sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Marina, está na hora de pedir respeito

Marina: Está na hora de pedir respeito.
Está na hora de pedir respeito pelo meio ambiente, respeito pela Amazônia, pelos biomas brasileiros e pelas comunidades tradicionais do Brasil: Indígenas, quilombolas, seringueiros e ribeirinhos.
Todos nós acompanhamos a mudança de rumo de Lula, especialmente no segundo mandato, quando preocupado pelo crescimento econômico, escutou as vozes de sereia do agronegócio e passou a considerar o meio ambiente, os indígenas e os quilombolas “os entraves do desenvolvimento”.

Em aras do apoio dos poderosos e do crescimento econômico a qualquer preço, vieram os PACs: Fazendo engolir a transposição do São Francisco e as hidrelétricas do Madeira; o código florestal com redução de reservas permanentes e anistia para os grandes desmatadores; estradas e projetos sem o menor cuidado; barganhas com as unidades de conservação federal e o “terra legal” cadastrando os grandes grileiros; vieram o avance esmagador das mineradoras, da pecuária, dos agrocombustíveis e o monstro de Belo Monte.
Dane-se o “cerradinho”. Segure aí os sem-terra com cestas básicas e pau para os outros. Enrolem-se os quilombolas e os indígenas. Cadê a titulação dos seus territórios? De novo as mesmas vítimas sendo despejados, vendo se acabar os seus rios e matas. Vivendo das cestas básicas e do macarrão do Lula.
Marina, não dava mesmo para ficar nesse governo.
Agora estão querendo o seu apóio?
Está na hora de falar e de falar alto. Está na hora de pedir respeito.
Respeito pela florestas, respeito pelas licenças ambientais.
Respeito pela Amazônia e para todos os biomas brasileiros.
Terra e reforma agrária sustentável para os pequenos agricultores.
Territórios legalizados e sustentabilidade ambiental e econômica para os seringueiros, quilombolas e indígenas.
Marina, respeito para o seu povo e para todo o Planeta.

Zezinho, comissão pastoral da terra de Rondônia.
Foto: Festa do Jacaré, do povo arara de Ji Paraná.
Porto Velho, 08 de outubro de 2010.

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