sexta-feira, 15 de junho de 2012

FETAGRO acompanha diligência da Comissão de Direitos Humanos em Vilhena



A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, representada pelo Deputado Federal Padre Ton (PT/RO) realizou hoje (14), em Vilhena, uma diligência para acompanhar os fatos relacionados à prisão do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Vilhena/Chupinguaia, Udo Wahlbrink, ocorrida em 5 de março de 2012.

Esta ação foi proposta pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (FETAGRO) e apoiada pela Confederação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (CONTAG), durante o Grito da Terra Brasil, onde ambas entidades requereram à Comissão que fosse averiguado todo o processo que levou à prisão do sindicalista e principalmente as situações em que se constata violação dos direitos humanos nos conflitos agrários existentes na região Sul do Estado de Rondônia.

A Comissão aprovou o pedido e designou a vinda do deputado Padre Ton, segundo vice-presidente da mesma, que após averiguar as diversas situações deverá produzir um relatório com encaminhamentos para que os conflitos agrários sejam evitados e os direitos humanos sejam preservados nessa região. “Queremos averiguar e esclarecer as condições e as razões da prisão e da manutenção do encarceramento de Udo”, explicou o deputado.

O deputado Padre Ton, acompanhado do vice-presidente e secretário de políticas agrárias da FETAGRO, Fábio Menezes, da presidente em exercício do STTR de Vilhena/Chupinguaia, Eliane Ritter, e do coordenador membro da Comissão Pastoral da Terra em Vilhena, Adilsom Machado, participou de uma audiência com o Delegado Chefe da Polícia Civil, Fábio de Campos e com o Delegado Ítalo Osvaldo Alves da Silva, que afirmaram, ao discorrer sobre a realização da Operação Gaia I, que a policia civil apenas cumpriu as determinações judiciais.

Outra audiência foi realizada com a Juíza da Segunda Vara Criminal Liliane Pegoraro Bilharva, mas somente com a participação do deputado federal Padre Tom. A juíza não permitiu a presença da FETAGRO, do STTR e da CPT ainda que informada sobre quem foram os requerentes da averiguação pela Comissão.

O deputado e as entidades acompanhantes também visitaram o sindicalista Udo, que relatou estar em uma cela comum e superlotada, ainda que a Lei lhe permite uma cela especial; que o mesmo adoeceu e ficou vários dias sem medicamento; que após a rebelião ocorrida no presídio no último dia 25 de maio, os apenados ficaram mais de dois dias sem comida.

Na oportunidade, Udo Wahlbrink disse lamentar que a luta pela reforma agrária seja considerada crime pela justiça local.

Para o vice-presidente da FETAGRO, “essa diligência é importante para levar para ao cenário político, não só as ações da justiça e do Estado, mas também que há uma forte tendência à incriminar os movimentos sociais e deixar impune os latifundiários que se apossaram das terras públicas e que patrocinam a violência no campo”.

O deputado Padre Ton afirmou que, nos próximos dias, irá elaborar um relatório apontando as violações e determinará alguns encaminhamentos “para que ações que subjulguem a dignidade e os direitos humanos não possam mais acontecer em um país democrático e de direito”.

Fonte: Assessoria FETAGRO

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