quarta-feira, 23 de julho de 2014

MPF e Abiec firmam acordo para evitar compra de boi de área desmatada em RO e mais oito estados

O objetivo do acordo é evitar que os frigoríficos comprem animais para abate provenientes de áreas desmatadas.
Fazenda em São Francisco do Guaporé RO. foto cpt ro

O Ministério Público Federal (MPF) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vão assinar acordo de cooperação técnica pela pecuária sustentável na próxima quinta-feira, em Brasília.
Conforme nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria Geral da República, o objetivo do acordo é evitar que os frigoríficos de carne bovina comprem animais para abate provenientes de áreas desmatadas na Amazônia ou de onde tenham sido constatadas outras irregularidades ambientais e sociais, como invasão de terras públicas e trabalho escravo. 
Segundo o comunicado, o objetivo do termo de cooperação também é consolidar e ampliar o programa Municípios Verdes, “reconhecido pela implementação de benefícios a produtores rurais e empresários”. Além disso, visa ainda reforçar o apoio a “empresas (principalmente frigoríficos) no cumprimento de metas e compromissos ajustados com o MPF”.
A PGR ressalta que desde 2009, o MPF desenvolve trabalho no combate ao desmatamento decorrente da produção pecuária, principalmente na Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). “Com apoio do Ibama, de prefeituras e de organizações não governamentais, firmou compromisso com todos os elos da cadeia produtiva (produtor rural – frigorífico – supermercado – consumidor final), o que resultou em queda acentuada das taxas de desflorestamento”, informa o comunicado.
De acordo com a Procuradoria, o termo de cooperação com a Abiec amplia esse trabalho. “Quando a associação participa, o trabalho fica institucionalizado e isonômico, ou seja, passa a ter uma abrangência maior e com medidas iguais implementadas por todos”, diz o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, coordenador do Grupo de Trabalho Amazônia Legal, no comunicado.

fonte: rondoniadinamica

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