9ª ROMARIA DA TERRA E DA ÁGUA - RONDÔNIA



Recolhendo o lema e o assunto da Campanha de Fraternidade de 2011, a Novena Romaria da Terra e das Águas de Rondônia convoca as comunidades das Dioceses de Guajará Mirim, Ji Paraná e Porto Velho e do Sínodo Luterano da Amazônia para uma peregrinação que recolha as preces e preocupações do Povo de Deus de Rondônia.
Queremos centrar a Romaria para um dos 5 Gritos do 12 Intereclesial de Porto Velho: O Grito das Águas. Recolhendo especialmente todos os anseios, preocupações e dores dos Povos da Águas de Rondônia.Indígenas, quilombolas e ribeirinhos da beira dos rios, hoje como sempre são os mais atingidos pelos grandes projetos empresariais de desenvolvimento, como a construção das Usinas do Madeira: Hoje Santo Antônio e Jirau, depois Guajará Mirim e Cachuela Esperanza, dentro da fronteira da Bolívia.

O Distrito de Iata foi criado no transcurso da estrada de ferro, as margens do Mamoré, para dar terra aos soldados da borracha. Esta vila agora será alagada com a construção da Hidroelétrica de Guajará Mirim, na Cachoeira do Ribeirão. Em solidariedade com os moradores do lugar e todos os que já foram diretamente ou indiretamente atingidos no Madeira (Mutum, Jacy Paraná, Cachoeira do Teotônio, Comunidade de Engenho Velho e outras).
Queremos ir ao Iata e realizar a IX Romaria da Terra e das Águas. Denunciando as imposições destes grandes projetos empresariais e governamentais que pipocam em toda a Amazônia sem ter em conta a vontade do povo. Trazendo sim, empregos temporários e movimentando a economia, porém sem ter em conta as necessidades do moradores e operários, provocando injustiças, sofrimento e sacrifícios, especialmente aos Povos das Águas: Aqueles que dependem do rio para se deslocar, plantar, pescar e viver como sempre fizeram.
Convidamos a todos para que sejam solidários com eles participando desta IX Romaria da Terra e das Águas de Rondônia. A caminhar juntos, rezar e pedir a Deus que nos ilumine. Pedir que Ele mostre para nós e para o mundo o verdadeiro desenvolvimento, para nossas famílias ter vida digna e não apenas um crescimento desordenado, com a injusta distribuição das terras, o abandono do campo e o inchaço das cidades. Superando todo tipo de deficiências e de mazelas sociais (falta de moradia, droga, prostituição, acidentes...).
Reunindo brasileiros e bolivianos. O povo do campo e povo da cidade. Os milhares de emigrantes que aqui chegaram agora, aqueles que faz décadas que moram em Rondônia e aqueles que moram aqui desde séculos, como os indígenas e as comunidades tradicionais.
Para que juntos, todo o Povo de Deus, louvando e agradecendo pelo dom da Criação, nos solidarizemos também com todo o Planeta, com a Vida de toda a Natureza: Os rios, as águas e as florestas, que hoje sofrem e gemem como em dores de parto (Rm 8,14).




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