terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A voracidade dos depredadores das florestas rondonienses

Madeira na BR 429.

AUTORIDADES NÃO PODEM CAPITULAR DIANTE DA VORACIDADE DOS DEPREDADORES DAS FLORESTAS RONDONIENSES.
Chico Nery. Porto Velho, Rondônia – Apesar da falta de avanços plausíveis no combate ao roubo de madeira, essências naturais e sonegação de impostos por parte do empresariado amazônico, os crimes ambientais e suas variáveis registradas, oficialmente, em desfavor dos biomas, vítimas de derrubadas e extrações ilegais sob as copas das árvores, a Polícia Federal e as Forças Armadas têm conseguido algum avanço a partir das operações realizadas até esta data.
O delegado da Polícia Federal, Flori Cordeiro, sediado no DPF de Rondônia, diz que “ainda não há como provar a retirada de madeiras das Terras Indígenas, devido a dificuldade em fiscalizá-las”. Ele sabe que nas T.Is há um valioso manancial de madeiras nobres para o País e que pode estar sendo violado por esses crimes ambientais”.

Há três décadas, um grupo de repórteres investiga e sabe quem são, de onde são e para vai as madeiras roubadas das florestas amazônicas; assim como o ouro extraído, ilegalmente, das áreas outorgadas às Cooperativas de Garimpeiros com caráter minerário familiar ao longo dos rios Madeira [do Belmonde a Calama]e Mutum Paraná. A questão maior é quanto à falta de pessoal. Além da dificuldade na infiltração de agentes não maculados nem considerados improbos ao serviço público, o desabafo partiu de um dos líderes garimpeiros ameaçados por conhecido dragueiro brasileiro-boliviano.
A “Operação Arco de Fogo” fez um ano que fora deflagrada. As áreas onde mais as forças federais mais atuaram [BR-364, Vale do Jamari, Zona da Mata, Vale do Guaporé, BR-425 e Ponta do Abunã], poucos acusados amargaram o “rigor da lei” nem sentiram o gostinho das cadeias federais. Repórteres de AMAZÔNIAS [com atuação nas Amazônias Oriental, Ocidental e Países Andinos] podem saber muito mais que “algumas autoridades sobre os investigados, seus Modus Vivendi e Operandi”. Porém, preferem insistir no denuncismo, à parte, diante do clamor das populações tradicionais.
Um dos não-investigados a fundo, o madeireiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia [FIERO], Avalone Sossai Farias – presidente do Sindicato dos Madeireiros de Ariquemes e Região -, “até hoje não pagou, em sua totalidade,1,5 talhão de madeira extraída da Reserva Rio Preto-Jacundá, em Machadinho do Oeste – ele lideraria um grupo de devedores dos povos das florestas locais sob a leniência do Conselho Deliberativo da SEDAM, órgão avalista dos contratos comerciais para os planos de manejos dentro das RESEX.
Sob o manto dos supostos líderes seringueiros associados à Associação dos Seringueiros de Machadinho do Oeste [ASM], Avalone cortou os talhões [cada talhão é de 500 hectares], serrou e exportara as madeiras beneficiadas aos vorazes mercados da Europa, Ásia, Japão e parte para os Estados Unidos. Para que opere dentro das RESEX, o empresário se obriga a manter em dias o repasse das compensações aos seringueiros – os que vivem e moram nas florestas manejadas.
MODUS OPERANDI – Não é difícil identificar os ilegais, nem mesmo os que atuariam dentro das Terras Indígenas [TIs]. Sabe-se, no entanto, que, “para que adentrem as reservas - indígenas ou habitadas por seringueiros – o front das lideranças seria supostamente recrutado por agentes infiltrados das madeireiras próximas às RESEX. Muitas das quais, não suportariam “a tentação de um punhado de moedas a mais de reais; isso lhes daria uma vida mais confortável em relação a maioria excluída do processo”.
PACOTE DE BONDADES – Mentora da criação, instalação e funcionamento da já combalida OSR [Organização dos Seringueiros de Rondônia], cujo prédio estar à venda [Rua Joaquim Nabuco, em frente à Faculdade São Lucas, Areal Centro], Maria Nanci Rodrigues, secretária do Desenvolvimento Ambiental [SEDAM], “após um ano que assumiu o cargo, até agora, não interpelou Avalone nem os demais devedores das compensações financeiras aos povos das florestas rondonienses”.
A título de informação ao delegado Flori Cordeiro, ex-Repórteres de O PARCELEIRO, A TRIBUNA, O GUAPORÉ e o BARRANCO – já extintos, mas vivos na memória dos rondonienses -, se encontrados, podem ajudá-lo a mapear os ilegais que atuam nas reservas rondonienses e no Sul do Amazonas [RESEX de Lábrea e Canutama]. Basta para isso, disseram seringueiros a este site de notícias, que, “exija de Nanci os contratos dos manejos com os respectivos extratos relativos aos não-repasses das compensações”. Lá, estaria parte dos nomes dos “intocáveis”, além de convocar os presidentes de entidades extrativistas, do tipo ASM, ASMOREX, Bem-Te-Vi, AGUA-Pé [Costa Marques] e diretores da OSR.
MATA HARI NAS RESEX – Em Guajará-Mirim, Machadinho do Oeste e Costa Marques, segundo estudos em poder de parte da mídia independente que atua nas Amazônias [Brasil, Bolívia e Peru], “líderes extrativistas” nunca deixaram de atuar em favor do agronegócio madeireiro, das essências naturais [Copaíba, Andiroba, Mel de Abelha, Vick, Anil e outros], além do contrabando de Cipó Titica, Látex, Sorva, frutas tropicais [Açaí, Buriti, Camu-Camu, Araçá-Boi, Guaraná e Hausca usada na preparada no chá do Mariri].
Para se ter idéia, dizia este site o presidente deposto da Organização dos Seringueiros de Rondônia, o líder seringueiro Adão Laia Arteaga, 40, que, “foi eleito em eleições livres, mas decidi acabar a imagem de vendilhões das florestas e acabei sofrendo um golpe dos companheiros, uma manobra atribuída a Avalone Sossai Farias, José Maria dos Santos, ex-Gerente do ICM-Bio e outros madeireiros”.
Arteaga registrou o roubo de madeiras nas RESEX de Machadinho do Oeste, Guajará-Mirim e Costa Marques. Em 2010, um juiz de Costa Marques suspendeu os planos de manejos, mas, a SEDAM, de forma célere, é acusada de conceder licenciamentos duvidosos a madeireiras cuja idoneidade “é posta em xeque por autoridades, como o MPF”, já fecharam madeireiras no distrito de Boa Vista do Pacarana, a 90 quilômetros de Espigão do Oeste”, revela uma fonte de AMAZÔNIAS, do Distrito Federal.

XICO NERY é Repórter Investigativo e atua no AC, RO, AM, MT, Brasília e Países Andinos.


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