sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Incra acirra greve em RO diante de proposta do governo

Na manhã da Quarta-Feira, 12/08, os Servidores do Incra (SR-17/Rondônia), em greve desde 27/07, decidiram por rejeitar integralmente a proposta indecorosa do Governo colocada na reunião de ontem, reajuste de 21,3% em quatro anos sem reestruturação da carreira. Na ocasião também foi deliberado que o movimento será mantido e intensificado até o dia 21/08. 


No mesmo evento foi realizado o enterro simbólico do INCRA, MDA, Terra Legal, Dilma e Reforma Agrária.  Diversas superintendências do país já aderiram à greve.
Abaixo a Carta distribuída à população para esclarecer os motivos do movimento:


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CARTA À POPULAÇÃO DE RONDÔNIA

Esclarecimentos à população de Rondônia, especialmente aos habitantes das áreas rurais e assentamentos da reforma agrária, sobre as razões pelas quais os servidores do Incra encontram-se em greve desde o dia 27/07/2015 e suas principais reivindicações:
1 - Reposição do orçamento do Incra
Contra o corte de R$ 1,9 bilhão no orçamento do Ministério ao qual o Incra é vinculado (MDA) o que implica em menos efetividade das ações do Incra em todas as áreas e menor presença dos técnicos da autarquia em campo.
Com a restrição orçamentária o Incra fica impedido, por exemplo, de contratar novas obras de infraestrutura, como estradas, essenciais para o bem-estar da população rural e o escoamento da produção.
2 - Valorização da carreira
No período de 2004 a 2014, ingressaram no Incra 2.609 servidores e saíram 2.526 em razão de pedidos desligamento da instituição e aposentadorias. Esse cenário é resultado da desvalorização da carreira e do desmonte do Incra.
O Incra tem uma enorme demanda reprimida em zona rural a ser atendida, em especial na Amazônia. É a região onde a reforma agrária está em estágio mais atrasado. Na atual situação, há assentamentos onde o Incra se faz ausente por meses ou anos. O que significa a ausência do próprio Estado.
Reivindicamos que a carreira seja reestruturada com equiparação salarial aos órgãos assemelhados, um amplo concurso público não apenas para repor as perdas no quadro de pessoal mas ampliá-lo, com ênfase na Amazônia, e incentivo à permanência dos candidatos aprovados.
Atualmente, há cerca de 38.829 mil famílias na relação assentados pelo Incra em Rondônia. Em contrapartida, há apenas 274 servidores, incluindo Capital e interior, sendo que está prevista uma redução do quadro funcional de 75% nos próximos cinco anos, somente em razão das aposentadorias.
A ausência do Incra em campo reflete-se diretamente no aumento da violência no campo e nas cidades (devido ao êxodo rural), do desmatamento ilegal nos assentamentos, na grilagem de terras, insegurança alimentar das famílias assentadas e diminuição da produção agrícola.

3- Os servidores reivindicam e a Amazônia necessita de um INCRA FORTE JÁ!, de forma a:
- Diminuir a miséria no campo;
- Garantir as condições de produção, alimentação e comercialização das famílias assentadas. Mais alimentos na mesa da população;
- Contribuir com preservação ambiental;
- Garantir o ordenamento fundiário, de modo que proporcione acesso à terra a quem necessita e encerre especulações e conflitos que já resultaram em assassinatos de muitos trabalhadores rurais.

fonte: CNASI: Confederação Nacional dos Servidores do Incra

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