sábado, 6 de julho de 2013

Solicitam do INCRA lotes abandonados.

Grupo de 62 famílias de agricultores do Acampamento Fortaleza, de Theobroma foram cadastrados pelo Incra a finais do 2012, e sexta feira passada dia 28 de junho de 2013 foram recebidos pelo superintendente do INCRA, Flávio Carvalho. O grupo que está pedindo terras para reforma agrária já foram despejados três vezes da Fazenda Seringal, conhecida como da Viúva do Nenê da Nova Vida, e conforme denúncias apresentadas na Ouvidoria Agrária Nacional, tiveram o seu acampamento queimado pela COE (Grupo de Operações Especiais) em abril de 2013.

Cesta básicas prometidas não foram entregues.
Receberam promessas de receber cestas básicas enquanto eles continuar acampados, sem posse de terra, porém apesar do cadastro ter sido realizado, até o momento jamais receberam cestas básicas prometidas pela Ouvidoria do Incra.Hoje eles continuam acampados no mesmo local, uma área particular onde estão autorizados a permanecer, insistindo na solicitação de terra para viver do campo. 

Incra deve realizar vistoria e notificar os que venderam lotes.
Na reunião, que não teve ata formal levantada, os acampados apresentaram proposta de ser assentados nos lotes abandonados do PA Vale Encantado, situado no mesmo município de Theobroma, onde teria 41 lotes abandonados, que foram vendidos e repassados para terceiros sem autorização
A superintendência do INCRA se comprometeu a realizar uma vistoria no local, notificar os titulares dos lotes abandonados e decidir respeito a petição apresentada. Pois a lei impede a venda de lotes de reforma agrária enquanto o assentamento não é emancipado. Ainda os terceiros que tiverem comprado arriscam perder. Entre eles muitas pessoas sem perfil para reforma agrária: servidores públicos, empregados e outros. 
A mesma situação também é constatada em outros assentamentos da região, que podem ser vistoriados e os lotes abandonados ou vendidos para terceiros, retomados pelo INCRA.

Pistoleiros continuam abordando moradores que transitam enfrente da Fazenda Seringal
Por outro lado os moradores do Acampamento Fortaleza denunciam que continuam sofrendo acoso e intimidação de pistoleiros da Fazenda Seringal, de oito a nove pessoas que ficam armados e com roupa camuflada nas porteiras da fazenda e abordando todas as pessoas que passam na frente da mesma, pela Linha C-45, Setor Oriente, pedindo para se identificar, insistindo para ver se formam parte do acampamento. 

Obedecendo solicitação da Ouvidoria Agrária Nacional, a Polícia Militar realiza rondas periódicas na região, porém não tem intervido para coibir a prática dos pistoleiros intimidando todos os moradores da região que transitam na frente da fazenda, se comunicando entre sim com rádio amador.

Inclusive correm rumores de que uma camionete S10 Preta, dum genro de Dona Rosa de nome Hélio,  que circulava com uma mini-metralhadora escondida debaixo do banco, foi detida pelos policiais para uma vistoria de rutina, porém não foram revistados após serem reconhecidos. A CPT RO realizou pedido para Ouvidoria Agrária solicitar busca e apreensão de armas de forma preventiva na referida fazenda, porém até agora o pedido não foi atendido.

Extração clandestina de madeira.
Fontes locais também denunciam que no interior da fazenda reivindicada para reforma agrária a  principal atividade econômica desenvolvida na atualidade é a extração clandestina de grande quantidade de madeira, inclusive com derrubada de numerosas castanheiras, faveira, canela preciosa e outras espécies protegidas. Parece que uma das principais tarefas dos jagunços da fazenda é impedir a fiscalização desta atividade clandestina. Veja imagens recolhidas pelos denunciantes:












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