sábado, 17 de janeiro de 2015

Prefeitura toma a sério nova enchente

Clipping de informações sobre nova enchente no Rio Madeira. Parece que a possibilidade de uma nova enchente está sendo tomada muito a sério por autoridades de Porto Velho. Na passada quinta feira 15/01/15 representantes da sociedade civil e órgãos municipais e estaduais de ação social, planejamento, e segurança se reuniram na Federação do Comércio de Rondônia (Fecomércio), onde discutiram estratégias de prevenção para o caso de uma nova enchente em Porto Velho.
A Polícia Rodoviária Federal diz que falat 1,20 m. para as águas alcançar de novo a BR 364. A situação de alerta disparou o alarme em Guajará Mirim e Nova Mamoré. Como sempre, as informações dobre as enchentes evitam cuidadosamente relacionar a mesma com as usinas de Jirau e 
Santo Antônio, que tiveram a cota de reservatório aumentada.

Falta 1,20 metro para Rio Madeira atingir BR-364 em Rondônia, diz PRF
Em 2014, trecho da estrada ficou totalmente alagado e deixou Acre isolado. Régua foi instalada em 6 de janeiro para monitorar subida das águas do rio. Ísis Capistrano e Ana Fabre Do G1 RO

Régua da PRF foi instalada para monitorar subida das águas do Rio Madeira próximo à BR 364 (Foto: PRF/Divulgação)
Falta apenas 1,20 metro para o Rio Madeira chegar à BR-364, em Rondônia, segundo régua instalada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A medição foi registrada na sexta-feira (16). Desde o último dia 6 de janeiro, a PRF está monitorando o nível das águas no quilômetro 471 da estrada, trecho que ficou completamente alagado em março 2014, quando aconteceu o pico da cheia histórica do rio, deixando alguns distritos do estado e o Acre totalmente isolados por via terrestre. Outros cinco pontos da rodovia também ficaram submersos durante a enchente.
Imagem aérea da BR-364, sentido Acre, quando
estrada ficou alagada (Foto: Sérgio Vale/Secom Acre)
Entre 6 e 9 de janeiro, a água estava distante 1,10 metro da via; já no dia 12, o rio estava a 1,30 metro de distância; e nessa sexta, marca registrada foi de 1,20 metro. "Desde a instalação da régua, o nível está variando entre 1,10 metro e 1,30 metro. Por enquanto, a situação está sob controle", explica o inspetor da Polícia Rodoviária Federal João Bosco Ribeiro. De acordo com a PRF, a partir da marcação de 0,50 metro, a situação será considerada crítica e a corporação trabalhará em estado de alerta.

Prefeitura toma a sério nova enchente
A informação é de rondoniagora, segundo a qual a Coordenadoria Municipal da Defesa Civil está monitorando as áreas de risco e ao primeiro sinal de cheia e precipitação, a ação prevista é a de evacuação, delimitação e isolamento da área. Sob o comando do prefeito Mauro Nazif, a reunião serviu para esclarecimento das medidas tomadas com relação aos prejuízos causados pela enchente de 2014.
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Jorge Elarrat, para as famílias dos distritos atingidos, como é o caso de São Carlos e Cujubim, o Município fará a deslocamento das comunidades para áreas próximas que estão sendo adquiridas, onde estão sendo realizados estudos de Georeferenciamento para a ocupação posterior.
Todas as possibilidades, já experimentadas na última cheia, estão sendo consideradas pelos órgãos competentes, já prevendo ações de segurança e defesa social. Foram também convidados para a reunião representantes da Procuradoria Geral do Município, Ministérios Públicos Federal e Estadual, Defensoria Pública Estadual, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO), Casa Civil, Exército e Aeronáutica.

Rondônia terá cheia em 2015, mas em menor proporção, diz SipamJá de novo segundo o G1 uma nova cheia deve atingir Rondônia em 2015, mas o nível do Rio Madeira não chegará à marca histórica registrada no ano passado, quando cerca de 100 mil pessoas foram afetadas no estado. A previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) para este período chuvoso é de que o volume de chuvas não deve desencadear uma cheia nas mesmas proporções da ocorrida em 2014, em Porto Velho. Mesmo assim, a Defesa Civil garante que trabalhará com a situação de calamidade para evitar maiores danos e garantir a segurança das famílias em áreas de risco de alagamento.
Segundo a análise de dados hidrológicos e meteorológicos do Sipam, o comportamento do rio não tem a mesma conformação do ano passado e os níveis seguem com variação abaixo da média. O ano hidrológico do Rio Madeira começou a ser observado a partir de outubro, período em que as chuvas começaram em 2013 e desencadearam na cheia histórica do ano passado. Com o volume de água registrado desde outubro, o nível do rio na região de Porto Velho, permanece abaixo da média registrada em 2014.
Cheia histórica do Rio Madeira em 2014, em Porto
Velho (Foto: Decom/divulgação)

