sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O que está sendo feito na Operação em Defesa da Vida?

Segundo fontes da assessoria do deputado, o Padre Ton solicitou relatório da operação de combate a crimes no campo ao ministro da Justiça  O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prometeu ao deputado federal Padre Ton (PT-RO), na tarde de quarta feira, 14, entregar relatório da Operação em Defesa da Vida, desencadeada no início de junho pelo governo federal em parceria com os Estados para combater os crimes ocorridos no campo decorrentes de conflitos fundiários e disputa por ativos ambientais. A operação ocorre no Pará, Rondônia e Amazonas.   
“Nós, parlamentares da Amazônia, onde ocorreram os últimos assassinatos de lideranças extrativistas e que de luta pela reforma agrária, como o Dinho, em Rondônia, queremos informações sobre o trabalho que está sendo feito. As pessoas perguntam sobre isso em nossa região, existem lideranças ameaçadas. E até para colaborar com o governo precisamos ter informações sobre o assunto”, disse Padre Ton. O deputado solicitou ao menos “um relatório preliminar” sobre a operação, que envolve as Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e instituições de segurança dos estados. Ele participou de reunião agendada pela Comissão da Amazônia, da qual faz parte, para discutir com o ministro José Eduardo Cardozo assuntos considerados urgente pelos parlamentares do colegiado, e que dizem respeito especialmente à ausência de segurança na fronteira, tráfico de drogas e conflitos na demarcação de terras indígenas. Nesse último item, o deputado Padre Ton fez um relato da reunião que teve com o procurador da República em Rondônia, Reginaldo Trindade, quando ele e deputados federais da bancada do estado receberam dossiê com relato crítico da situação dos índios Cinta-Larga na Reserva Roosevelt em Rondônia.   “O Ministério Público Federal fez fortes críticas a atuação da Funai e outros órgãos do governo. O governo prometeu, há algum tempo, viabilizar investimentos em educação, estrada e até construir uma casa para fiscalização da garimpagem de diamante, e isso não aconteceu. Temos de apresentar solução para os problemas que afligem aquele povo, inclusive na questão da mineração cuja atividade, como se sabe, é ilegal”, observou o deputado ao ministro, que concordou com a urgência do assunto.      José Eduardo Cardozo determinou que a assessoria inclua em sua agenda uma audiência com a bancada de Rondônia e também de Mato Grosso – onde também vivem Cinta-Larga – e procurador federal de Rondônia.

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