terça-feira, 25 de setembro de 2012

Imagens do despejo de Seringueiras



Os despejados montando um acampamento na estrada. Foto jornaldovale,
Divulgamos aqui algumas imagens e informações publicadas no Jornal Correio do Vale. Segundo estas informações, as tropas militares chegaram a destruir casas com mudanças sem estar desocupadas, três casas foram destruídas sem nenhuma verificação por parte das autoridades junto aos assentados para se informar da real situação das casas, todos os móveis, mantimentos e maquinas de uso agrícola foram destruídos. Um dos morados, Sr João nos relatou com lagrimas nos olhos, “Eu fui à casa de um vizinho meu ajudar ele retirar os moveis e desmanchar a casa dele para que depois ele pudesse me ajudar na desmontagem da minha casa, a minha esposa se encontra no município de Cacoal acompanhando um parente dela que esta doente, sai e deixei a janela aberta para eles verem que ali tinha gente morando, mas mesmo assim os Policiais Militares não os respeitaram e passaram com a máquina por cima de tudo, acabaram tudo, madeiras foram destruídas, maquinas de passar veneno, mantimentos de sustento da família, até o meu cercado de criação de Porco foi destruído e meus porcos estão soltos não sei nem onde eles estão, cheguei a casa não tinha mais nada, todo o meu sonho o meu trabalho foi destruído” finalizou o Sr João desesperado. Recebemos a informação de que o Sr João esta conseguindo a construir um pequeno alojamento através de ajudas de seus amigos que ali estão. (continua)
Após conseguir o prazo de 02 dias e meio para cada família desmanchar as suas casas, houve insuficiente transporte para a retirada dos bens de cada família. Também é relatado que algumas criações presas nos currais morreram com fome e com sede por que o prazo dado para retirar o gado não foi cumprido pela policia. As criações teriam ficado presas cerca de três dias sem comer e sem beber água.
Tropa policial no despejo de Seringueiras. Foto jornaldovale.
Outra preocupação dos assentados foi com a água que as crianças estão tomando, já que a única água disponível está nos córregos próximos ao acampamento, totalmente empoeirada, “Tenho que deixar a água horas aqui parada no balde para a poeira abaixar, por que não tem como tomar, a água é suja e precisamos o mais rápido possível de auxilio” relatou um senhor que não quis se identificar.

O local era ocupado fazia mais de dois anos. Foto jornaldovale
Imagens do novo acampamento sendo montado na beira da estrada.
Segundo denuncias recolhidas pelo Jornal Rondovale o fazendeiro Sebastião de Peder teria negociado e vendido a fazenda Riacho Doce a outro fazendeiro da própria região,mesmo sendo terra pública não documentada, objeto de processo de retomada da posse pelo INCRA , para Reforma Agrária.O comprador da fazenda iria arar toda a sua terra para realizar ali grandes plantações. Segundo outros boatos o suposto fazendo esta com um projeto para construir em cima das terras da Reforma Agrária um frigorifico.

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