho Marciano Souza Barbosa. Marciano foi acusado em boletim de ocorrência registrado em Vilhena em 14 de Julho de 2014.

De azul, Ademir José de Carvalho, desaparecido em 2009 em Vilhena.  

Aterrorizam o local faz anos.

No assentamento eles mesmos são considerados envolvidos no desaparecimento de Ademir José de Carvalho, liderança do PA Águas Claras, em Vilhena, por ter desaparecido após denunciar a polícia (foto acima) a queima da casa de José Castorino, outro morador do local. O lote dele também foi ocupado e tomado por eles.   
Uma ossada achadas em Vilhena em 09 de fevereiro de 2013, não se confirmaram como os restos de Ademir José de Carvalho, que até agora não foram achados. 
Após o desaparecimento de Ademir José de Carvalho,  Glimar Souza Barbosa e seu filho Marciano Souza Barbosa se apoderaram do lote e da casa onde ele morava em 2009. 
Tanto a queima da casa em 2009 como o desaparecimento da liderança restaram impunes até agora. Após as denúncias, incêndios criminosos nas matas foram considerados como retaliações contra os assentados.

Vilhena tem problemas antigos de violência agrária.
Os problemas com a violência de pistoleiros é antigo em Vilhena. Inclusive os moradores de assentamentos, onde a justiça federal deu ganho na justiça ao INCRA para criação de Assentamentos de Reforma Agrária, são perseguidos, ameaçados e mortos. É o que continua  acontecendo no PA Águas Claras, criado o 26 de Outubro de 2012, no Lote 56 da Gleba Corumbiara, com lotes de terra para 61 famílias. 
Após a invasão dos lotes a área do PA Águas Claras passou a ser utilizada por elementos estranhos aos pequenos agricultores para abastecer bocas de fumo da cidade de Vilhena. Pessoas foram presas com entorpecentes e armas atribuídas a propriedade do Dr. Elcio Carlos Rossi.

Parte de grupo de pistoleiros da região. 
Os elementos que aterrorizam posseiros e assentados seriam os integrantes de um grupo que atua a mando dos fazendeiros da região. Em dezembro de 2012 Glimar Costa Barbosa e José Celestino Cassim foram acusados (OC - 83-2012, OC 66-2012, e 261/2012) de participar do incêndio da residência do Sr. Aristides, posseiro da Associação N. Sra. Aparecida, em Chupinguaia, assim com de invasão e danificação de outras moradias e intimidações dos moradores. 

Casa queimada em 2009 no PA Aguas Claras, em Vilhena.
Pessoas sem perfil para receber lotes de reforma agrária. 
Outros moradores de Vilhena compraram posses no local destinado a reforma agrária, como o caso do advogado conhecido como Dr.Alencar, um bombeiro por nome de André, e um secretário adjunto de obras do município de Vilhena por nome de Cicero, entre outros vários funcionários notificados. O advogado foi acusado de por diversas vezes ter realizado ameaças contra um assentado do INCRA, de nome Joel e até mesmo contra técnicos do INCRA. Por varias vezes foi registrado boletim de ocorrência policial. Um grupo comandado pelo advogado, foi acusado de arrancar a casa do aposentado sr. Joel, popular Tiziu, e carregar toda a madeira do local.
Após outubro de 2012 o Incra criou o Assentamento Águas Clarase o passou a notificar ocupadores sem o perfil de beneficiários da reforma agrária. Lideranças locais e até técnicos do INCRA de Pimenta Bueno receberam ameaças. Porém após as notificações e até agora o Incra não retirou os ocupantes sem perfil adequado para receberem terras de reforma agrária.

