sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Desentendimento por limites da terra seria causa de morte em Vilhena

O assassinato de Odair Ruiz o dia 04 de setembro de 2014 em Vilhena, teria sido por conta de conflito de limite de terras, com o foi a principal suspeita desde o dia a morte. 

Informações recolhidas pela equipe da CPT de Vilhena relatam que o finado fazia alguns anos estava envolvido em conflito por divisa de terras no lote 57 setor 12 gleba Corumbiaria, no município de Vilhena. 

Odair Ruiz tinha uma chácara neste lote e já havia conversado com representante da CPT há pelo menos uns três anos atrás,  relatando que o limite de sua área de terra seria até o rio Piracolino,  mas acusava um vizinho de estar mudando o marco da divisa.
 
Odair foi aconselhado a  registrar BO e aguardar a demarcação da área na hora da regularização, pois o Terra Legal está  cancelando o CATP (antigo título provisório) do lote para ser regularizado. 

Posteriormente a vítima perdeu a esposa há mais de um ano,  com uma morte muito triste na hora do parto, deixando uma recém- nascida e mais duas filhas, que agora estão sendo criadas pela avó materna. 

A equipe da CPT de Vilhena a visitou há poucos dias e conversou também com um funcionário que trabalhava junto com a esposa falecida. O mesmo relatou que ele mesmo acompanhou a falecida por várias vezes na delegacia de policia civil para fazer BO de ameaças e de queima da casa dela, incendiada depois que se mudaram para a cidade.

Segundo os policiais ainda não tem pista sobre a autoria da morte. O presidente da associação onde Odair Ruiz pertencia, (inclusive, até a esposa dele foi secretaria desta associação), relatou que os dois vizinhos viviam se ameaçando uns aos outros e que depois da morte da esposa, ele bebia muito e se mudou para a cidade.

A CPT tem pedido ajuda a Ouvidoria Agrária Nacional e apoio das autoridades competentes para que este crime não fique impune. "Nada que for feito suprirá a falta dos pais para os filhos, mais a justiça tem que ser feita".
Imagem ilustrativa publicada na Folha de Vilhena.



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