quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Conflito agrário recomeçou em Espigão do Oeste, RO


Comunicado emitido pela Liga dos Camponeses Pobres pede apoio urgente para as quarenta famílias do Acampamento Rancho Alegre 2, ameaçado oficialmente de despejo judicial depois que um oficial de justiça entregar ontem uma ordem de reintegração de posse emitida pela justiça estadual.
Segundo a informação, foi dado apenas 24 horas de prazo para que as famílias saiam pacificamente, mas "Os camponeses, cansados de esperar pela reforma agrária falida do governo Dilma/Lula/PT, estão dispostos a resistir".
Segundo esta fonte a ocupação foi realizada o dia 12 de agosto, com cerca de 40 famílias remanescentes do Acampamento Rancho Alegre, no lote 88, de mais de 2.068 hectares (mais de 860 alqueires), localizado na linha 45, setor 3, Gleba Corumbiara, em Pimenta Bueno. "Quem se diz o dono é Genival Azevedo Cavalcante". 
O Incra teria verificado e confirmado que a citada área é irregular, e já foi ocupada e despejada outras duas vezes, em 2002 e 2004 (autos 0042416-02.2002.822.0009 e 0029949-65.2004.822.0009). Nestas ocasiões, os camponeses construíram casas, formaram pasto e plantações, tudo destruído nos despejos, exceto o pasto, utilizado pelo fazendeiro. Em 2006 as famílias processaram Genival Cavalcante, exigindo indenização por suas benfeitorias (0082900-20.2006.822.0009).
Ainda, segundo ocorrência policial nº 1803-2015, registrada na 1ª Delegacia de Polícia Civil, de Espigão D'Oeste, no último dia 14 de agosto uma acampada teria sido ameaçada por Genival, acompanhado de dois pistoleiros armados.
A informação, assinada pela LCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidentalda - conclui "A luta camponesa é a mais urgente e importante do país. Todos os camponeses, operários, professores e demais trabalhadores, estudantes, pequenos e médios comerciantes e todos democratas devem apoiar ativamente lutam por este direito sagrado denunciar a violência do latifúndio, seus grupos de pistoleiros e seus agentes do velho Estado. Os camponeses querem terra, não repressão! Lutar pela terra não é crime! Terra para quem nela vive e trabalha!"

Fonte: LCP

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