sábado, 28 de junho de 2014

Abrigo único dos atingidos de Porto Velho é comparado com campo de concentração

Enquanto o acampamento dos refugiados pelas enchentes de Porto Velho coninua crítica, fontes da Defesa Civil de Porto Velho admitem situação preocupante no Madeira e anunciam início dos trabalhos de reonconstrução nos distritos ribeirinhos, assim como de acordo em Jaci Paraná para indenizar 185 casas. Muitas das casas novas construídas erm Jaci Paraná resultaram alagadas. 


Reproduzimos matéria publicada por Banzeiros do Madeira 

O povo atingido segue sendo tratado como lixo em Porto Velho. Diante de todos os olhos, o campo de concentração continua no abrigo único. Ainda pior estão as famílias nos distritos. Enquanto nas festas, programas, copas e convenções a burguesia se delicia anunciando as migalhas eleitoreiras que despejam aos desabrigados.



Com campanhas financiadas por grandes empreiteiras, ruralistas e transnacionais do setor elétrico estão vetados de convocar Santo Antônio e Jirau pelas responsabilidades que lhes cabe na catástrofe do rio Madeira. Mas também não se comprometem em sanar os prejuízos. Enquanto esperamos a anunciada aquisição de terras para reassentamento de famílias do Baixo Madeira, como os afetados em São Carlos e Nazaré, do Alto Madeira não se fala nada. O governo se nega a discutir as regiões a montante onde o impacto das hidrelétricas é mais evidente. O governo não quer se comprometer, muito menos envolver os consórcios, a tratar os problemas como os de Jaci Paraná, Abunã e Fortaleza do Abunã, apesar de afirmarem que deverá ser feito reassentamento às comunidades de Araras e Vila Murtinho, em Nova Mamoré a montante da área ignorada.




Estão aguardando a ofensiva das empresas SAE e ESBR, no alto madeira, a des-terriotrialização "silenciosa", as desapropriações veladas, violenta, mas veloz, até família por família seja vencida nas barracas, de palha ou de lona, sem casa, sem terra, sem dignidade humana. Da ditadura pra cá, o que mudou na construção de barragens foi o refinamento e a privatização da violação de direitos humanos. O processo de expulsão que aconteceu em 2009-2010 se repete no Madeira, com menos direitos ainda!

(Foto: Casa queimada de atingido em futura área do barramento, Santo Antônio em 2009.)

NOSSOS DIREITOS SÓ A LUTA FAZ VALER !

http://g1.globo.com/ro/rondonia/jornal-de-rondonia/videos/t/edicoes/v/no-abrigo-unico-maes-de-bebes-recem-nascidos-reclamam-do-calor/3460517/

http://g1.globo.com/ro/rondonia/jornal-de-rondonia/videos/t/edicoes/v/familias-reclamam-de-falta-de-estrutura-no-abrigo-unico-em-porto-velho/3457974/

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