quarta-feira, 12 de março de 2014

PM prende doze camponeses em Cojubim, Rondônia

Tenente Coronel Enedy em Ariquemes, anunciando despejos a dois grupos de camponeses. foto cpt ro 

Em informação divulgada na mídia, o tenente coronel Ênedy Dias de Araújo, comandante da PM de Ariquemes, Rondônia, informou a Polícia Militar ter prendido doze sem-terras e apreendido duas armas de fogo. Para o coronel da PM de Ariquemes as ocupações de terras com finalidade de reforma agrária "teriam se tornado verdadeiros negócios imobiliários". Segundo a citada fonte policial, a ocupação de terras estava comandada pelo sindicato de trabalhadores rurais de Machadinho do Oeste numa área conhecida como Fazenda São Francisco, localizada na Linha MC-7, quilômetro 25, zona rural do município de Cujubim.

O Tenente Coronel Enedy é acusado pelos movimentos sociais da região pelos despejos de grupos camponeses e por prender camponeses ilegalmente,  perseguindo e criminalizando os agricultores que demandam reforma agrária. Segundo as informações divulgadas por ele mesmo, doze agricultores sem terra teriam sido presos ontem :

1) Um menor de 17 anos; residente no Acampamento Paraíso, na Linha MC-7, em Cujubim;

2) Clemente Nazar de Souza, 54 anos, residente na rua Araras, 1822 Setor 5, em Cujubim;

3) Waldenyr Moreira de Souza, 44 anos, residente no Acampamento Paraíso, na Linha MC-7, em Cujubim;

4) Sebastião de Melo, 44 anos, residente na rua Floriano Peixoto, 2956 Centro Machadinho do Oeste; consta dez registros de ocorrências policiais, sendo a maioria por violência doméstica agressões a esposa.

5) Elias Estevão da Costa, 48 anos, residente rua Rivelino Campos, 2738 Centro Machadinho do Oeste;

6) Samuel Martins do Carmo, 60 anos, residente rua Pedro de Oliveira Felisberto, 809 Bairro Novo Ji-Paraná;

7) Mateus José Delfino, 53 anos, residente na rua Codorna, 1922 Ariquemes;

8) Gilmar de Oliveira, 48 anos, residente no Acampamento Paraíso, na Linha MC-7, em Cujubim;

9) Armando Bras Correia, 53 anos, residente na rua Araras, 2362, Setor 1, em Cujubim;

10) Israel Martins Soares, 60 anos, residente no Acampamento Paraíso, na Linha MC-7, em Cujubim;

11) Ademir Bezerra da Silva, 36 anos, residente no Acampamento Paraíso, na Linha MC-7, em Cujubim;

12) Erondite Tomé Alves, 44 anos, residente no Acampamento Paraíso, na Linha MC-7, em Cujubim;

"Todos os presos e materiais apreendidos foram entregues na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ariquemes , onde foi registrada a Ocorrência Policial nº 261-2014, referente a 1ª DPC-Cujubim".

A polícia informou ter apreendido duas armas de fogo e preso doze pessoas acusadas de ocupar a Fazenda São Francisco, localizada na Linha MC-7, quilômetro 25, zona rural do município de Cujubim, após ter recebido em Ariquemes "solicitação de um proprietário rural, informando que sua fazenda estava sendo invadida por um grupo de pessoas armadas. De imediato, duas esquipes do Grupo de Operações Especiais do 7º Batalhão PM em Ariquemes, comandadas pelo 2º tenente PM Consalter, foram acionadas para se deslocarem até a fazenda , onde prenderam doze acusados de invasão de propriedade , entre os quais, um menor de 17 anos. Durante a ação, foram apreendidas duas espingardas calibre 28, com sete cartuchos e artefatos para carregamento de munição".

Segundo a informação do Coronel Enedy:  "Existem dois tipos de invasores: Os que não possuem dinheiro e permanecem acampados, " aguentando as broncas da invasão". Os que não ficam acampados apenas possuem um barraco ou uma marcação de terra e aparecem no acampamento de vez em quando. Um invasor informou que os "contribuintes" são como associados. No caso do acampamento Paraíso, pagam uma taxa de inscrição de R$ 750,00 (sendo R$ 300,00 de entrada e três parcelas de R$ 150,00) , além de uma mensalidade de R$ 50,00. Todos os valores são pagos para o líder ou coordenador do acampamento, até que a terra seja cortada (demarcada) pelo INCRA e repartida entre os integrantes da invasão.Em alguns casos, os lideres recebem o dinheiro e não fazem a devida prestação de contas ou até abandonam os acampados, gerando conflitos e ameaças de morte, que, em algumas vezes, terminam em homicídios por acerto de contas".


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