quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Obras de Santo Antônio serão paralisadas

Após o desastre das enchentes, usina não para de sujar o nome do santo. Diante das dificuldades com dívidas, trabalhos de construção na usina de Santo Antônio podem ser paralisados. Milhares de operários demitidos. Existe suspeita que a paralisação seja somente uma forma de pressionar o governo. 

Vertedouro da usina. Divulgação santo antonio energia

Quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Obras de Santo Antônio serão paralisadas
A informação foi passada pelo Consórcio Construtor da Usina de Santo Antônio. A interrupção dos trabalhos ainda não tem data definida para acontecer.
Segundo o Consórcio, no dia 23 de agosto a Santo Antônio Energia, operadora da usina, enviou correspondência informando que não possuía recursos para pagar os compromissos assumidos. Em função disso, o Consórcio iniciou um plano de desmobilização, com a consequente paralisação das atividades da obra e da fabricação dos equipamentos eletromecânicos, até que seja regularizada a situação. 
Nesta segunda-feira (1), 100 trabalhadores foram demitidos e a previsão era de que outras 100 pessoas seriam desligadas nesta terça-feira (2).
A Santo Antônio Energia informou que a falta de recursos para pagar os compromissos e medições está relacionada com a suspensão de liminares obtidas pela concessionária no Superior Tribunal de Justiça.
A Usina Hidrelétrica de Santo Antônio integra o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Segundo dados do Ministério do Planejamento, a obra recebeu R$ 9 bilhões, entre 2011 e 2014. Para depois de 2014, são previstos mais R$ 4 bilhões.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, atrasos no cronograma de obras da usina Santo Antônio podem ser punidos com advertência, multa ou recomendação pela caducidade da concessão.
Fonte: rondoniagora

Quarta-feira, 3 de setembro de 2014
STJ nega pedido e usina de Santo Antônio terá de pagar fatura de R$ 1 bilhão
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou pedido da Santo Antônio Energia, empresa responsável pela hidrelétrica do mesmo nome, em Rondônia, para adiar o pagamento de uma fatura de R$ 1 bilhão ao sistema elétrico que vence na próxima segunda-feira (8). A empresa alega que está pagando por itens que não deveriam ser cobrados. Mas a corte entendeu que não há motivo para que ela não cubra uma despesa que é causada pelo descumprimento de contratos assinados pela própria Santo Antonio Energia. 
Em entrevista na tarde desta quarta (3), o presidente da Santo Antonio Energia, Eduardo de Melo Pinto, informou que uma assembleia de acionistas está marcada para a esta sexta-feira (5) para decidir o que fazer em relação a esse pagamento e outros que a companhia também deixou de realizar, entre eles um ao consórcio de empreiteiras que estão finalizando a obra. 
Conforme a reportagem apurou, a solução para honrar a dívida com o mercado de curto prazo e o consórcio construtor pode ser um aporte de R$ 1,95 bilhão dos acionistas na usina hidrelétrica. A empresa também aguarda o julgamento de um pedido feito à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para que o pagamento seja adiado por até 60 dias enquanto se discute seus valores e se ele deve ou não ser realizado. 
Santo Antonio é uma usina no Rio Madeira, em Rondônia, que está em fase final de construção. A concessionária não está conseguindo entregar toda a energia que prometeu. Por causa disso, acaba tendo que comprar energia no mercado como forma de compensar este deficit na geração. Como o preço da energia está próximo ao teto nos últimos meses, o custo elevado está ameaçando parar o empreendimento. Na última semana, as empreiteiras informaram que vão começar a demitir empregados e 350 já perderam seus postos.

Fonte: FolhaPress


Terça-feira, 2 de setembro de 2014
Santo Antônio anuncia demissão de 2.000 trabalhadores.
Pelo menos 2 mil trabalhadores serão demitidos pelo consórcio construtor da usina hidrelétrica de Santo Antônio em Porto Velho. Na segunda-feira, 1, cem operários perderam o emprego e o plano é manter novas dispensas ao longo da semana. No dia 23 de agosto, a Santo Antônio Energia informou o consórcio, por meio de correspondência, que não possui recursos para pagar o custo das obras da usina. Não foi a primeira vez que a concessionária deixou de pagar suas despesas com a obra, problema que tem ocorrido com mais frequência neste ano. Por essa razão, as empresas que integram o consórcio decidiram paralisar as obras e iniciar um plano de desmobilização dos funcionários.
O consórcio tem como empreiteiras a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, além das empresas Alstom, Bardella, Voith Siemens, Andritz e Areva, que fornecem equipamentos para a usina.
Ao mesmo tempo, as duas empreiteiras são sócias da concessionária que vai explorar a usina pelos próximos 30 anos. Especula-se que a paralisação das obras seja uma forma de pressionar o governo uma solução para a usina.
A concessionária Santo Antônio Energia é uma sociedade formada por várias empresas, entre as quais a Odebrecht Energia (18,6%) e a SAAG Investimentos, cujo principal acionista é a Andrade Gutierrez (12,4%). Também integram o grupo Furnas (39%), fundo Caixa FIP Amazônia Energia (20%) e Cemig (10%).
Fonte: Rondoniagora/Diário de Pernambuco


Terça-Feira, 02 de Setembro de 2014
Aneel acredita que Santo Antônio apresentará garantias financeiras

A Agência Nacional de Energia Elétrica trabalha com a expectativa de que a Santo Antônio Energia faça o pagamento de suas obrigações na liquidação do mercado de curto prazo marcada para o próximo dia 8 de setembro. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse nesta terça-feira, 2, que ainda que, caso não tenha depositado a totalidade das garantias financeiras no prazo previsto, isso não inviabiliza o pagamento dos valores devidos pela concessionária.

