quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Acampamento Nilce de Souza Magalhães: A Esperança não morrerá!



“...Podem nos tirar tudo, menos a via da esperança.
Dom Pedro Casaldáliga – Romaria dos Mártires 2011 
Em meios aos olhares de angústia, indignação, insegurança e medo está acesa, a luz da esperança que não se apaga.
Vivemos tempos muitos difíceis, porém temos o dever cristão de manter acesa essa chama da Esperança. Como já dizia Dom Pedro Casaldáliga, durante a Romaria dos Mártires da caminhada, em 2011, em sua mensagem aos romeiros e romeiras, nós somos o povo da esperança!
 “E ainda uma palavra: há muita amargura, há muita decepção, há muito cansaço…
 Isso é heresia! Isso é pecado! Nós somos o povo da esperança, o povo da Páscoa.
O outro mundo possível somos nós! A outra Igreja possível somos nós!
Devemos fazer questão de vivermos todos cutucando, agitando, comprometendo.
 Como se cada um de nós fosse uma célula-mãe espalhando vida, provocando vida.
E como dizia o Papa Francisco em sua carta durante o segundo encontro dos movimentos sociais na Bolívia em julho de 2015: “...A Globalização da Esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença...”.
As tensões de ameaças e de violência tem sido constantes para aqueles e aquelas que lutam por um pedaço de terra no chão de Rondônia. Por coincidência ou não, estavam marcadas duas audiências decisivas para o ultimo dia 07 de dezembro, envolvendo o Movimento dos Atingidos por Barragens/MAB: uma audiência do júri do Assassinato da Nilce de Sousa (Nicinha) e outra, a audiência de conciliação de Ação de Reintegração de posse do Acampamento do MAB que leva o nome da Nicinha.
Enquanto familiares da Nilce, amigos e militantes do MAB e outros parceiros, aguardavam na frente do Fórum , dezenas de pessoas do acampamento aguardavam na 9ª Vara Cível, pela decisão da audiência de conciliação. Decisão essa, nada favorável para as famílias, que veem na decisão do Juiz, a quebra de um sonho que é de ter a conquista da terra prometida.
Calma! Não podemos perder a esperança, dizia uma de suas lideranças, vamos para o INCRA – Instituto Nacional de colonização e Reforma Agrária, e de lá não sairemos enquanto não obtermos um compromisso para conosco. No INCRA, depois de muita conversa, conseguiram uma Ordem de Serviço, para realizar uma vistoria na área para fins de desapropriação, num prazo de 60 dias. Basta saber se o Instituto irá cumprir com esse compromisso.
… Podem nos tirar tudo, menos a via da esperança. Vamos repetir: Podem nos tirar tudo, menos a via da esperança! Dom Pedro Casaldáliga – Romaria dos Mártires 2011

Conclamamos a todos e todas promotores e promotoras da Esperança, para se unir numa só voz e fazer ecoar o grito da verdadeira e única JUSTIÇA, que tarda mais não falha.

CPT - RO

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