sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Depois da morte de Adelino Ramos, continuam as ameaças.

A situação continua tensa e conflitiva no Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Curuqueté, quatro de meses depois do assassinato de Adelino Ramos, que era presidente da associação do referido assentamento.  O PAF Curuqueté está situado dentro do Estado do Amazonas, no município de Lábrea. Porém somente tem acesso pela estrada BR364,  desde Vista Alegre do Abuná (distrito de Porto Velho, Rondônia), já perto do Acre. A causa dos problemas são a existência de pessoas interessadas em colocar serrarias dentro do projeto de assentamento. As famílias têm grande preocupação por este fato.
Eles tem relatado a situação nas CPTs da região e encaminhado documentos para a Ouvidoria Agrária Nacional, para a Polícia Federal, Ministério Público Federal, Secretaria de Estado de Segurança de Rondônia, Secretaria Nacional de Diereitos Humanos e também para a Comissão Externa contra a Violência presidida pela senadora amazônica Vanessa Grazziotin, que tinha visitado a área pouco depois da morte da liderança do assentamento.
A região, conhecida como a Ponta do Abunã (RO), é considerada uma das mais violentas da região amazônica. Os moradores lembram que a promessa de instalação de um posto policial dentro do Estado de Amazonas,  para melhorar a segurança no local,  ainda não tem sido cumprida, nem o compromisso de melhoras no PAF Curuqueté. Apenas foi realizado o cadastro de algumas famílias do Assentamento.

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