"Eu tenho conhecimento que eles já fizeram uma chamada de capital para que os sócios aportem os recursos necessários", informou Rufino, ao término da reunião semanal da Aneel. O diretor-geral explicou que a concessionária tem a obrigação de entrar em operação no prazo contratual definido e de cumprir com as obrigações comerciais de entrega da energia negociada em leilão. A empresa vendeu energia elétrica no mercado livre e regulado e se não entregar o produto fica sujeita a penalidades que vão desde multa a desligamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e até mesmo a uma eventual perda da concessão.
"Não achamos que chegue a esse ponto. Não posso falar pelo governo, mas pela Aneel. Pela Aneel, temos a forte expectativa de que eles vão pagar as obrigações na liquidação que será na semana que vem. E é nisso que nós estamos trabalhando e cobrando deles uma ação efetiva". Perguntado sobre o anúncio da empresa de paralisação das obras da usina por divergências com o consórcio construtor, Rufino lembrou que a ação da Aneel em relação a isso se restringe ao relacionamento com o concessionário. Ele disse que a relação da Santo Antônio Energia com fornecedores de material e prestadores de serviço é problema dela e que não cabe à Aneel interferir nesta gestão.
"Se parar a obra, a concessionária vai responder por isso", completou Rufino, explicando que ninguém deseja ou espera que se chegue a esse ponto e que o principal interessado em que isso não aconteça é a própria concessionária. "Evidente que no estágio em que está a obra, em plena instalação das turbinas, já colocando em operação, interromper isso vai prejudicar o fluxo de caixa e a receita".
A empresa confirmou, em comunicado ao mercado, a desmobilização do consórcio construtor. E afirmou ainda que continua trabalhando para reverter o posicionamento da CCEE, afastando os ônus decorrentes da cobrança do fator de indisponibilidade e da não consideração do excludente de responsabilidade, de modo que possa direcionar os recursos para a continuação do investimentos. A Aneel vai analisar a situação da hidrelétrica em reunião extraordinária na próxima sexta-feira, 5 de setembro.
Fonte: Rondoniavivo / Sueli Montenegro, da Agência Canal Energia, de Brasília, Mercado Livre

Sexta-Feira, 29 de Agosto de 2014
Santo Antônio Energia reafirma que não há inadimplência com o mercado livre


"Diferentemente do que vem sendo divulgado, a Santo Antônio Energia vem cumprindo com todas as suas obrigações contratuais no mercado livre, inclusive aquelas relacionadas ao bloco de energia vendida em razão da antecipação do inicio de sua geração comercial, que ocorreu nove meses antes do cronograma original.
No total, a Companhia vendeu 603 Megawatts médios (ou 19.000 Gigawatts hora). Deste total, 290 Megawatts médios (ou 8.750 Gigawatts hora) foram efetivamente gerados pela hidrelétrica e entregues ao mercado. A diferença, 313 Megawatts médios (ou 10.250 Gigawatts hora), não gerada pela Companhia, foi adquirida no mercado pela concessionária e entregue aos seus clientes. 
Esta recomposição de lastro – ou seja, a diferença entre o que vendeu e o que gerou efetivamente, representou um aporte de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, aporte extraordinário feito pelos acionistas da concessionária. 
"O que está ocorrendo é uma grande confusão. Nossas liminares, que estão sob judice, não possuem qualquer relação com a energia da nossa antecipação, que terá sua entrega concluída no próximo mês de setembro. Não deixamos, e não deixaremos sequer de entregar um único Megawwat para os nossos clientes, cumprindo assim rigorosamente os nossos contratos no mercado livre", esclarece Eduardo de Melo Pinto, presidente da Santo Antônio Energia. 
Em relação à liminares ele esclarece que uma delas garante os efeitos da “excludente de responsabilidade”, prevista no contrato de concessão. Ou seja, o direito que a Companhia possui de se desonerar dos impactos das greves ilegais e violentas ocorridas no seu canteiro de obras. Esta liminar reconhece a postergação de 63,61 dias nos compromissos contratuais da concessionária, a exemplo do que ocorreu com a Usina Jirau, cuja liminar que protege a concessionária está mantida. 
A outra liminar refere-se ao Fator de Indisponibilidade (FID), que exige a disponibilidade das máquinas de determinada usina em um período de 60 meses. Para a Hidrelétrica Santo Antônio, este fator estabelece uma disponibilidade de 99,5%. Porém, a concessionária entende e defende que este fator somente pode ser aplicado quando a usina estiver com todas as suas turbinas em operação comercial (44 turbinas do projeto original + 6 turbinas da ampliação) e não durante o período de motorização que, por ter uma quantidade limitada de máquinas não tem flexibilidade para atingir índice. 
Esta lógica consta, inclusive, nos documentos que orientaram o leilão. Segundo cálculo da empresa, se o FID de 99,5% for aplicado integralmente durante o período de motorização, ou seja, cinco anos, apenas entre 2015 e 2021 a Santo Antônio Energia terá de arcar com um ônus de aproximadamente R$ 2,3 bilhões. “Este valor inviabiliza não apenas o nosso empreendimento, mas qualquer outro da mesma natureza”, ressalta Pinto. 
Para o executivo, mesmo que haja decisão dos acionistas em aportar o valor cobrado pela Câmara de Compensação de Energia Elétrica – CCEE, o problema permanece o mesmo nas próximas liquidações. Apenas uma decisão judicial ou administrativa da ANEEL pode resolver definitivamente esta questão, impactando positivamente os outros empreendimentos do setor elétrico que estão iniciando a geração ou em processo de licitação."

Fonte: Assessoria/Santo Antônio Energia/rondoniavivo

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