segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Apreendido trator de esteira no PA Flor do Amazonas, Candeias do Jamari.


Piqui derrubado já estava produzindo frutos.


O operador de um trator esteira foi detido e a máquina apreendida dentro da Linha 01 do Sivam, na área do Assentamento Flor do Amazonas, em Candeias do Jamari RO quando estava trabalhando sem licença ambiental grilando uma área de pequenos posseiros que moram na região de terra pública.  
O trator apareceu o dia 25 enleirando madeira e arrancando todo tipo de árvores: tucumã, piqui, babaçu e vegetação em geral. A devastação era realizada dentro dos lotes de um grupo de pequenos agricultores, posseiros de mais de dez anos ainda sem assentar, na área dos Assentamentos do Flor do Amazonas.
Segundo moradores o IBAMA e a polícia ambiental chegaram no dia 30 e prenderam o trator esteira, porém não foi carregado por falta de caminhão, sendo retirado de noite do local poucos dias depois. O motorista foi conduzido para o Batalhão Ambiental de Candeias do Jamari.
Os fatos aconteceram no dia seguinte de dois pistoleiros terem ameaçado os moradores da área, o dia 24 de Janeiro. Dois pistoleiros falaram para posseiros do lugar para “não descer para baixo” que se alguém aparecer “Iam cortar na bala e matar tudo, que podia ser a mãe deles, que iam cortar na bala”. Um boletim de ocorrência por ameaças foi registrado na delegacia de Candeias do Jamari e os fatos foram comunicados na Delegacia Agrária. Um dos guaxebas era o mesmo operador que foi preso realizando o trabalho ilegal.
No dia seguinte das ameaças o trator de esteira esteve mexendo dentro da terra dos posseiros, no outro lado do Rio Preto, desmatando e abrindo corredores de mais 2.500 m. por mais de seis dias, até a chegada do Batalhão Ambiental.
Área onde foi removida a vegetação e derrubadas as árvores.
O lugar é palco faz anos de um conflito de terra atingindo diversos posseiros, que ocupam a área desde 2008/2009. O local é uma área pública destinada a assentamentos de reforma agrária, onde há algumas fazendas de grileiros em litígio com o INCRA, que tentam ampliar suas áreas de ocupação ilegal às custas dos pequenos posseiros que já deveriam ter sido assentados. Um dos processos corre na justiça federal faz mais de dez anos sobre a Fazenda Ipê, que já trocou várias vezes de mãos. No local grilado já foi denunciada extração ilegal de madeira, com derrubadas e queimadas clandestinas.  O INCRA alega não poder assentar os posseiros enquanto a área estiver em litígio judicial e os grileiros aproveitam para ampliar suas ocupações pela violência.

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