segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Garimpeiros denunciam interferências nas coopertaivas. de ouro do Madeira

O jornalista Chico Nery continua denunciando situação de ilegalidade nos garimpos de ouro do Rio Madeira em Humaitá-AM e Porto Velho-RO

FALSO TÉCNICO EM COOPERATIVISMO VOLTA SER DENUNCIADO NO AMAZONAS E RONDÔNIA
O ápice negativo das novas atuações desse elemento atingiu o limite máximo da tolerância humana quando, “foi constatado que se apresentava como Assessor Técnico e Professor da Cooperativa dos Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal, MINACOOP”, afirma Washington Charles Cordeiro Campos, 65 anos.

Humaitá, Sul do Amazonas – A atuação considerada ilegítima de João Batista Rocha, em associações de artesãos, sindicatos e cooperativas de garimpeiros começou a ser investigado na gestão do ex-deputado e ex-prefeito, Roberto Ruy Guerra de Souza, logo depois ser identificado como especialista em ações do terceiro setor nesta parte da Amazônia. (continua)

Natural de Ourinhos, São Paulo, João Rocha, segundo denúncias de artesãos e sindicalistas, “à época, se aliou a profissionais”. Ele obteve da prefeitura e entidades privadas apoio para capacitar trabalhadores na área de artesanato e assessoria de projetos assistidos pelo Governo do Amazonas e Federal.

Considerados lesados, conta parte do grupo de alunos e artesãos que acreditou no que dizia o “consultor técnico paulista”, que, “a prefeitura alugou um galpão, montou infraestrutura e as linhas de produção”, além de garantir o financeiro para os cursos no viés capacitação, comercialização e exposição dos trabalhos na Capital Manaus.

Enquanto os cursos eram dados no barracão fincado na parte central da Rodovia Transamazônica, Rocha reunia um acervo de artesanato, material e equipamentos produzidos pelos alunos “com grandes chances de serem expostos em feiras de Manaus”.

Depois de quase oito anos, João Batista Rocha, teria sido visto circulando pelos garimpos do Baixo Rio Madeira, já alinhado com garimpeiros ilegais denunciados em operações da Polícia Federal, fiscalização do Batalhão Ambiental e da Secretaria do Desenvolvimento Ambiental [SEDAM].

O ápice negativo das novas atuações desse elemento atingiu o limite máximo da tolerância humana quando, “foi constatado que se apresentava como Assessor Técnico e Professor da Cooperativa dos Garimpeiros, Mineração e Agroflorestal, MINACOOP”, afirma Washington Charles Cordeiro Campos, 65 anos.

SITUAÇÃO ATUAL – Depois de quase uma década atuando em cidades amazonenses e rondonienses na condição de suposto assessor técnico associativismo e cooperativismo, João Rocha, agora, pode ser levado aos tribunais para responder sobre suas supostas atuações ilegítimas a partir de Rondônia e Amazonas.

Os casos registrados, na triste e polêmica passagem dele por Humaitá, Lábrea e garimpos do Belmont, no Baixo Madeira, na vizinha Porto Velho, deve ser concluído neste final de semana quando, associações, cooperativas e sindicatos devem denunciá-lo à Justiça dos dois estados amazônicos e regiões só agora mapeadas por essas entidades.

A relação de Rocha com Waldiney, apelidado de “Filhão”, ainda não foi comprovada, totalmente, mas “o evento do primeiro foi abortado pelo advogado do SINTAX, João Roberto, que alertou o presidente da entidade, o líder sindical Chiquinho do SINTAX, que não se tratava de garimpeiros legalizados”.

ROSÁRIO DE CRIMES EM PORTO VELHO – O falso técnico da MINACOOP vem atuando deliberadamente em grotões dos garimpos rondonienses, apesar de registros policiais e denúncias em Juízo Criminal. Até agora tem conseguido não ser encontrado nos endereços mencionados às vítimas potenciais que e queixam de seus supostos crimes.

Aliado conhecidos nomes da garimpagem ilegal, João Rocha é citado constantemente nas ações ilegais de extração ilegal de ouro, cassiterita e diamante em terras indígenas. Ultimamente, foi visto distribuindo apócrifo contra cooperativas que defendem a tributação de minérios em desfavor da sonegação escandalosa de divisas em Rondônia.

Com várias identidades profissionais, Rocha surfa com desenvoltura ao lado de Enerly Martini [crime de calúnia, difamação e injúria a juízes], Sebastião Tavares [procurado pela Justiça de Rondônia como depositário infiel], José Marques da Silva [o Dão, procurado pelo Tribunal de Contas da União por sua condição de ex-prefeito de Campo Novo de Rondônia] e outros acusados de extração ilegal de minérios e usurpação de mandatos de entidades sindicais.

Há notícias de que ele viria intensificando ações com o fim atrair garimpeiros insurgentes de cooperativas de Humaitá e Rondônia, com o objetivo de “não pagarem os impostos ao fisco nem os rollyats do ouro das áreas outorgadas na tentativa de cobrá-los aos cooperados que mineram no Belmond até o limite com Humaitá”.

De acordo com o jurídico de uma das cooperativas afetadas por esse tipo de insurgência, “a maior prejudicada é a MINACOOP, detentora da maioria das PLG [Pedido de Lavra Garimpeira] e licenças ambientais do IBAMA/SEDAM na calha do Rio Madeira e Mutum-Paraná, município de Porto Velho”.

ONDE ATUA ROCHA EM RO – Depois de intensa investigação por parte de entidades sindicais, descobriu-se que João Batista Rocha viria agindo sob a suposta proteção da Federação Nacional de Garimpeiros [FENAG], uma entidade considerada acéfala, sectária e sem representatividade há décadas depois que o seu criador, José Altino Machado teria optado pelo agronegócio mineral de maior peso no mercado internacional a partir dos estados do Amazonas, Rondônia e Pará.

Segundo ele, “as organizações legalmente constituídas se tornaram um desaguadouro de chantagem, calúnias, difamação e injúria para o grupo liderado por João Rocha e seus asseclas”. O foco maior desse grupo, “são as cooperativas de garimpeiros, associações de artesãos, trabalhadores rurais e as populações ribeirinhas fora do eixo das compensações ambientais”, atesta o presidente da MINACOOP. 

Por fim, sabe-se, no entanto, que, ele também setores estratégicos de secretarias de Governo. Em Rondônia, informam palacianos do Governo Confúcio Moura, “foi visto na SEDAM tentando acessar licenças de instalação, operação e PCA’s de cooperativas, mas sem sucesso”. Também gira, sem chances, na Companhia de Mineração de Rondônia [CMR] em busca de liberação de páreas da APA Porto Velho para areeiros e grandes mineradoras de Minas Gerais, São Paulo e multinacionais.

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