Impunidade das denúncias e da violências.
Os assentados desabafam: "Não podemos aceitar este tipos de crimes acontecer, não depois de tanta luta, tanto aponto de viver ameaçados de morte e ver o companheiro desaparecido a mais de dois anos, outras lideranças morrendo e ameaçados de morte para que a justiça seja feito". "Não é isto que estamos vendo aqui, como é triste viver anos e anos debaixo de lona e depois sofrer estes tipos de humilhação, não podemos admitir isto" . Alguns dos BO destes fatos foram registrados na policia civil, ocorrência nº 6767/2013 e nº5147/2013 e nº 6853/2013: Ocorrências de danos, ameaças, esbulho possessório, e comunicação."Mais nada foi feito", desabafam.
Estes fatos foram repetidamente denunciados, inclusive à Ouvidoria Agrária Nacional, as vezes constatando bastante falta de colaboração da polícia de Vilhena para esclarecer os fatos criminosos acontecidos contra os posseiros e os pequenos agricultores da região . Como o delegado civil Dr Daniel Pereira Uchoa de Vilhena, que negou-se a prestar informação para a Ouvidoria Agrária Nacional sobre os inquérito Inquérito Policial 29/2012, onde as mesmas pessoas que perturbam os agricultores do PA Águas Claras estariam envolvidos.
O corpo sem vida de Fabiana no exterior da casa. 
Foto nano labajos / folha de vilhena
Um casal foi assassinado na finais de 2012 no assentamento.
Os pistoleiros que aterrorizam a região formariam parte do mesmo grupo que Marco Antônio de Oliveira Ferreira, vulgo "Marquinhos", foragido, acusado de ser autor do duplo homicídio ocorrido no Assentamento Águas Claras, na noite de final de ano de 2012, onde foram encontradas mortas os caseiros dum lote do assentamento Águas Claras que o INCRA tinha pedido para desocupar ao suposto dono. 
O casal José Carlos Alves de Almeida e a esposa Fabiana Pereira de Souza foram achados assassinados na Linha 135 Kapa 40, do Assentamento Águas Claras, onde moravam como caseiros dum lote ocupado por um policial militar de Vilhena.
Segundo as fontes policiais que identificaram o autor em maio de 2013: "Esse inquérito policial ainda aponta provável participação de outros suspeitos no crime, o que será por ora mantido em sigilo". Segundo outras fontes ainda falta identificar o mandante e cúmplice da morte do casal. 
Um ano depois nenhum deles até agora teria sido identificado e punido, nem preso o suporto autor .
Rondas policiais foram realizadas no local.
As ameaças e intimidações do grupo no assentamento somente teriam diminuído após realização de rondas policias solicitadas pela Ouvidoria Agrária Nacional e intervenção da Polícia Federal, assim como mediação do Programa de Proteção à Defensores de Direitos Humanos, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Oferecimento de troca de terras.
Para conseguir a saída dos acusados de praticar pistolagem contra seus vizinhos, o superintendente do Incra de Rondônia teria chegado a oferecer outros dois lotes em Corumbiara para os acusados de pistolagem sair do PA Águas Claras.
Eles teriam aceito as terras de Corumbiara e tomado posse delas, porém não desocupado os lotes de Vilhena.
Frustrando o intento do Incra de resolver o conflito de forma negociada, em vez de serem punidos resultaram premiados com mais terras e ainda continuam ameaçando e impedindo pela violência a posse dos legítimos assentados no PA Águas Claras.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Conflito de Monte Negro, Rondônia, seria em terra pública grilada pelos fazendeiros.

Incra reconhece que a Fazenda Padre Cícero, de Monte Negro é Terra da União, por tanto uma área grilada, onde a justiça estadual de Ariquemes não teria mais competência para julgar o conflito.

Denúncias de violência de milícias armadas deve ser apurada em Monte Negro.
Após denúncia de milícias armadas em conflito agrário em Monte Negro, com presença inclusive de PMs de Buritis, a Ouvidoria Agrária tem pedido o deslocamento ao local da Polícia Civil Agrária de Ariquemes para apuração das denúncias.
No acampamento denominado Monte Verde, situado na fazenda Padre Cícero, lote 04, gleba 09, linha 40, no setor Santa Cruz, no município de Monte Negro, houve denúncias no sentido de que indivíduos armados e policiais militares condenados por tortura, conhecidos por Edelvan, cognominado Zeca Urubu, Fonseca e Jean de tal, os quais, supostamente são Policiais Militares prestando serviço de forma ilegal para o latifundiário Nadir Jordão dos Reis, e balearam camponeses na tentativa de retirada forçada das famílias da mencionada área.
No dia anterior aos recentes episódios violentos, o Comando da Polícia Militar de Buriti tinha reunião, com finalidade não esclarecida,  marcada para o dia 28 de julho de 2014, com os trabalhadores rurais sem-terras do acampamento. 

Advogado do acampamento recebeu ameaças.
A Ouvidoria também tem pedido a intevenção da Secretaria Nacional de Direitos Humanos pedindo proteção para advogado do Acampamento Monte Verde, Doutor Ermógenes Jacinto de Souza, que denunciou ter recebido ameaças.  A Ouvidoria solicitou ser acolhido no Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, haja vista que o mencionado advogado encaminhou a Ouvidoria Agrária Nacional a mensagem eletrônica de 01 de agosto de 2014, relatando que foi informado que corre risco de morte pelo fato de advogar em favor dos trabalhadores rurais sem-terras do acampamento Monte Verde. 
Atrás das ameaças estaria a atividade profissional exercida junto ao juiz da segunda vara cível da comarca de Ariquemes,RO. que determinou o cumprimento liminar da reintegração de posse na possessória 0031883-68.2013.822.0000,  "à revelia da imediata intervenção do INCRA e do TERRA LEGAL". 

