quinta-feira, 9 de junho de 2011

Corpo decapitado teria sido achado em Vista Alegre do Abuná

Segundo moradores da Ponta de Abuná, o corpo duma pessoa decapitada teria sido encontrado em Vista Alegre do Abuná poucos dias depois da morte de Adelino Ramos. Existem suspeitas de se tratar do condutor da moto do asssassino. Por outro lado a Polícia Civil de Extrema (AM) e Polícia Militar de Vista Alegre de Abunã (RO) prenderam nesta quarta-feira (8) mais cinco suspeitos pelo assassinato do camponês Adelino Ramos, o Dinho, morto no último dia 27. Os policiais cumpriram mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça de Lábrea (AM): Jobe Vicente (irmão de Ozias), Marcos Antônio Rangel, Odair Pinheiro, Zaqueu Jesus de Souza e Pedro de Jesus de Souza. De quatro dos detidos já em fevereiro a Justiça de Lábrea tinha expedido mandado de prisão, por conta de ameaças e agressões que o grupo vinha praticando contra assentados.

Por outro lado, diversas fontes locais abonam o álibi do suspeito de assessinato, Ozias Vicente, que estaria realizando o esquadrejamento duma casa em Vista Alegre na hora do assassinato do Dinho. Moradores acham que o assassino seria pessoa desconhecida de fora da região.
Os oito madereiros presos em Vista Alegre já estariam soltos e segundo os moradores da região, não tem nada a ver com a morte de Adelino, pois este vendia madeiras para eles de forma clandestina. A suspeita é que a morte estaria relacionada com uma fazenda clandestina indocumentada de Vista Alegre de Abuná, situada na divisa com o sul de Lábrea, de onde foram presas 2.000 cabeças de gado um mês antes da morte, depois de denúncia de Adelino.
Na mesma região, vizinha da Reserva de Ituxi e o Parque Nacional do Mapinguari, teriam sido extraídas de forma clandestina milhares de metros cúbicos de madeira.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Rondônia, cerca de 300 homens da Força Nacional de Segurança já estão no extremo oeste do Estado, região mais críticas em conflitos agrários. Eles foram mandados pelo Ministério da Justiça para conter os conflitos pela posse de terra e devem ficar na região por cerca de três meses.

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