segunda-feira, 5 de março de 2012

Detido presidente da FETAGRO de Vilhena.

Situação de Chupinguáia, no Sul de Rondônia.
Vilhena, Rondônia. 05 de Março de 2011. Atualizado 20,31 h. Após presidir reunião do Conselho de Desenvolvimento Rural do município de Vilhena, o presidente local do Sindicato dos Tabalhadores Rurais (Fetagro) Udo Wahlbrinck foi detido hoje pela manhâ. Segundo fontes locais, o vereador de Chupinguáia Roberto Ferreria Pinto, também foi preso. Ambos acusados de estarem relacionados com o confronto nas terras dos posseiros da Associação Água Viva, localizada a 15 quilômetros da área urbana de Chupinguaia, sentido Novo Plano. Outra liderança do grupo, Pedro Arrigo teria a prisão decretada. Também foi preso no último dia 28/02 Diorande Dias Montalvão.
Umas 40 famílias de possseiros da associação Água Viva moravam e trabalhávam há sete anos na área em conflito com a Fazenda Caramello (Oficialmente "Dois Pinguins"). A Advogacia Geral da União, a través da Procuradoria do INCRA, ajuizou em 20/02/2006 na Justiça Federal uma "ação de resolução de contrato de alienação de terras públicas e cancelamento de registro imobiliário com pedido de imissão de posse e anticipação de tutela", por não cmprimento das cláusulas do contrato, que previa a exploração da terra com prazo de cinco ou seis anos. O contrato de Alienação de Terras Públicas data de 22 de Abril de 1975. Vinte e cinco anos depois a terra era classificado como Medio imóvel rual improdutivo e inadiplente contratualmente: Grau de utilização da terra 0,0% Grau de Eficiência da Exploração: 0,0%.


Apesar desta ação de retomada da terra pelo INCRA na justiça federal, que ia permitir a legalização daqueles que de fato moravam e faziam produzir a terra, os posseiros foram desalojados a finais do ano passado. Inconformados, eles em fevereiro reocuparam o local.
O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho de Desenvolvimento Rural de Vilhena, Udo Wahlbrinck é um conhecido defensor dos direitos dos pequenos agricultores da região. Por este motivo faz anos está recebendo ameaças de morte contra a sua pessoa, inclusive já teria escapado de alguns atentados. Ele tinha denunciado innúmeros atos de pistolagem e expulsões de posseiros, alguns com intervenção da polícia na região. 
Segundo fontes da Ouvidoria Agrária Nacional Udo Wahlbrinck, teria declarado em data recente que "Até o presente momento as ameaças continuam, sempre de forma velada e toma conhecimento delas através de amigos e conhecidos ligados ao Sindicato que dirige; nenhuma autoridade quer da Polícia Militar ou Polícia Civil entrou em contato com ele até o momento; em razão disso, disse que se obrigou a contratar uma pessoa para fazer sua segurança pessoal porque não encontra apoio das autoridades locais". A polícia declarou que ele estava armado no momento da detenção, alegando que estava andando armado depois que tinha sofrido um atentado o passado dia 01 de Março.
Depois da valorização da área e que o INCRA começou os procesos de retomada das terras abandonadas, muitos dos pequenos agricultores com posses nestas áreas estão sofrendo ações de reintegração de posse na justiça estudual, que correm em paralelo e sem ter em conta os litígios do INCRA para recuperar a propriedade como Terra Pública.
Outro sofrem também muitos atos de violência e pistolagem para abandonar as terras. Arredor de quinze áreas de Vilhena estão sofrendo conflitos, sendo que a maioria delas correspondem a  fazendas com estos Contratos de Alienação de Terras Públicas (CATP), nas quais as empresas o fazendeiros que não cumpriram s termos de contrato, tendo as áreas sendo retomadas pelo INCRA para reforma agrária. Em muitas destas áreas tem registrado ameaças, queimando casas e destruindo culturas dos posseiros. Udo Wahlbrinck tinha encaminhado em data recente relatório sobre os problemas sofridos por diversoso destes grupos.
Constatando que a situação de conflictos agrários e violência não para de aumentar, até ruralistas do Cone Sul apresentaram ao governador Confúcio Moura ofício pedindo o desarmamento da região, com aumento de policiais e instalação de barreiras no municípo de Chupinguáia. Tal vez achando que a violência já foi longe demais, os fazendeiros Evandro Padovani e Carlos Sartor declaram que "o número de armas nas mãos de civis é um fator preocupante, que potencializa o perigo de casos de violência" (Fonte: Extra Rondônia).  Eles pediram ao governo do Estado que "promova operação policial para desarmar os moradores da área rural, além de promover ações que possam inibir a prática de crimes no campo". 
Efetivamente, o governo também não pode mais tolerar a atividade de pistolagem de supostos seguranças as ordens dos fazendeiros da região. Nem atuações parciais da policia.
Em agosto de 2011 diversas armas foram encontradas pela polícia com pistoleiros na Fazenda Bodanese, onde dois agricultores do Acampamento Barro Branco tinham sido baleados pouco antes. Muitos outros atos de violência tem sido registrados na região, que concentra em Chipinguáia um dos maiores redutos pecuaristas de Rondônia.
Segundo versão atribuída a delegacia de polícia de Vilhena, no confronto da Associação Água Viva / Fazenda Caramello, um dos funcionários teria sido ferido no ombro e ficado dois dias escondido na mata, enquanto um segundo funcionário, chamado João, ainda estaria desaparecido. Segundo outras fontes o interesse em expulsar os posseiros do local estaria relacionada com extração clandestina de madeiras da vizinha Área Indígena Tubarão Latundé.