Policiais Militares estariam prestando serviço ilegal para a Fazenda Padre Cícero.
O advogado diz correr "efetivo perigo de morte" e responsabilizaa o Governo Brasileiro e o Estado de Rondonia pelo "fato de estar relatando as atividades ilegais destes policiais militares que foram condenados no processo 0003343-69.2011.822.0021 e exercerem ilegalmente serviço de "pistolagem para o fazendeiro Nadir Jordão dos Reis".
Estas acusações foram encaminhadas em 01 de agosto de 2014 pela Ouvidoria Agrária Nacional para o Coronel Fernando Luiz Brum Prettz, Comandante Geral da Polícia Militar de Rondônia e para o Coronel Carlos Roberto Santos de Oliveira, Corregedor-Geral da Polícia Militar, pedindo providências da Corregedoria Geral, encarregada de apurar condutas irregulares de policiais militares, "no sentido de apurar possível conduta inadequada dos policiais militares conhecidos por Edelvan, cognominado Zeca Urubu, Fonseca e Jean de tal, haja vista que o advogado das famílias de trabalhadores rurais do acampamento Monte Verde, localizado na fazenda Padre Cícero, no município de Monte Negro", e "a denuncia que, supostamente, os mencionados policiais militares prestam serviço de forma ilegal para o latifundiário Nadir Jordão dos Reis e balearam camponeses na tentativa de retirada forçada das famílias da mencionada área".

A Fazenda Padre Cícero seria terra pública grilada pelos fazendeiros.
Efetivamente, sergundo encaminhamento decorrente de reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo realizada em Porto Velho, na sede do Incra, no dia 22 de julho de 2014, (em Ofício/Incra/RO/GB/ 1.118 remetido ao coordenador do Terra Legal de Porto Velho, doutor Francisco Sales Pinto), o Incra de Rondônia manifestou as terras da Fazenda Padre Cícero serem Terras da União e manifestou interesse em dedicar para Reforma Agrária a fazenda Padre Cícero, lote 04, gleba 09, linha 40, no setor Santa Cruz, no município de Monte Negro.

A entender pela declaração do INCRA, a Fazenda Padre Cícero estaria situada numa área de terra pública grilada pelos fazendeiros. No Ofício de 24 de julho de 2014 (ver abaixo) o INCRA de Rondônia declara que a fazenda Padre Cícero "está encravada em Terra da União e por ser de domínio Público Federal manifestar nosso interesse no referido imóvel para fins de destinação de reforma agrária para assentamento de trabalhadores rurais sdem terra". Ainda manifestar existir interesse dos fazendeiros em negociar parte da terra para os acampados


A Justiça Estadual deveria suspender a reintegração de posse.
Estando comprovado pela declaração do INCRA a área em conflito da Fazenda Padre Cícero e Acampamento Monte Verde Terra da União, a justiça estadual de Ariquemes teria que reconhecer a competência da Justiça Federal em julgar o conflito e suspender a reintegração de posse concedida aos fazendeiros que grilaram a terra. 
Também a falta de consulta do Ministério Público em reintegração de posse em conflito agrário pôde ser motivo de anulação do processo. Ainda,  em existindo conflito agrário, deveria ser julgado por juiz da Vara Agrária, e não pela justiça comum.

A procuradoria jurídica do  MDA deveria pedir a transferência do processo para esfera da Justiça Federal. A consultoria jurídica do MDA, deveria agilizar a intervenção do Terra Legal junto ao Juízo da comarca Ariquemes, solicitando a remessa do Processo nº 0031883-68.2013.822.0002, que apresenta Nadir Jordão dos Reis como autora, para Justiça Federal, com a consequente suspensão do cumprimento do mandado de despejo dos trabalhadores rurais sem-terras do Acampamento Monte Verde.

O citado conflito foi tratado em Reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência.
Todos estes fatos violentos e ameaças aconteceram após reunião da 669ª Reunião da Comissão Nacional de Combate á Violência no Campo, na qual o advogado do Acampamento Monte Verde denunciou a prisão de oito integrantes no dia 22 de julho de 2014. 

Nela o delegado de Polícia Civil Agrário de Ariquemes, doutor Vinícius Lucena Tavares Bastos, informou que os oito trabalhadores rurais sem-terras do acampamento denominado Monte Verde, situado na fazenda Padre Cícero, lote 04, gleba 09, linha 40, no setor Santa Cruz, foram acusados de "porte ilegal de armas de fogo, esbulho possessório, desobediência de ordem judicial, dano, furto de gado e furto de implementos agrícolas".

Para a Ouvidoria Agrária Nacional, a acusação de esbulho possessório seria inadequada para uma ocupação de sem terras, pois  a Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo acompanha o entendimento do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a "ocupação de imóvel rural por trabalhadores rurais sem-terras que demandam providências dos poderes públicos para a execução do programa de reforma agrária não tipifica o crime de esbulho possessório", havendo precedentes jurídicos para este entendimento. 

O MPF se comprometeu a instaurar procedimento para acompanhar a situação.
No dia de reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência, o procurador dos direitos do cidadão do MPF de Porto Velho, doutor Raphael Luís Pereira Beviláqua, registrou que "vai instaurar procedimento para acompanhar o caso referente a ocupação da fazenda Padre Cícero, lote 04, gleba 09, linha 40, no setor Santa Cruz, situada em Monte Negro, por trabalhadores rurais sem-terras, sendo que encaminhou oficios ao setor Criminal do Ministério Público Federal para as medidas cabíveis".