quinta-feira, 17 de abril de 2014

Solidariedade com as comunidades do Baixo Madeira

Comunidades inteiras do Baixo Madeira (na imagem São Carlos) foram alagadas. foto falarondonia

Porto Velho, 14 de abril de 2014

Nota de Solidariedade com as comunidades do Baixo Madeira atingidas pela enchente
Convocada pela memória do Evangelho da vida e da esperança, fiel ao Deus dos pobres, ouvindo o clamor que vem dos campos e florestas, a Comissão Pastoral da Terra quer ser uma presença solidária, profética, ecumênica e fraterna junto com as comunidades atingidas pela enchente da bacia do Rio Madeira, situação que a CPT - Rondônia vem acompanhando desde o começo.  
Na região mais de 5 mil famílias foram atingidas, muitas delas estão desabrigadas e desalojadas, mais de 100 mil pessoas não têm acesso a água potável. As águas do Rio Madeira e seus afluentes submergiram inúmeras plantações e animais, isto trouxe muito sofrimento e destruição e consequências que ameaçam a saúde dos moradores das áreas alagadas.  Identificamos-nos com as reivindicações apresentadas pela Conferência dos Bispos do Brasil - Regional Noroeste, que reunida no dia 29 de março de 2014 declarava:
“Sabemos que catástrofes naturais ameaçam a vida no nosso planeta desde o princípio. A terra é um planeta vivo que se reconfigura continuamente. No entanto, acreditamos que há novos fatores como o aquecimento global que acelera o descongelamento das geleiras das montanhas, desmatamentos e processos erosivos no solo, a formação de represas para geração de energia elétrica.
As águas abundantes que descem das montanhas da Bolívia e do Peru aumentaram consideravelmente os reservatórios das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. A construção dessas duas obras no Alto Rio Madeira, além de sofrer um atraso de mais de um ano, segundo especialistas, apresenta erros no estudo de impacto ambiental. A inundação das BRs 364 e 425 isolou o Estado do Acre, a região de Guajará-Mirim e toda a área do Abunã. O difícil abastecimento de suas populações, com combustíveis e alimentos, mostra a urgência de novos estudos.
Sem desconsiderar o esforço do governo para oferecer à população do País energia elétrica de qualidade, lamentamos a falta de cuidado com os estudos de impacto ambiental que, por sinal, não contemplaram o médio e o Baixo Madeira...
Solicitamos com insistência às autoridades competentes uma nova e criteriosa investigação técnica das construções e dos impactos ambientais e sociais. Que ela seja feita por profissionais especialistas e independentes. ...
Nesse momento, urgimos junto aos poderes públicos que deem a devida assistência às famílias flageladas da área urbana e rural para que possam recuperar suas casas, visto que o direito à moradia é um direito constitucional. Compete ainda ao Governo adotar medidas que facilitem o acesso a créditos com tempo de carência e juros baixos, bem como fornecer orientação técnica a fim de que as famílias possam reorganizar os seus meios de sobrevivência. Acrescenta-se ainda a necessidade de socorrer as pessoas e famílias flageladas com um ‘salário emergencial’. 
Toda a sociedade e, ainda mais os Cristãos, estamos sendo desafiados a solidarizar-nos ainda mais com as famílias sofridas. De mãos dadas para rezar, partilhar e reconstruir, poderemos crescer humana e espiritualmente.”
A Comissão Pastoral da Terra, através de Ir. Gabriella, em parceria com os Missionários Combonianos Pe. Jorge e Pe. Raffael, se disponibiliza em somar forças com as mesmas no processo de reconstrução da vida após as enchentes: dando visibilidade às reivindicações, proporcionando encontros entre as comunidades, favorecendo parcerias para ajudar a recuperação agrícola das aéreas danificadas pela enchente, entre outras.
Nesta Semana Santa, na qual celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, reafirmamos com fé nAquele de onde emana a força  e a luz para orientar a caminhada  de esperança  e recomeçar a reconstruir  uma vida nova.           
Votos de Feliz e Santa Páscoa!

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