quinta-feira, 8 de junho de 2017

Juventude Camponesa Da Via Campesina Em RO












Brasil: Juventude Camponesa Da Via Campesina em  RO   realizou o  III Acampamento


Com muita música, mística e animação a Juventude da Via Campesina em Rondônia inicia na tarde desta sexta-feira, 2 de junho, o seu III Acampamento na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de RO (SINTERO), na cidade de Ouro Preto do Oeste-RO.
São mais de 150 jovens camponeses, sem-terras, indígenas e atingidos por barragens vindos de todas as regiões de Rondônia e representações de Mato Grosso, Pará e Santa Catarina, que nos próximos quatro dias irão debater os impactos do agronegócio na juventude e no meio ambiente, as reformas da previdência e trabalhista, e, a luta pelas Diretas Já.
A mesa de abertura foi composta pela juventude que teve por tarefa apresentar suas organizações e lutas. Florenildo Macedo da Mata, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), destacou a forma de ensino. “A escola que temos hoje, não deixa as crianças e os jovens abrirem suas mentes é um quadrado que não deixa sonhar com dias melhores, mas aqui é nosso espaço e esse acampamento será uma grande escola, que possamos sair com a mente mais aberta do que já temos”.

O Acampamento reúne mais de 150 jovens. Foto: MAB
A jovem camponesa do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Edilaine Santos Barros, destacou a origem do Movimento e em qual conjuntura o país vivia, bem como, suas lutas travadas quanto Movimento Nacional deste então, destacando a participação da juventude na sua construção. “Como um novo marco histórico na caminha do MPA, estão a Aliança Camponesa e Operária por meio do Alimento Saudável e o Mutirão da Esperança Camponesa. Estamos na luta desde sempre e para sempre vamos continuar”, afirma a jovem camponesa.
Francisco Kelvim Nobre da Silva, jovem atingido por barragem do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), afirma: “o MAB nasce a partir das contradições do Modelo Energético. E esse momento é muito delicado, entretanto como dizia Mao Tsé Tung, “quando tudo sob o céu está mergulhado no caos; a situação é excelente’, “a juventude tem papel central nas lutas contra os golpes, não podemos deixar que esse governo, que deu o golpe, que é financiado pelo imperialismo e pelo agronegócio siga no governo, ou escolha outro para tal, por isso Diretas Já”.
Por sua vez, Virginia Miranda de Souza, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), enfatiza o momento histórico do surgimento da organização. “O CIMI nasce ainda no período da Ditadura Militar quando vários povos indígenas foram dizimados, não apenas quanto sujeitos, mas como entidade também”.
A representante do CIMI também fala da demarcação de terras, das lutas dos povos indígenas que em muito se assemelha com a dos camponeses. “A luta é igual dos indígenas e camponeses. É muito importante que a juventude do campo e indígena se unam”. Destacando ainda o desmonte da Educação Camponesa e Indígena e a implantação do EMITEC (Programa de Ensino Médio com Intermediação Tecnológica) no Estado de RO. “Quando falamos da luta pela terra, os primeiros a lutar pela terras foram os indígenas e a prova disse é que estão ai, mais de 500 anos de resistência, mesmo depois de anos de massacres, seguimos. Para termos uma ideia, em Rondônia há 60 povos indígenas e apenas 20 deles tem áreas demarcadas. Hoje são mais de 100 PECs e PLs para retirar os direitos dos povos indígenas, são muitas mesmo”, afirma Virginia.

O Acampamento reúne mais de 150 jovens. Foto: MAB
A jovem camponesa do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Edilaine Santos Barros, destacou a origem do Movimento e em qual conjuntura o país vivia, bem como, suas lutas travadas quanto Movimento Nacional deste então, destacando a participação da juventude na sua construção. “Como um novo marco histórico na caminha do MPA, estão a Aliança Camponesa e Operária por meio do Alimento Saudável e o Mutirão da Esperança Camponesa. Estamos na luta desde sempre e para sempre vamos continuar”, afirma a jovem camponesa.
Francisco Kelvim Nobre da Silva, jovem atingido por barragem do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), afirma: “o MAB nasce a partir das contradições do Modelo Energético. E esse momento é muito delicado, entretanto como dizia Mao Tsé Tung, “quando tudo sob o céu está mergulhado no caos; a situação é excelente’, “a juventude tem papel central nas lutas contra os golpes, não podemos deixar que esse governo, que deu o golpe, que é financiado pelo imperialismo e pelo agronegócio siga no governo, ou escolha outro para tal, por isso Diretas Já”.
Por sua vez, Virginia Miranda de Souza, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), enfatiza o momento histórico do surgimento da organização. “O CIMI nasce ainda no período da Ditadura Militar quando vários povos indígenas foram dizimados, não apenas quanto sujeitos, mas como entidade também”.
A representante do CIMI também fala da demarcação de terras, das lutas dos povos indígenas que em muito se assemelha com a dos camponeses. “A luta é igual dos indígenas e camponeses. É muito importante que a juventude do campo e indígena se unam”. Destacando ainda o desmonte da Educação Camponesa e Indígena e a implantação do EMITEC (Programa de Ensino Médio com Intermediação Tecnológica) no Estado de RO. “Quando falamos da luta pela terra, os primeiros a lutar pela terras foram os indígenas e a prova disse é que estão ai, mais de 500 anos de resistência, mesmo depois de anos de massacres, seguimos. Para termos uma ideia, em Rondônia há 60 povos indígenas e apenas 20 deles tem áreas demarcadas. Hoje são mais de 100 PECs e PLs para retirar os direitos dos povos indígenas, são muitas mesmo”, afirma Virginia.


Nesta edição a juventude irá debater os impactos do agronegócio na sua vida e e no meio ambiente. Foto: MAB
Beatriz Santos Buffon, jovem do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), aponta: “o MST se constitui como Movimento Nacional em 1984, com o objetivo de organizar os trabalhadores sem-terra para lutar pela Reforma Agrária”. Beatriz fala ainda sobre a necessidade de produzir alimentos saudáveis com preço justo para os trabalhadores da cidade, apontando as Feiras como forma de venda direta. “A Reforma Agrária não está na pauta desse Estado burguês, então a gente precisa construir uma Reforma Agrária Popular e ela só e sustentada por quem faz”, afirma a jovem militante do MST.
Representando a Via Campesina, Carlos Frederico Santana (Fredi) destaca o surgimento da Via em 1993 como uma demanda das organizações do campo em todo mundo. “A Via campesina nasce com o objetivo de unificar a luta internacional contra o Imperialismo que se apresenta nas mais diversas facetas e frentes em cada país. No Brasil, 15 organizações do campo em todos os Estados fazem parte da Via Campesina, a nível internacional está presente em 88 países, divididos em 10 grandes regiões, em 4 Continentes e contempla 183 organizações”. Fredi destaca ainda o papel e a articulação da Juventude da Via Campesina em RO da qual este III Acampamento é um dos frutos.
O acampamento é organizado pelos movimentos que compõe a Via Campesina no Estado, entre eles CIMI, MAB, MST, MPA e CPT. A programação do III Acampamento da Juventude contempla ainda mesas de debates, rodas de conversas, oficinas, integração e espaços culturais, como parte da Jornada Nacional “Juventude em Luta Permanente: o Agronegócio Destrói o Meio Ambiente”, que está sendo realizada de 1º a 5 de junho deste ano, 2017, dia nacional do Meio Ambiente.


Por Adilvane Spezia – Comunicação do III Acampamento da Via Campesina-RO
Revisão: Francisco Kelvim – Comunicação do III Acampamento da Via Campesina-RO

















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