quarta-feira, 11 de junho de 2014

Famílias são despejadas por surpresa em Vilhena

Restos das moradias após o despejo e destruição das casas em 2012
Cinquenta e cinco famílias da Associação Canarinho, localizados no Setor 12, Lotes 42 e 52 da Gleba Corumbiara, em área abandonada faz anos. em Vilhena sofreram despejo policial por surpresa hoje, dia 11 de junho de 2014. A notícia foi divulgada por Adilson Machado presidente da centra de Associações e do conselho de desenvolvimento rural da cidade. 
A ordem de renovação do mandado de reintegração,Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral Juiz de Direito,  (processo de n. 0012095-51.2011.822.0014) foi dada a pedido dos herdeiros do falecido corretor de imóveis Duílio Duarte, assassinado na quarta feira dia 03 de abril de 2013 em Vilhena. O suposto assassino preso, Vanildo de Souza Santos, 22, teria afirmado que tinha cometido o crime por dívidas.

Em recente reunião da Ouvidoria Agrária nacional, o Programa Terra Legal manifestou estar examinando em vistoria técnica o cumprimento das clausulas do contrato de CATP (contrato de alienação de terra pública). Se as clausulas da ACTP não tem sido cumpridas, a terra deve voltar ao domínio da união e as famílias serem assentadas pelo INCRA. Os posseiros da Associação Canarinho acreditavam que o processo estva arquivado. 

A reintegração de posse não teria seguido as orientações dadas pela Ouvidoria Agrária Nacional e os membros da associação não teriam sido alertados da mesma. Também o Ouvidor Agrário do Incra não teria sido convocado como de costume. 



Ponte destruída na Linha 135 de Vilhena
o dia depois de Natal de 2012, para isolar acampamento de sem terra.

Segundo informação publicada por Notícias da Terra, em 2012 camponeses da Associação Canarinho tinham realizado a ocupação pacífica de terras no Lote 52, setor 12, da Gleba Corumbiara, situado na Linha 135. Na mesma área que já tinha sido palco de reivindicações para reforma agrária, sendo que o grupo informou estar tentando cadastro no INCRA e pedindo a regularização do local como assentamento, assim como o cadastro oficial de Acampados pela Reforma Agrária.
Um despejo tinha acontecido no local no dia 07 de novembro de 2012, segundo notícia publicada pela NOTÍCIAS DA TERRA de 15 de novembro de 2012. Na reintegração de posse do Acampamento Canarinho foram presos quatro trabalhadores rurais que estavam no local. Apesar de que na área questionada existia o encaminhamento duma vistoria a ser realizada pelo INCRA. 
Também a responsável de regularização fundiária da Secretaria de Estado de Agricultura de Rondônia (SEAGRI), Ednéia Guzmão, estava trabalhando para negociar com o Banco Santander, empresa que tinha a penhora do imóvel, questionado na justiça pela a Imobiliária Duarte, do falecido Duilio Duarte. 
No despejo de 07/11/2012, houve destruição e queima das moradias das pessoas que ali viviam, que já estão acampadas na região há mais ou menos dois anos.

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