quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Comunidade Quilombola de Jesus

Boas vindas na entrada da comunidade. Foto cpt ro
A Comunidade Quilombola de Jesus luta para sobreviver.território.
As famílias moram na beira do Rio São Miguel, divididas em três grupos familiares conectados pelo Rio Guaporé. Parte da comunicação ainda deve ser realizada pelo rio, tendo melhorado porém o acesso por estrada desde os núcleos urbanos de São Miguel do Guaporé e Seringueiras.

moradias da comunidade Quilombo de Jesus. foto cpt ro

O patriarca da comunidade, seu Jesus, teve a alegria de morrer vendo garantido o território onde morava desde a juventude, resistindo os últimos anos intensas pressões para vender o lugar. Acuada por grandes fazendeiros e grileiros de terra pública do Projeto Primavera, de São Miguel do Guaporé, esta comunidade até agora é a única de Rondônia que conseguiu, apesar de minguada com a perda dos principais castanhais e o intenso desmatamento clandestino nas proximidades.

Pessoas da comunidade reunidas na beira do Rio São Miguel. foto cpt ro
Situado nas proximidades da TI Rio Branco, e limitando com a Reserva Biológica do Guaporé, o território da comunidade ainda pode limitar com os territórios reivindicados pelos indígenas miquelenos e puruborá, a maioria deles eles antigos conhecidos e amigos, moradores do Limoeiro, de Porto Murtinho e dos Rios Mané Corréia, Caio Spíndola e São Francisco, contribuindo de forma muito positiva para a manutenção do corredor ecológico Guaporé - Madeira.

Restos de urnas funerárias testemunham
antiga ocupação humana no local,. foto cpt ro 

As famílias quilombolas mantém uma horta orgânica produzindo alimentos para alimentos. Entre as novidades, na comunidade está sendo construída uma casa de apoio, relacionada com um plano de manejo madeireiro comunitário, que está em fase avançada de aprovação pela SEDAM. 
Garita de jagunços armados impedia a entrada de estranhos
no "Condomínio de fazendas  reunidas Primavera". Foto cpt ro
Outra das preocupações é a falta de energia, esperando a implementação do Programa Luz para Todos até o local. Apesar de contar com alguns motores estacionários, uma instalação de placas solares está com falta de baterias. Já uma farinheira, iniciada pela Fundação Riomar, assim como as de outras comunidades, ficou a meio construir, e o maquinário eléctrico, que não tem como funcionar sem energia, permanece em São Francisco do Guaporé.
Farinheira inacabada e abandonada. Foto cpt ro

Uma equipe representou a comunidade de São Miguel na  IV Plenária Estadual de Economia Solidária, realizada em Porto Velho. Organizados em Associação, as famílias resistem a invasão constante de pescadores procedentes de Seringueiras e São Miguel.

Construção de uma casa de apoio para manejo de madeira. Foto cpt ro


A comunidade mantém uma rica biodiversidade no seu território.
Jacaré no rio São Miguel; Foto cpt ro




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