segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Como sempre indígenas e meio ambiente são atacados em Rondônia.


Indígenas se posicionaram contra a construção da Usina de Tabajara.
Aqueles que mais sofreram com o avanço da colonização e do desmatamento, continuam a ser criminalizados em Rondônia. Indígenas, comunidades tradicionais e os defensores do meio ambiente são atacados em Rondônia, acusados de servir intereses internacionais. Em realidade, serve interesses internacionais quem depreda a Amazônia para produzir carne, soja, madeira, minério e inclusive energia para exportar a preço de banana. Para a China, por exemplo, lugar visitado por alguns dos nossos deputados, que obtiveram fortunas em Rondônia, as custas de todos nós
A energia produzida pelas usinas do Madeira não é para Rondônia, nem para o Brasil. Nem a construção dos três linhões de Porto Velho a São Paulo, (não um linhão, não: três linhões estão sendo construídos!) passando por cima de sítios, reservas, áreas indígenas e de todo o mundo sem dor. A nergia produzida irá para produzir papel e aluminio para exportação. Energia barata exportada em forma de alumínio para o estrangeiro. Tudo a benefício do desenvolvimento apenas do grande capital internacional, dos quais os nosso políticos e autoridades  têm se tornado servidores e lacaios.
E assim vemos reduzir o Patrimônio Natural brasileiro: Parques e reservas, como o Parque Nacional dos Campos Amazônicos. Vemos crescer o rebanho bovino no estado de Rondônia, onde 3/4 partes das terras agriculturáveis estão sob domínio do latifúndio e da pecuária extensiva, depois de derrubar as florestas e plantar capim. Assim Rondônia se torna o "estado natural da destruição amazônica": somando, por exemplo, a finais do ano 2011,  439,600 cabeças de gado vacinadas de aftosa em Nova Mamoré; em Porto Velho: 679.800 bois; Jaru: 506.417 bois; Ariquemes 446.550... Quantos milhões de cabeças em total em Rondônia? Carne barata para os estrangeiros.
Vemos crescer a safra de soja em Vilhena e cone sul, passando de 135 hectares a 145 mil no estado,  com, safra esperada de 420 mil toneladas. Sob a pesquisa da Embrapa de Porto Velho e Vilhena. Tudo para exportação e ração barata no estrangeiro. Quem é que está ao serviço de interesses internacionais?
Não importa que os índios isolados da margem esquerda do Madeira estejam a beira da extinção depois de terem de fugir longe do canteiro de obras de Jirau. Nem que os ribeirinhos do Teotônio não tenham mais como sobreviver nas casas de placas que lhes construíram o pessoal da usina de Santo Antônio. Para eles não importa que tenham sumido a maioria dos cardumes de peixes de todas as cabeceiras do imenso rio, desde o Guaporé, ao Pacáas Novas. 
Ainda se os indígenas reinvindicam como território tradicional, (ao qual a Constituição lhes dá o direito), lá onde tem aldéia que foi deixada de fora da demarcação, como os karitiana de Porto Velho. O reivindicam um lugar sagrado, "esquecido" pela FUNAI, como reivindicam os Kaxaxari e a própria justiça federal lhes reconheceu o direito. Aí se monta o circo até o absurdo, exagerando o seu pedido com mentiras, dizendo que os índios querem tomar todo o distrito do Triunfo (Candéias do Jamari) ou  os distritos inteiros de Extrema, Nova Califórnia e Vista Alegre de Abuná (Porto Velho).
Tudo para defender quatro fazendeiros que grilaram as terras deles e botar o povo em contra.  Dizendo que indígenas e ambientalistas são manipulados por organismos internacionais, que querem atingir a "parte produtiva dos municípios". Propondo novas leis inconstitucionais, para tirar sem escrúpulos qualquer empecilho dos milionários projetos empresariais do grande capital transnacional.
Tudo para mobilizar eleitoreramente deputados e políticos, que jamais a minoria indígena terá suficiente povo para escolher e para lhes defender. E aí estão eles, pelas mãos dos mesmos políticos,  sem se importar com a criação divina, nem com os povos tradicionais da região, nem com os pequenos agricultores sem terra. Avançando a preparação de novas usinas hidrelétricas em Machadinho de Oeste (RO), onde está previsto para este ano o processo licitatório da UHE de Tabajara. E o novo porto graneleiro de Portochuelo, abaixo de Porto Velho. E a aprovação da construção da usina de Guajará Mirim, na Cachoeiria do Ribeirão... Que mais "desenvolvimento" vem aí, sempre sacrificando os mesmos?

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