quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Porto Velho: Ameaças no acampamento Morro Vermelho.

A situação do Acampamento Morro Vermelho, no Distrito de Nova Mutum e nas proximidades de Jaci Paraná, é de grave tensão. Este é o parecer da Ouvidora Agrária do INCRA, Dra. Márcia do Nascimento Pereira, e a julgar também pelos depoimentos apresentados na CPT RO por três posseiros que estão sendo ameaçados de morte.  Mais uma vez, aquilo que não conseguem pela justiça, alguns poderosos continuam a tentar impor pela violência. As denúncias são tanto mais graves porque, como já foi publicado neste blog, envolvem o Presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, Walter Araújo e a atuação irregular de policiais. 50 famílias já tinham sido expulsas a finais de junho e os seus barracos queimados, na época seria sob ordens do pecuarista e ex delegado João do Vale.  Agora ntem pedido nova intervenção da Ouvidoria Agrária Nacional, presidida pelo Dr Gercino Filho, solicitando medidas de segurança das autoridades para evitar mais um conflito agrário estourar em Rondônia.

Aqueles que receberam a importante missão de redigir as leis, teriam que ser os primeiros as respeitar. Depois de conceder liminar de despejo das famílias de pequenos posseiros, o juiz Rogério Montai de Lima decidiu, em 17/07/11, a suspender, atendendo a  intervenção do INCRA, que atestou em laudo técnico a área como sendo Terra Pública da União, e o pedido do Ouvidor Agrário Nacional, Dr Gercino Filho.  
Porém as famílias de posseiros continuaram a sofrer um sem fim de intinidações e de ameaças de jagunços armados. Segundo os posseiros já existem quatro ocurrências policiais de ameaças e de agressões.
Numa das mais graves, uma arma foir disparada acidentalmente atingindo Raquel do Espíritu Santo de raspão no pé. A arma disparou depois que um policial sem farda a puxou pelo cabelo, para se apoderar do celular com o qual tinham sido fotografados. O chip do aparelho foi destruído. Foi realizada na Ouvidoria da Polícia Militar, comunicação de ocurrência de n. 131/2011.
As lideranças ANTÔNIO MARQUES DOS SANTOS, ADEVAIR JOSÉ DE SOUZA e LEONEL DOS SANTOS FEITOSA tem apresentado registro de ameaças de morte recebidas por terceiros, atribuídas a Wanderley de Araújo, irmão do presidente da assembléia legislativa, Walter Araújo, a quem consideram o responsável final da espiral de violência.
A intervenção da Ouvidoria Agrária Nacional, pedindo medidas de segurança para eles, tem sido solicitada.

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