segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Suspeitas sobre morte de sindicalista em Porto Velho

A CPT RO une-se a todos no luto pela perda do lutador do sindicato da construção e pede esclarecimentos oficiais sobre as causas de sua morte. Parceiro da Pastoral dos Migrantes e a Campanha contra o Trabalhp Escravo da CPT ele foi duramente perseguido pela defesa dos operários nas greves das usinas do Madeira. Ainda familiares e amigos ficaram revoltados com o impedimento de realizar o velório do falecido, católico e membro atuante do ECC, na Capela São Francisco, no bairro Castanheiras, que ele mesmo tinha ajudado a construir como pedreiro.

Altair Donizetti,  pedreiro e sindicalista da construção de Porto Velho. foto orondoniense

Entidade levanta suspeitas sobre morte de sindicalista no Hospital Ameron.
Faleceu na noite deste domingo (17) no Hospital da Ameron, em Porto Velho, o sindicalista Altair Donizete.
Membro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), atual presidente do Sinduscompv e membro Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Rondônia, Donizete teve uma morte que está sendo considerada suspeita. A notícia da morte de Donizete causou perplexidade nos meios sindicais de Rondônia,
pois o mesmo não tinha - aparentemente, nenhum problema de saúde e era considerado um "boi" para trabalhar.
Segundo relato de amigos e familiares, no início da semana passada, Altair Donizete se queixou de algumas dores e procurou atendimento médico no Hospital da Ameron, onde foi atendido, medico e liberado para voltar à sua residência. Nos dias seguintes, novas dores e novas procuras por atendimento médico. Sempre Donizete era atendido, recebia medicamentos e era liberado. Neste domingo, Donizete teve que procurar o hospital e, desta vez, o quadro não era dos melhores e teve que ser internado. Como o quadro não evoluía em melhorias, Donizete teve que ser internado na UTI do citado hospital, e por volta das 19 horas veio a óbito.
Quando a notícia da morte de Donizete se espalhou na cidade, centenas de familiares e amigos foram para o
hospital em busca de mais informações para sua morte repentina. Como não se tinha o laudo de sua morte, muitas hipóteses começaram a ser levantadas. Uma notícia que circulava entre as pessoas era a de qu Donizete teria sido envenenado. A notícia não foi confirmada por seus familiares, muito embora sindicalistas que estavam no hospital tomaram conhecimento de que havia uma versão contada pelo próprio Donizete que, quando de um atendimento médico no meio da semana, teria confidenciado a um médico que suspeitava que tivesse sido vítima de envenenamento.
O corpo de Donizete estava para ser liberado para o Instituto Médico Legal (IML) onde seria submetido a exames mais apurado para saber a causa real de sua morte. Familiares do sindicalista registraram um boletim de ocorrência e o resultado do exame de toxicologia deve sair em até 30 dias.
Centenas de amigos das igrejas de Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora de Nazaré e sindicalistas lamentaram a morte precoce de Donizete, pois era uma pessoa que tinha como missão fazer o bem e tinha um excepcional círculo de amizades. Inclusive, o sindicalista Raimundo Costa, popular "Toco", esteve no hospital e lamentou a morte do amigo e dirigente do Sticcero. "Ele foi meu vice-presidente na última eleição para o Sticcero e sou testemunha do seu trabalho em prol da classe trabalhadora da construção civil de Rondônia. Ultimamente, Donizete estava à frente do Sinduscompv e defendia os interesses dos trabalhadores em reivindicações junto às empresas. Quero externar, em nome da diretoria do Sticcero, o profundo pesar à família de Donizete pelo seu falecimento, decretar luto oficial em nosso sindicato e rezar para que Deus o tenha em sua morada eterna", frisou Toco emocionado.
Fonte: Sticcero

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