sábado, 17 de abril de 2010

CPT mobiliza contra trabalho escravo no Vale do Guaporé

por Xico Nery

São Francisco do Guaporé, Rondônia - Atuar na prevenção ao trabalho escravo e suas variadas formas de patrões atuarem no Estado, esse foi o objetivo da segunda reunião, realizada na segunda-feira 12, dos grupos da cadeia produtiva social e religiosa que integram o arco de aliança da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho da Consciência Solidária (CCS) e entidades de trabalhadores rurais e urbanos do Vale do Guaporé e da cidade de Ji-Paraná.

Foto: Maria José de Oliveira, da coordenação colegiada da CPT RO, e Ademir P. de Souza, pedagogo da Campanha Contra o Trabalho Escravop em Rondônia.

A agenda do grupo para 2010, de acordo com com a coordenadora do Gruto de Trabalho e Ação (GTA), naquela parte do estado, Irmã Theresa Catarina Canossa, "é agirmos preventivamente no combate a prevalência do trabalho escravo e outras formas análogas à exploração da mão-de-obra de trabalhadores não cientes de seus direitos perante à Constituição do país". Ela revelou, ainda, que, "na região, especialmente nas localidades mais afastadas de São Francisco, Rolim de Moura e Pimenteiras, há registros de que algum ou outro patrão, venha cometendo infrações à legislação no ato de contratar trabalhadores".

Foto: Irmã Thereza Canossa, de São Francisco do Guaporé.


A religiosa, no entanto, adiantou que, "os grupos que integram o Conselho da Consciência Solidária, não é composto apenas por católicos". Conta, fundamentalmente, com a participação de abnegados de outras religiosos correlatas, entre os quais, evangèlicos preocupados com o avanço da violação dos direitos dos cidadãos e não alfabetizados que, segundo ela, "tem em certos empregadores do agronegócio, um dos maiores índices de desrespeito aos direitos humanos e trabalhistas do país".

A presença de trabalhadores sem conhecimento dos seus direitos, afirmou o Padre Zezinho, da Pastoral Fluvial e coordenador atual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), na capital (Porto Velho), "começa a sair dos espaços confinados e a sensibilizar, inclusive magistrados e a classe política de formação mais moderna em Rondônia, Pará, Amazonas, Acre, Tocantins e Mato Grosso, no centro oeste brasileiro". Para ele,"a única de combate a essa prática deplorável de exploração do ser humano, é a prevenção e conscientização dos atores, os trabalhadores do campo e da cidade'.

O Conselho da Consciência Solidária (CCS), com sede nesta cidade, (São Fracisco do Guaporé), reúne à cada mês. Na reunião da segunda 12, o encontro foi realizado com sucesso no Salão Paroquial da Igreja Matriz de São Francisco de Assis. Contou com participação de religiosos (católicos e evangélicos), lideranças de trabalhadores da região, da Capital, Porto Velho, Ji-Paraná e de Brasília. Além da presença de jornalistas da imprensa regional e da fronteira do Brasil com Países Andinos (Bolivia, Chile e Peru).

CARTA DO VALE - O encontro definiu como novas bandeiras de luta, o mapeamento de potenciais locais (sítios, chácaras, madeireiras, fazendas, canteiros de obras na BR-429 e 364) onde possa haver a existência de trabalho escravo e suas formas análogas de exploração da mão-de-obra, bem como registro de denúncias - em caso de comprovação - às autoridades do país, entre as quais, da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho e Emrego (MTE), ao Congresso Nacional, Câmaras Municipais e entidades ligadas à luta em defesa da vida.


JUDICIÁRIO NA PAUTA - Ficou decidido,ainda, que, integrantes da Comissão criada na reunião do segundo encontro, irá atuar junto ao Judiciário das Comarcas da região, cuja finalidade principal é fazer com que, "agentes ministeriais, servidores e magistrados encorpem os programas defendidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), Comissão Inter-americana de Defesa dos Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), UNICEF, Secretaria Nacional dos Direitos HUmanos do Brasil, além de entidades ligadas ao setor". A Comissão tenta, agora, agenda reuniões com os juizes e promotores das Comarcas de Alvorada do Oeste, São Francisco do Guaporé e Costa Marques.

http://www.radioeducadoraam.com.br/

Um comentário:

  1. É compensador trabalhar pelo bem comum!
    Que o Divino Espiríto Santo ilunime e guie a todos!

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