sábado, 21 de setembro de 2013

Posseiros reocupam suas terras em Chupinguaia.

Uma das camponesas explica o drama vivido pelas famílias.
Para ver o vídeo clique aqui. foto cpt ro

Posseiros do Acampamento Água Viva, de Chupinguaia, despejados a finais de 2010, reocuparam as suas terras após mais de um ano estar acampados a beira da estrada, esperando uma decisão judicial que não chega. A situação de conflito agrário é no local da Fazenda Caramelo, conhecida também como Fazenda Dois Pingüins, no lote 40 setor 07 gleba Corumbiara, linha 125, situada a 06 km de Chupinguaia.

As informações foram recebidas de trabalhadores rurais daquele acampamento, depois que decidiram ocupar novamente os lotes onde moraram a mais de dez anos. As suas terras por tratar-se duma área de CATP (contrato de Alienação de Terras Públicas) está em discussão judicial tramitando na esfera federal, pois se trata de um contrato de alienação de terra. O tema já foi tratado sem resultado em diversas audiências públicas com a Ouvidoria Agrária Nacional

Títulos como este estão provocando múltiplos conflitos de terra no cone sul do estado de Rondônia, provocando um verdadeiro calvário para muitas famílias de pequenos agricultores. Em visitas anteriores ao acampamento, as famílias reclamavam da dificuldade de viver sem água, ameaçados na beira da estrada, sendo muitas vezes discriminados até mesmo por parte das autoridades.
Os posseiros ficaram acampados a beira da estrda após serem despejados de suas terras. foto cpt ro

Ainda nestes dias foi denunciado que um trabalhador por nome Wanderley Vieira Gonsalves ter sido humilhado e ameaçado por um policial por nome de PM Arruda, que o teria abordado junto com os colegas de trabalhos o chamando de vagabundo, dizendo que ele esta envolvido junto com os sem terra e que não vai descansar enquanto não por ele na cadeia. Segundo informações, não é a primeira vez que o mesmo teria abordado o mesmo trabalhador, que após ser retirado de suas terra, ganha a vida trabalhando de moto taxi na cidade de Chupinguaia.

Muitos acham que o poder judiciário podia ter evitado o grave problema social criado a estas famílias, que foram despejados de terras, na qual eles viveram dignamente e honestamente por muitos tempo.A área que eles ocupavam estava totalmente abandonado e todos os benefícios existentes nela tinham sido realizados pelos posseiros. 

Ainda, eles foram totalmente criminalizados pela insistência de preservar os seus direitos de posse, sendo alguns presos e rapidamente condenados judicialmente. Condenados por tentar voltar a suas próprias casas, alguns somente foram liberados após intervir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A atuação policial e da justiça de Vilhena contra os pequenos agricultores contrasta com a falta de apuração das denúncias apresentadas pelos mesmos contra atos ilegais dos fazendeiros e pistoleiros. 

A CPT RO foi das organizações que assinaram uma nota pública sobre os fatos acontecidos

Depois de conseguir o despejo em 2010 a família Caramello, apesar de ter apenas título provisório sob vistoria (que pode voltar a domínio da União) vendeu a terra para outra pessoa conhecida como Itamar do Posto Cavalo Branco de Vilhena, que fez da morada dum dos posseiros a sede de sua nova fazenda. Os posseiros ainda reclamam do apoio das autoridades locais, como por exemplo o PM Arruda que foi citado, por abusos das autoridades. Ele estaria diariamente andando junto no carro do comprador, Itamar, tendo perseguido alguns dos acampados.

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