terça-feira, 16 de outubro de 2012

Governador nega pedido de audiência

Moura reunido com fazendeiros em Chupínguaia. Foto Folha de  Vilhena.

Contradizendo o lema da "cooperação" de seu governo, após meses pedindo uma audiência, o Governador Confúcio Moura negou-se a receber aos dirigentes da Via Campesina de Rondônia "devido aos meus compromissos e viagens agendadas", e sugeriu apenas se dirigirem a secretaria de agricultura para serem atendidos. O pedido de audiência tinha sido protocolado em abril de 2011.
Formam parte da Via Campesina em Rondônia os movimentos sociais do MST (Movimento dos Sem Terra), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), as pastorais sociais CIMI (Conselho Missionário Indigenista) e CPT (Comissão Pastoral da Terra).
Após não obter nenhuma resposta ao pedido, os dirigentes da Via encaminharam email diretamente ao governador, pedindo para ajudar a "construir as intenções respeito a agricultura" no estado. 
Entre outros assuntos, os representantes dos movimentos sociais de Rondônia queriam tratar com o governador os compromissos assumidos com os pequenos agricultores atingidos por conflitos, quando massivamente acudiram a uma reunião convocada no centro da Emater em Ouro Preto, com presença do presidente nacional do INCRA, nos primeiros meses do seu governo .
Já então o compromisso para uma moratória para evitar mais despejos não foi atendida. Confúcio parece não ter tempo para o povo de Rondônia.
Enquanto arredor de 7.000 famílias sem terra de Rondônia em acampamentos aguardam por décadas por um pedaço de chão, sem que medidas efetivas de reforma agrária sejam realizadas no estado.
Por outro lado, Rondônia durante o ano de 2011 já foi um dos estados mais atingidos por conflitos e violência agrária. Já em 2012 houve mais cinco mais por esta causa, além de um intento de assassinato falido. Nenhum dos homicídios está esclarecido.
Ao contrário, quatro lideranças da região de Vilhena e Cone sul foram presos após Confúcio ser procurado per fazendeiros. E várias das lideranças ameaçadas de morte não obtiveram proteção pela falta em Rondônia dum convênio com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, para implantar o Programa de Proteção ao Defensores dos Direitos Humanos.

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