quarta-feira, 5 de março de 2014

Previsão das enchentes do Rio Madeira é aumentar e demorar

Alagação atinge duramente população boliviana, nas cabeceiras do Rio Madeira.

Os problemas causados pelas enchentes do Rio Madeira continuam se agravando. Contrariando as informações da Defesa Civil, vendo as informações sobre alagações nas cabeceiras (Rio Guaporé) e na Bolívia acreditamos que a cheia deve aumentar e demorar ainda por semanas. Tem muita água rio acima.
Analistas e movimentos sociais alertam que já tinham avisado em 2007 sobre a insuficiência dos licenciamento ambiental das usinas de Jirau e de Santo Antônio, baseados em estudos de impacto ambiental realizados somente até o limite com a fronteira com a Bolívia. 
Rondônia, Acre e Bolívia agora amargam graves prejuízos. Os lucros das usinas vão para o bolso dos empreendedores. Os prejuízos para todos, atingindo primeiro os ribeirinhos e comunidades tradicionais, como sempre, pagos com recursos públicos do governo, 

- Ao menos 500 caminhões com cargas para o AC estão retidos em RO. BR-364 foi fechada na segunda-feira (3.3.14) para avaliação de trafegabilidade.Expectativa é de que até a sexta-feira (7) rodovia seja liberada. (G1)

- Moradores e frequentadores da Vila Neide, que fica a 45 quilômetros do perímetro urbano de Cabixi, postaram fotos e deram detalhes da situação, que pode se agravar. A principal rua está intransitável, há vários estabelecimentos comerciais e casas alagadas, e o acesso até pontos do distrito só podem ser feitos com barcos. Felizmente, não há notícias sobre vítimas ou desabrigados. A Vila Neide fica às margens do Rio Guaporé, nas cabeceiras do Rio Madeira. (fonte: rondoniavivo)

- A estimativa do MAB em 2007 era que se for construído (o complexo do Rio Madeira), o projeto iria inundar uma área de mais de 500 quilômetros quadrados e deslocar mais de 10 mil pessoas que vivem naquela região.

- Também Telma Monteiro em 2007 denunciava que "Os técnicos das empresas contratadas pelo Consórcio Furnas e Odebrecht para elaborar os estudos e que pesquisaram os dados que lá estão registrados, me parecem, defendem a tese de “impactos teleguiados”: as áreas de influência do aproveitamento hidrelétrico Jirau iriam até a fronteira com a Bolívia e dali não passariam. (...) O diagnóstico ambiental da Área de Influência Direta (AID), que é fundamental para o processo de licenciamento e obtenção das licenças ambientais, no entanto, só analisou vagamente a influência das usinas até a divisa com a Bolívia. No caso da AID do Madeira, segundo o EIA, o limite estabelecido, baseado em algum critério nebuloso, seria a linha da fronteira entre Brasil e Bolívia. Para os empreendedores, naquela linha virtual que separa os dois países, cessariam os impactos como num passe de mágica! E os especialistas e as autoridades das diversas áreas do governo brasileiro insistiram em afirmar, comungando dessa teoria, que a Bolívia não sofreria nenhum impacto decorrente da suposta área alagada de Jirau. Graças à fronteira!

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