5 comentários:

  1. sera que realmente a pastoral da terra acredita que esses grileiros são coitadinhos inoçentes indefezos poxa tenhão um poco de deçenssia assim o brasil ta perdido e o direito de quem paga seus impostos ondi esta meu pai tem terras se aconteçeu ai na fazenda caramello podi aconteçe em outras eu estou por detro do assunto isso não é sem terra e issim quadrilha esse tau udo ta fazendo é errado sera que niguem inxerga e esse veriador ta é querendo gana voto prestem bem a tenção porque uma ora um fazendero desses mais fortes vai perde a paçiençia mi desculpa ser de uma opinião contraria mais tentem olhar o oltro lado porfavor no mundo não tem mais coitadinho não e por mim eles tem e que fica na cadeia

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  2. A terra seja para quem trabalhan e a faz produzir. A fazenda caramelho, está dentro da fazenda Dois Pinguins, área entregue pelo INCRA para implantação de projeto nos anos 70, em 25 anos não foi feito nada. Quando os pequenos agricultores entraram e desbravaram a área, foram despejados e plantado capim de avião, somente. A área está requerida pelo INCRA como terra pública.

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    1. meu pai foi amigo de moacir caramello e me falou muinta coiza do assunto o finado moacir comprou essa area de terra no ano de 2000 mil e em 2004 foi invadida ele tinha derrubado 100 alqueres ou 200 não sei direito mas meu pai não é de mentiras então seguinifica que ele estava trabalhando na terra sim e outra o prazo dado pelo incra era de 10 anos e sendo assim ele estava dentro do prazo eu espero que respeitem a familha de um omem que até ondi sei trabalhou 30 anos com um patrão e juntou seu dinhero para comprar sua terra isso não acontesse mais os bandidos de oge inves de trabalhar invadem destroem e axão que vai fica porisso mesmo a policia esta de parabens tem que preder mesmo tenho dó de que trabalha sim sei que tem muinta gente que precisa mas não no cazo destas finado moacir caramello pelo que me foi dito é um dos fundadores do municipio e tem 4 filhos que oge vivem sobre ameassas de morte pricipalmete o mais novo que mora no municipio e a fazenda tem oge 6 donos 4 filhos de moacir e 1 filho de juvenal mendes de olivera e sua espoza que não conhesso intão sendo assim eles tambem são pequenos produtores dexem essa familha trabalha eles não são milhonaris e nem fazenderos endinherados tenho serteza muintos vão concorda co migo obrigado por me dexa falar a verdadera verção da istoria

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  3. A fazenda Dois Pinguins, não foi ocupada. Ela foi vendida pelos Caramello e os compradores continuam trabalhando e morando nela em paz. Segundo os poseiros, a família Caramello continuou apenas com uma parte sem nenhuma benfeitoria, a exceção da extração de madeira. O grupo de famílias de posseiros trabalharam nesta área por sete anos, e somente eles tinham realizado benefícios na mesma. Parece que esta é a parte que o INCRA está retomando.

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  4. ola pastoral da terra meu nome é moacir de araujo caramelo não tenho e nunca tive enteresse em estrair madera de nenhuma forma pois não sou maderero e outra como voçes mesmos sabem a terra que era di meu pai estava invadida a 7 anos eu nunca fui até lá tirar ninguen nem espulçar ninguen mas eu sou erdero e dono legitimo e fui espulço pesso que antes de se pronunçiaren em defesa de um ou outro analisem e saibão a verdade e não olhem um lado só pois senpre respeitei a igreja e a pastoral por sua confialidade e integridade os posseros como estão sendo xamados na verdade são invazores ou seja grileiros e axo que devem xecar antes de defenderem meu muinto obrigado e desculpas

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