Conforme o Sipam, o nível do rio se baseia nas chuvas ocorridas nas bacias hidrográficas dos rios Beni, Mamoré e Guaporé. Quando é registrada chuva no Beni, a Defesa Civil tem cerca de 4 a 5 dias para se preparar e agir nas áreas de risco. Já as chuvas no Mamoré e Guaporé têm o intervalo de 15 a 20 dias para chegar a Porto Velho. No último dia 3 de janeiro, a maior incidência de chuva aconteceu na bacia do Rio Mamoré, com 4,5 milímetros, que deve espalhar e chegar ao Rio Madeira em até 15 dias.
Os rios Guaporé e Mamoré são de planície e o volume de água se espalha em baixa velocidade, já o Beni desce a cordilheira dos Andes em maior velocidade e chega mais rápido ao Madeira. O esperado é que o volume do Rio Madeira não aumente em grande proporção, pois a maior incidência de chuvas deve ocorrer nas bacias do Mamoré e Guaporé, mas em menor quantidade, voltando para a normalidade.
O chefe da divisão de proteção ambiental Astréa Jordão acredita que as chuvas ocorridas nas bacias devem afetar os distritos e cidades abaixo da capital, nas regiões do Baixo e Médio Madeira, onde devem receber o volume de água maior. "O Sipam sempre discute a questão com o que está sendo medido na estação da CPRM [Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais], e é visto qual o prognóstico imediato, para os dias atuais. O rio está cheio, mas dentro da normalidade da cheia", diz Jordão, explicando que as chuvas devem ocorrer acima da média no período entre fevereiro e abril, mas para Porto Velho não significa a ocorrência de uma enchente.

Situação de distritos atingidos
A Defesa Civil informou, na última quinta-feira (9), que foi registrado o nível de 13,56 metros no Rio Madeira, cerca de um metro abaixo do registrado no mesmo dia no ano passado. O secretário adjunto da Secretaria de Programas Especiais e Defesa Civil, José Pimentel, afirmou que o nível do rio está oscilando na região central de Porto Velho, mas a preocupação no momento é com as áreas do Baixo Madeira.
Em Abunã, o nível chegou a 19,76 metros, um metro acima do mesmo período em 2014. "O transbordamento de Abunã se dará antes do que aconteceu no ano passado, devido ao assoreamento do rio, ano passado não estava assim, agora com a camada de sedimentos no fundo, fica mais raso e aumenta a cota", explica Pimentel.
No sábado (10), uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e a Defesa Civil estiveram no distrito e realizaram o cadastro prévio das famílias e o reconhecimento das áreas onde elas serão alocadas. Segundo Pimentel, dois terrenos foram destinados para a construção de residências e aguardam o trabalho de desmembramento para lotes.
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O adjunto reafirmou ainda que para São Carlos, as áreas compradas pelo Governo do Estado de Rondônia e Prefeitura, para a construção da Nova São Carlos, devem ser liberadas após a tipografia e utilizadas em situações de emergência, caso ocorra a cheia na região. "Se houver a necessidade, com o aumento do nível do rio de forma gradual, as famílias já devem ser abrigadas nessas áreas, se necessário, em barracas. Queremos saber que área destina-se a tal vila ou distrito, para evitar que todos venham para Porto Velho ou fiquem pendurados em barrancos em processo de desbarrancamento. São áreas firmes que já serão destinadas a essas famílias", garante.

Prevenção
A secretaria deve se reunir com os órgãos técnicos para trabalhar com o pior cenário, com precaução, trabalhando com os dados hidrológicos, como se a cidade estivesse em uma situação de calamidade, de forma a impedir que ocorram vítimas fatais. Dentre os órgãos estão, a Câmara dos Vereadores, Procuradoria Geral do Município, Controladoria Geral do Município, secretarias do Meio Ambiente, Saúde, Assistência Social, Corpo de Bombeiros, Segurança Pública do Estado, Educação, Obras, Agricultura, Exército, ministérios públicos do Estado e Federal, além de associações bairro e arquidiocese.
"Nós temos feito contato com a Bolívia, através da Marinha, eles nos informam através das plataformas de coletas de dados, qual a previsão de chuvas e nível do rio, e recebemos a informação de que neste mês de janeiro acontece uma estabilidade, mas pelo assoreamento, teremos a cheia, mas não podemos afirmar qual a proporção", declara Pimentel.

Alarme em Guajará Mirim e Nova Mamoré.
A possibilidade de uma nova cheia atingir Rondônia este ano tem sido recebida com preocupação em Guajará e Nova Mamoré. Em meios sociais é divulgada situação de alarme: "Portanto caros amigos de Guajará-Mirim , Nova Mamoré e região, reserve seus mantimentos, prepare seu estoque de água mineral e gás de cozinha porque as previsões não são das melhores".

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