quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Assassinam mais uma liderança camponesa perto de Buritis, Rondônia.


Atualizado 29/01/2015.
Em novo episódio de espiral de violência agrária em aumento na região de Buritis e Vale do Jamarí, em Rondônia, o camponês José Antônio Dória dos Santos, conhecido como Zé Minhenga, de 49 anos, foi morto a tiros durante a noite da terça-feira (27.01.2015).
A informação partiu de site da região de Ariquemes. Segundo o mesmo, o crime ocorreu quando a vítima chegava em sua residência, localizada no distrito de Rio Branco, na divisa entre os municípios de Buritis e Campo Novo de Rondônia. "A vítima levou três tiros na cabeça e um na região das costelas, o autor dos disparos não foi identificado. De acordo com a polícia, Zé Minhenga tinha antecedente criminal, era monitorado por tornozeleira eletrônica".
Segundo outras informações recolhidas pela CPT RO, José Antônio Dória dos Santos era camponês e fazia mais de ano que tinha desistido da ocupação de terra no Acampamento 10 de Maio, na Fazenda Formosa em Alto Paraíso. Segundo estas informações, não pertencia a Liga dos Camponeses - LCP. O crime poderia ser uma retaliação ao fato do Acampamento 10 de Maio ter reocupado novamente a Fazenda Formosa e as denúncias de PMs de Buritis realizando segurança particular na fazenda. 
Entre outras acusações, o grupo sem terra foi acusado de destruir a sede da Fazenda Formosa e de um funcionário da fazenda ter resultado morto. Um forte contingente policial formado por Polícia Civil, Militar e Força Nacional se deslocou ao local em 20 de Novembro.

A área de terra reivindicada pelo acampamento sem terra corresponde a uma terra que já tinha sido desapropriada pelo INCRA para fins de reforma agrária. Os camponeses do Acampamento 10 de Maio em janeiro pediram da Ouvidoria Agrária Nacional proteção para as famílias acampadas e a retirada de policiais militares que fazem segurança particular na Fazenda de Formosa, na Linha C-54, município de Alto Paraíso, Rondônia. Pois segundo os mesmos, continuava a presença de policiais militares fazendo segurança particular na fazenda em 2015, além de patrulhamentos oficiais intimidatórios.
O assunto foi denunciado em reunião da Ouvidoria Agrária Nacional realizada o dia 17 de dezembro de 2014 na sede do INCRA em Porto Velho, na qual foi debatido o conflito agrário com presença do advogado da fazenda e representantes dos acampados. Um dos camponeses presentes na reunião da Ouvidoria teria sido vítima de intento de assassinato depois da reunião por causa da denúncia.

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