quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Produtores acampam na sede do Incra em Boca do Acre

Aproximadamente 400 produtores/as rurais do sul do Amazonas estão acampados desde segunda-feira (15) na sede do Incra em Boca do Acre (AM). Eles reclamam das dificuldades, ameaças de morte contra agentes da CPT e defensores dos Direitos Humanos e constantes liminares de despejo concedidas pela Justiça. Na luta contam com o apóio do CNS e STR de Boca do Acre, os produtores reivindicam a legalização fundiária da terra, além de crédito, assistência técnica e crédito habitação. A informação é da CPT do Acre.

Os acampados na sede do Incra de Boca do Acre moram nas comunidades do Seringal Bom Lugar, Mapongapá, Praia do Inferno, Nova Axioma, Redenção, Macapá, Floresta do Acre, Entrerios, Pirapora e Andirá. Há também ribeirinhos que vivem na Reserva Extrativista Arapixi e nas Florestas Nacionais Mapiá-Nauini e Purus.
Acampados e prometendo resistir até suas reivindicações serem atendidas, os produtores alegam que a demora do Incra em regularizar suas terras tem aumentado a invasão de áreas da União por parte dos grileiros. Na terça feria, ainda houve uma tentativa de acordo com uma reunião entre os representantes do ITEAM, Incra, Prefeitura e Câmara de Vereadores de Boca do Acre, mas ao final não chegamos a um consenso.
Os extrativistas estão dispostos a sair somente quando representantes do Incra e do Terra Legal comparecerem para conversar com os produtores.
Outra reivindicação dos produtores é para que os recursos do Governo Federal destinados à construção de 140 casas sejam, de fato, liberados aos produtores. Enquanto o INCRA e (ICMBIO) não se entendem, quem continua sendo prejudicado são os produtores/as que precisam das moradias. O acampamento está pacífico apesar de ter tensões em alguns momentos. O Incra de Boca do Acre não está funcionando e existem boatos que a Superidente do INCRA do Amazonas está tentanto entrar com uma liminar para a retirada dos agricultores/as da sede do INCRA.
O movimento está firme junto as famílias com total apoio da paróquia local e as organizações de Boca do Acre.

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