sexta-feira, 7 de junho de 2013

Incra notifica centenas de assentados do PAF Jequitibá

Madereiros no PAF Jequitibá, foto diario da amazonia.
Após denúncias sobre o manejo florestal do PAF Jequitibá, no município de Candéias do Jamari, veiculadas pela Assembleia Legislativa de Rondônia, o INCRA reagiu anunciando a elaboração de inventário florestal
e plano de manejo florestal realizado pelos próprios engenheiros florestais do INCRA.

O PAF Jequitibá sofre pela grilagem de terra e retirada ilegal de madeira, denunciada em meios de comunicação o ano passado. Assim o INCRA tem denunciado que apenas umas 120 famílias das mais de 500 assentadas inicialmente no PAF continuam morando no local, e está notificando mais de 350 assentados por abandono de seus lotes no PAF. Os nomes dos mesmos estão afixados num painel do INCRA de Rondônia  e eles tem 30 dias, até 03 de Julho de 2013, para apresentar a defesa, sob pena de ter os seus nomes excluídos do SIPRA, o cadastro de beneficiários do Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária do INCRA, com perda dos seus direitos de assentados.

Segundo o INCRA RO, o PAF Jequitibá é o primeiro projeto de assentamento de Rondônia baseado em manejo florestal. Possui uma área de 140 mil hectares, distante 37 km de Candeias do Jamari (RO), com capacidade para 597 famílias. Como a área está na sub-zona 2.1, da lei do zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico de Rondônia, é permitido somente seu uso especial sob regime de manejo florestal sustentável e comunitário. Veja embaixo informação divulgada pelo INCRA RO. 

Sexta-feira, 07 de junho de 2013.

Engenheiros do Incra/RO vão elaborar inventário florestal e plano de manejo do PAF Jequitibá

A superintendência do Incra/RO apresentou à comunidade do Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Jequitibá, em Candeias do Jamari (RO), o grupo de trabalho responsável pela elaboração do Inventário Florestal e Plano de Manejo Florestal Sustentado de Uso Múltiplo (PMSF) do assentamento, na quarta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente.

Seis engenheiros florestais do quadro de servidores do Incra vão desenvolver o trabalho, no prazo médio de 180 dias, em duas Unidades de Produção Anual (UPA) do assentamento, com 3.200 hectares. Esse é o resultado de um grande esforço, na avaliação do superintendente do Incra/RO, Luis Flavio Carvalho Ribeiro. “Envolve o Incra, os assentados e os órgãos ambientais para a concretização de um ideal: promover a sustentabilidade da floresta, do assentamento e das famílias que ali vem”.

O engenheiro florestal e coordenador do grupo, Ubiratan da Silva, informou que após infrutíferas tentativas com várias entidades para a elaboração do PMSF para as famílias assentadas, já que seu custo aproximado é de R$ 2 milhões e envolve inúmeros profissionais conhecedores da floresta, e equipe do Incra decidiu encarar o desafio e teve sua proposta aprovada na sede do órgão em Brasília, a um custo inicial de R$ 300 mil.

“É uma experiência nova em assentamento. Estamos projetando um manejo para 25 anos dividindo a área de forma a ser extraído em média 600 m³ de madeira ao ano por família, o que garantirá a permanência da floresta e a sobrevivência de sua geração e das posteriores”, explicou o engenheiro.

“Dependendo do grau de organização dos assentados, poderão agregar valor a essa madeira, com o beneficiamento dela e uma comercialização assistida”, complementou. Além da redução no custo, outra vantagem do trabalho feito pelo Incra será a participação de mão de obra do assentamento que será capacitada para a silvicultura. Na quarta-feira (12) acontece a primeira reunião com a comunidade.

O presidente da Associação dos Produtores Rurais do Jequitibá (Asproje), Augusto Barbosa, destacou que desde a criação do PAF em 2007 tem sido grande a luta para ser consolidado seu objetivo. “Hoje está se tornando uma realidade o sonho de muitos anos. Todos vão viver uma vida melhor aqui”, afirmou.

A Sedam e o Idaron são parceiros do Incra na iniciativa. Entre outras ações vão fiscalizar e impedir extração de madeira e trânsito de animais não autorizados na área do assentamento. Em 2012, a Sedam concedeu a licença ambiental do PAF na modalidade Licença de Instalação e Operação (LIO).

O grupo de trabalho do Incra é composto pelos engenheiros florestais: Ubiratan Silva e Leonesio Almeida (coordenadores), Gilberto Martins, Sebastião Souza, Bruna Col Debella e Altenísio Albuquerque.


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