domingo, 7 de julho de 2019

DIÁLOGOS SOBRE O SÍNODO PARA A AMAZÔNIA.

 
"Com certeza, esse evento eclesial iluminará não apenas a igreja da Amazônia,
mas também toda a igreja universal" (Papa Francisco).
 
 
Imagem: CPT/RO 06-07-2019
O Sínodo para a Amazônia acontece em outubro de 2019, em Roma, com a participação de lideranças religiosas de todo o mundo e esse olhar voltado para a Amazônia. Esse Sínodo vem sendo preparado com escutatórias nos nove países que compõe a região Pan-Amazônica. 
Falaram sobre o tema no programa Diálogos da Rádio Caiari, a Irmã Ana Maria da Comissão Pastoral da Terra - RO e a Drª Marcia Oliveira, Assessora da REPAM, professora da universidade Federal de Roraima, e uma das especialistas que têm contribuído nos processos do Sínodo.

"Como é bom observarmos o dinamismo da nossa igreja... Uma igreja encarnada que realmente vai se aproximando dos mais pobres e necessitados... A expectativa com esse sínodo da Amazônia é uma igreja mais próxima do povo". Irmã Ana Maria.
A professora Márcia relata que
esse sínodo é bem diferente dos demais que vem ocorrendo na igreja. O grande diferencial é que esse sínodo é uma resposta do Papa Francisco a uma demanda da região.
 
Segue um pouco dos debates e das informações trazidas pela Dra Márcia durante o programa:

1. O Sínodo vem como uma resposta dos bispos da região para toda uma realidade conflituosa que vem se agravando.
2. O tema central é a ecologia integral (sem separar a natureza das pessoas e todas as criaturas que a compõe). Também ficou muito claro que a centralidade da discussão perpassaria, em especial, os povos indígenas, pela importância e pelos desafios por eles enfrentados, onde em 2018 o Papa Francisco se encontra em Porto Maldonado -Peru  com os povos indígenas. Mas também os camponeses, ribeirinhos e quilombolas, com sua experiência e troca de saberes a partir do bem-viver, ou da nossa construção de agroecologia.
3. Foram mais de 171 etnias indígenas que participando das escutas do Sínodo, buscaram refletir os desafios, dificuldades e possibilidades a partir da Amazônia e dos povos que a habitam e são seus defensores, diante do avanço de um modelo predatório de desenvolvimento.
4.Segundo os relatórios, foram mais de 800 modalidades de escuta, com 86 mil pessoas participando, que se deram em rodas de conversa, em seminários, assembleias, dentro das universidades, o que demonstra uma grande mobilização em toda a Pan-Amazonia.
5. As cidades, o urbano, também são tema do Sínodo, em algumas regiões são 80% da população concentrada nesse espaço. As políticas públicas e sociais não conseguiram acompanhar as dinâmicas demográficas da região, o que nos faz pensar o fenômeno da migração. A Amazônia é uma porta de entrada de fluxos migratórios na América Latina, com fluxos internos e externos. Cabe a igreja, criar modalidades de acompanhamento desses migrantes: acolher, integrar e compartilhar.



A Arquidiocese de Porto Velho realizou uma etapa de escuta em 2018. Esta semana, em conjunto com a CPT, convida: religiosos e religiosas, leigos e leigas, membros de comunidades eclesiais de base, pastorais sociais , movimentos sociais, pesquisadores, e todas e todos interessados, a participar de uma mesa de debates a ser realizada no dia 10 de julho de 2019, as 19:00h no salão da catedral (ao lado do cartório Godoy).
E no dia 18 de julho de 2019, teremos o seminário sobre a formação no contexto das lutas camponesas para a Amazônia, que é o momento de convergência do encerramento de um dos processos de formação das CPTs Noroeste (RO, RR, AC, AM, MT). Acontecerá no auditório da UNIR Centro, das 8:30 as 12:00 h.
Serão momentos valiosos para a reflexão e a construção desse processo sinodal, e dos processos de formação das pastorais sociais.
 
Estendemos a toda sociedade o convite emanado pela Irmã Ana Maria no programa diálogos, da rádio Caiari.

 (vídeo: CPT/RO 06-07-2019)

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