domingo, 16 de outubro de 2011

Há quatro meses do assassinato de Adelino Ramos


Ontem visitamos o Projeto Agroflorestal na gleba Uruquetê, sul de Lábrea, local onde o Dinho (Adelino Ramos) era presidente de uma associação. Os fatos que a comunidade nos narrou: O ex motorista do Dinho chamado Domingos, um senhor moreno, que não é assentado porque já teve terra pelo INCRA, tem feito acordos com madeireiros e serrarias da região excluindo os assentados das negociações, já que estes são contra a venda de madeira. Domingos tem buscado pessoas para visitarem o assentamento na intenção de trazê-las para formar a sua base ali, já que a comunidade não confia nele e não o aceita como presidente da associação como ele aspira. Traz também madeireiros e donos de serrarias, e nas conversas com eles os assentados não são convidados. Há ainda um advogado de nome Rafael de Porto Velho, que tem toda a documentação da associação e não demonstra interesse de entregá-la para os assentados e o novo presidente da associação escolhido por eles de nome Marlon.

Na verdade, o que estão buscando, dizem os assentados, é a retomada do esquema de venda de madeira da era Dinho, que tem todo o apoio de alguns integrantes do PC do B de Porto Velho. Gritante é retirada de madeira. Após a retirada da madeira colocam fogo na mata e a seguir já semeiam o capim. Presenciamos a mata em chamas, o capim já brotando onde foi queimado e na mesma área, logo à frente, o gado pastando na mata já com o capim alto. Essa é a estratégia para tornar toda a área em pastagem. O que nos chamou a atenção é o grande número de castanheiras. Há poucos dias viram um pé de óleo de copaílba derrubado com muito óleo esparramado.É um cenário desolador ver o fogo devorar rapidamente a mata. Foi denunciado ao Ibama em Brasília.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos suas opiniões e informações.