quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Seringueiros se manifestaram em Guajará Mirim

Seringueiros realizam nabifestação em Guajará Mirim. 

Dezenas de extrativistas residentes nas Reservas Extrativistas do Rio Ouro Preto e do Rio Pacaas Novos, no município de Guajará-Mirim, fizeram na manhã desta segunda-feira, 12, uma intensa manifestação em frente ao Escritório da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), NA Av. 1º de Maio, no Bairro São José.

Eles protestam pelo descaso a que foram relegados pelo Poder Públicos e cobram ações imediatas nas áreas de saúde e educação. Empunhando faixas e cartazes, os extrativistas pediam, dentre outras coisas: mais autonomia para o Escritório de G. Mirim, reativação da Casa de Apoio dos Extrativistas, concessão dos direitos dos moradores das reservas. Entre as faixas e cartazes, destaques para: “Onde estão os subsídios”? “Onde está a fiscalização”? “Por acaso no Brasil extinguiu-se a saúde ou ela não é para os extrativistas”?

O senhor Rômulo Lins, conhecido como Papacho, um dos integrantes do movimento, disse que tem 70 anos de idade, todos vividos no Pacaas Novos, onde nasceu e vive até hoje. Disse que os moradores da reserva estão abandonados pelo governo. Já Sebastião Bira,disse que nasceu e se criou no Rio Ouro Preto onde vive até hoje com 54 anos de idade. Ele nasceu lá mesmo quando a área é um seringal do falecido Manussakis. Falou que ninguém olha por eles e que vivem sem receber qualquer apoio ou benefício do governo.

Os presidentes das duas associações que representam os extrativistas , Wanderlei dos Santos e José Avillaneda, respectivamente da Associação Primavera, que congrega os moradores do Rio Pacaas Novos e afluentes, e da Associação dos Extrativistas do Rio Ouro Preto, estiveram à frente do movimento que, inclusive, impediu a entrada e saída de pessoas no prédio, com exceção de casos excepcionais.

Os extrativistas colocaram em frente ao prédio da SEDAM peças diversas com pelas de borracha por eles produzidas, balde para colocar o leite da borracha, porongas, sapatos de borracha por eles utilizado em seus trabalhos e outros.

Até o fechamento desta matéria ninguém ligado ao Governo do Estado ou à Prefeitura de Guajará-Mirim havia comparecido ao local para dar uma satisfação aos manifestantes.

Autor:     Aluizio da Silva
Fonte:    Guajará Notícias
















Autor:     Aluizio da Silva
Fonte:    Guajará Notícias

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