quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Problemas nas estradas dos reassentados de Santo Antônio

2 de fevereiro de 2014 
- Reassentados contabilizam prejuízos com desmoronamento de parte da estrada.
Boeiro quebrado interrompe estrada do reassentamento Santa Rita, em Porto Velho RO. foto Diario da Amazônia
Isoladas há mais de 10 dias – desde que um bueiro de concreto armado desmoronou – cerca de 150 famílias dos reassentamentos de Santa Rita e Morrinhos, não param de contabilizar os prejuízos causados pela interrupção na comercialização de alimentos produzidos pelos moradores da região, devido à precariedade da principal via de acesso. Os reassentamentos estão localizados na altura do quilômetro 54 da BR-364, entre Porto Velho e Jacy-Paraná.
O produtor de leite, Rene Gomes relata o desespero vivido pelas famílias desde que o bueiro desmoronou. “Estamos presos, essa era nossa principal via de acesso e agora a única maneira de atravessar é entrando na água ou usando a canoa. Até tem outro ramal que dá acesso aos reassentamentos, só que a situação da estrada é muito precária, quando chove fica impossível atravessar. Não tenho como entregar o leite produzido, e, como todos sabem, o produto é perecível e não pode esperar muito tempo para ser consumido”, explica Gomes.
O trabalhador acredita que o desmoronamento foi provocado por causa do rompido de uma barragem na Usina de Santo Antônio. “Um dia após o acontecimento,o pessoal da Santo Antônio esteve aqui e ficou arrumar o problema. Nesse intervalo de tempo estamos perdendo nossa produção e contabilizando prejuízos”, desabafa.
Dificuldades
O produtor de leite e hortaliças, Sebastião Barbosa, conta que está fazendo de tudo para que sua produção não seja perdida. “Estou tentando de tudo aqui para garantir o sustento da minha família, quando a canoa está ocupada, atravesso esse pedaço com minhas garrafas de leite na cabeça e no braço. Tentei usar a outra via de acesso, porém foi pior ainda. Não temos condições de viver nessa situação”, expõe Sebastião.
Desolada, a produtora Divina Gircleide diz que se sente esquecida. “Jogaram a gente aqui nesses reassentamentos e agora vivemos a Deus dará. O solo é péssimo, só nasce alguma coisa se a gente colocar calcário. Depois de tanta luta estamos perdendo nossas produções. Isso não é justo. Quando a gente morava na beira do rio, tudo que a gente plantava nascia”. 
Fonte: Laila Moraes, Diario da Amazônia.

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