quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009 termina com violência no campo em Rondônia

Última hora: Não se confirmou que fosse conflito de terra.
Mais uma morte violenta acontecida anoite, dia 29 de dezembro, encerra um ano de conflitos pela terra em Rondônia. O crime, denunciado por telefone na CPT de Rondônia, por uma liderança do local, aconteceu no Assentamento Flor do Amazonas II, na antiga fazenda Urupá, no município de Candéias do Jamari (30 km de Porto Velho).


Segundo este informante, a vítima é Gildézio Alves Borges, que teria sido atingido por dois tiros enquanto estava de bermudas lavando as panelas, em um lago próximo a seu barraco. Um vizinho ouviu os disparos e já encontrou ele emborcado dentro da água. O crime aconteceu entre as 19 e 20 horas da noite.


Membros da CPT Rondônia e da Comissão Justiça e Paz da Diocese, estão pesquisando as circunstâncias desta morte. A polícia não confirmada como morte devida a problemas de terra, mas tudo indica a vingança como causa, pois a vítima já teria sido esfaqueado fazia poucos meses O agressor acusado é um fazendeiro conhecido por Metralha, e a suspeita que quis se vingar.


O Assentamento Flor do Amazonas tem passado por uma longa história de lutas e de violências, até os acampados conseguir o assentamento na antiga fazenda Urupá, e atualmente está recebendo o acompanhamento da CPT Rondônia e da SEAGRI para a criação de um grupo de agroecologia.


Por outro lado, agentes voluntários da CPT RO e moradores do local, afirmam que continua tensa a situação em Buritis, depois que fóram bárbaramente torturadas e mortas duas lideranças da Liga dos Camponeses Pobres no Marco de Alumínio, Rio Alto, na Linha 38, o passado dia 08 de dezembro.


Segundo panfleto difundido pela liga, tratava-se de Élcio Machado, conhecido como Sabiá, pai de três filhos, e Gilson Gonçalves, também casado, esperando um filho de quatro meses de gestação. Élcio era a principal liderança de acampamento de 45 famílias de sem terra do acampamento Terra Alta.


Informação desmentida pelo INCRA de Porto Velho, a Liga acredita que foi em encontro com o ouvidor agrácio nacional , Gercino Filho, que as lideranças foram identificadas pelos pistoleiros do fazendeiro Dilson Cadato.


Eles acusam Dilson Cadato de ter grilado a terra que eles reivindicam, e de ser o mandante do crime, que teria sido cometido pelo seu afilhado, gerente da fezenda, conhecido como Kaleb, que acusam de comandar 14 pistoleiros que já teriam tentado matar outras pessoas, além de ameaçar lideranças de uma comunidade vizinha e todos aqueles que apoiam o acampamento.


Mais informações: CPT RO Telefone 3224 48 00

Abaixo, panfleto difundido pela Liga.






Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos suas opiniões e informações.