terça-feira, 7 de agosto de 2012

Novo atentado no acampamento Rio Azul.


Incêndio criminoso praticado contra pequenos agricultores nas proximidades de Porto Velho.
A vila dos acampados está situada a 23 km. de Porto Velho, na estrada BR 319 em direção a Humaitá, Amazonas, em local situado dentro da área municipal de Canutama. Eles vem sofrendo ataques reiteradamente nos últimos dias. Eles suspeitam que os atos de pistolagem sejam realizados sob o mando da fazendeira iria de Fátima Padovani de Andrade e seu esposo Wilson Garcia de Andrade, proprietária da Fazenda Prudente, que hoje responde pelo nome de Agropecuária Palmas Me. Ltda.

Os acampados conseguiram retirar o carro incendiado das proximidades da casa.

O incêndio criminoso pode ser uma represália pelas denúncias apresentadas na passada sexta feira passada em Reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, com presença do Ouvidor Nacional Desembargador Gercino Filho.  A reunião foi realizada no Palácio Getúlio Vargas, sede do Governo do Estado de Rondônia. No gabinete do Secretário Chefe da Casa Civil, Maurício denunciou as agressões que vem sofrendo, apresentando uma cartucho deflagrado, usado contra o agricultor Genival Costa da Silva o passado dia 29 de Julho de 2012 como prova para realizar exame datiloscópico. O Sr. Maurício já tem o nome cadastrado por receber ameaças na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República desde o ano passado, e a CPT RO está solicitando a inclusão dele no Programa de Proteção de Defensores dos Direitos Humanos.


A pesar do local estar situado dentro do Estado do Amazonas. Diversos meios de comunicação divulgaram as denúncias. Preocupa especialmente o fato que já teve PMs de Rondônia envolvidos no conflito, indiciados pela corregidoria da PM,  e os acampados suspeitam que eles continuam agindo contra eles nestas agressões que vem sofrendo de forma contínua.

A Polícia Militar do Amazonas com sede em Humaitá está abrindo um posto avançado da PM no Km. 70 da referida BR 319 que deve contribuir a proteger os moradores da região. A Ouvidoria Agrária teria contribuido com a aquisição dum veículo para ajudar a coibir novos atos violentos no local. Inclusive os acampados estão ajudando a bancar a instalação duma torre de telefonia para facilitar a comunicação dos policiais no local. Em semanas passadas a prisão de "dois valentões" que agiam na região jé teria realizada por eles.

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