terça-feira, 25 de abril de 2017

O Jogo da Baleia Azul e Suicídio

                                                        O Jogo da Baleia Azul e Suicídio

“O avanço da tecnologia possibilitou um acesso ilimitado às redes sociais de tal forma que essa realidade reinventa a vida cotidiana. Há muitas opções e não poucas armadilhas nessa ambiência. É o caso do desafio Baleia Azul, jogo que atrai jovens e adolescentes de todo o mundo dispostos a realizar tarefas arriscadas que culminam em tirar a própria vida. Não basta se escandalizar com o terrível jogo mortal Baleia Azul, é preciso avaliar o tipo de vida que estamos levando e obrigando as futuras gerações a viverem. Sem perspectiva de futuro e esquecendo o passado, muito se tem insistindo em viver somente o presente. O importante é se sentir bem. Será? O suicídio, como no jogo Baleia Azul, pode acontecer até mesmo sem desejo de morrer, como um ato de violência não planejado”, escreveu Dom Leomar Brustolin, Bispo auxiliar de Porto Alegre.

Baleia Azul é só o gatilho. Segundo relatos, a ideia do jogo, que tem os adolescentes como alvo principal, é lançar 50 desafios aos participantes via mensagens de WhatsApp - muitos deles requereriam automutilação e incentivariam os jovens a se colocar em situação de perigo. O último seria tirar a própria vida.

Estados Unidos e o Aumento de Suicídios
Um número cada vez maior de americanos sofrem de transtornos psicológicos graves, segundo um estudo publicado no dia 17/04/2017, que também revela a incapacidade do país de enfrentar a crescente demanda de cuidados de saúde mental.
 “Estimamos que milhões de americanos tenham níveis de angústia emocional que reduzem sua qualidade de vida e encurtam sua expectativa de vida”, resume à autora principal do estudo, Judith Weissman, pesquisadora do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York.
“Nosso estudo também pode ajudar a explicar porque a taxa de suicídios está em aumento, chegando a 43.000” casos por ano acrescentaram.
Os Estados Unidos, o país da Coca-Cola, do hambúrguer,  de Hollywood,
dos vícios das drogas, dos atentados e de suicidas, do sonho americano que com sua cultura tem influenciado e contaminado o mundo inteiro.



Brasil: O Mau Exemplo Para os Jovens

O Brasil, a maior economia da América Latina, parece ter deixado para trás dois anos de recessão para iniciar timidamente uma recuperação, embora a luta contra a corrupção seja de “importância fundamental”, considerou nesta quinta-feira a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.
Ela acrescentou que “a tentativa de chegar ao fundo de uma lista de casos de corrupção é de fundamental importância para libertar o potencial da economia brasileira”.
No entanto, apesar das expectativas do FMI sobre o desempenho econômico do Brasil este ano, o país ainda segue imerso em uma atmosfera de turbulência e incerteza política.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de investigações contra oito ministros, 29 senadores e 40 deputados por suspeita de ligações com o caso de corrupção por desvio de fundos através da Petrobras a partidos políticos.
O mau exemplo das autoridades, o desgoverno e o efeito da desigualdade social provoca na juventude um desencanto catastrófico.

Dados divulgados pela BBC Brasil indicam que, entre 1980 e 2014, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2% no Brasil. Estes dados são preocupantes e merecem um olhar atento de todos nós. A depressão está aumentando em toda a população, inclusive entre os mais jovens. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país campeão mundial do transtorno de ansiedade e somos o quinto em número de pessoas com depressão; o que significa aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros. O Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos nesse contexto de ansiedade e depressão.


Aqui no Brasil, estima-se que o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens, logo atrás de acidentes e homicídios. 26 brasileiros se matam por dia.

Conclusão
Vivemos uma era tremendamente conflituosa! As incompatibilidades são colossais e as resoluções são frágeis. Não existe resposta e nem soluções rápidas, curativas e libertadoras em curtíssimo prazo. Não se resolve a questão sem conhecer profundamente seus fundamentos e o esquema montado por mentes intelectuais e doentias. A velocidade da Internet, relacionamentos que realizam carências emergenciais, tem a mesma velocidade do relâmpago que segue conectado ao suicídio e outros danos para vida.

Podemos pontuar: individualismo, materialismo, consumismo, carência afetiva, exclusão familiar, vícios, abusos, depressão, desigualdade social, narcisismo, hedonismo e ausência da ortodoxia espiritual. No entanto, a rede da desconstrução da qualidade de vida é muito maior e muito bem planejada na modalidade da engenharia silenciosa, subliminar, inconsciente, lúdica com emoções a flor da pele e no sabor da onda das redes sociais e de encantos devastadores. Novidades, desejos sem limites, amizades virtuais, parcialidade no saber, interagir no raso, o  que é superficial pode ter um fim infernal.

Hoje mais do que nunca, abissalidade do conhecimento é uma questão radical de cura, libertação e salvação. Saber viver faz a arte da vida com sabedoria e felicidade. Investir com essa poderosa ferramenta em prol dos jovens em: curto, médio e longo prazo. Pode chamar de departamento, centro, secretaria, núcleo, comissão, não importa o nome, o que importa é o serviço com sapiencialidade e com pessoas capacitadas para que o resultado aconteça.

Dr. A. Inácio José do Vale
Psicanalista Clínico
Professor e Conferencista
Membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise Contemporânea- SOBRAPSICO/RJ. E da Associação Nacional de Psicanálise-ANPC/DF.



Fontes:

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