segunda-feira, 25 de novembro de 2013

NÃO AO FECHAMENTO DE ESCOLAS NO CAMPO:

   
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Uma triste e preocupante realidade no campo em Rondônia, no dia 22 de novembro de 2013, ocorreu reunião na Escola José Mauro no setor prosperidade em Cacoal, onde o assunto do dia foi o fechamento da escola.
O que a Secretaria de Educação, talvez não esperasse encontrar, era uma comunidade, indignada e organizada dizendo que quer a escola no lugar onde está. Fechar a escola representa um ataque e a desestruturação de toda a comunidade.

A educação que há no campo já não condiz com o projeto de educação do campo que se propõe, voltada a realidade e necessidades da área rural. Não bastando isso, no inicio deste ano houve uma primeira rodada de reuniões com o propósito de fechar algumas das escolas do campo no município de Cacoal, pautados em argumentos economissistas Uma nova onda de ataques é iniciada, até tentam melhorar a argumentação, dizem que a lei não permite o funcionamento da escola de modo precário e com o número de alunos que atende (126 alunos em 2013), mas as comunidades e os país são enfáticos em dizer não ao fechamento dessas escolas.
A escola na área rural, é muito mais que uma simples escola, está além da estrutura física, é um ponto de convergência de interesses na comunidade, faz parte de sua história e luta, é uma referência indiscutível para qualquer camponês. Não é só a escola que faz parte da comunidade, mas a comunidade se sente parte da escola, muitos contribuiram durante anos para sua existência, outros estudaram e se formaram nelas. É um sentimento de identidade e pertença que dificilmente alguém possa arrancar desse povo.


A escola José Mauro certamente partilha das dificuldades enfrentadas por outras escolas, mas existe uma comunidade presente, e contribuindo da forma que pode para a manutenção da escola. Por exemplo a constução de um salão que está sendo feita com mão de obra dos pais, que também doaram o emadeiramento.
Crianças e jovens também já tem a compreensão da significação da escola para todos, e manifestam-se diante da discussão de fechamento da escola. No etinerário de ônibus apresentado com a proposta de transferência dos alunos para outra escola distante da atual 17 km, alguns alunos andariam mais de 90 km no dia, o que representa um absurdo principalmente diante das condições de transporte e estrada que temos atualmente.

Fechar escolas deveria ser crime! O governo vem adotando medidas que levam cada vez mais ao esvaziamento do campo. A agricultura sempre cumpriu papel fundamental na economia do país, será que mesmo assim os agricultores, os camponeses, não tem direito de ter escolas para atender seus filhos?! “Educação do campo é Direito e não esmola.”
Liliana W. A.

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